quarta-feira, 30 de março de 2011

Alencar fundou Coteminas com auxílio oficial e apoio político

O ex-vice-presidente José Alencar, morto nesta terça-feira vítima de câncer, deu partida a sua carreira empresarial com uma modesta "vendinha" de duas portas e um capital de 15 mil cruzeiros, no final dos anos 40. Mas para fundar sua empresa mais importante, a Coteminas (Companhia de Tecidos Norte de Minas), ele contou com bem mais apoio que um empréstimo do irmão mais velho, Geraldo Gomes da Silva.
 
Já estabelecido como empresário do setor têxtil desde o início da década de 60, Alencar se uniu ao deputado Luiz de Paula Ferreira, da área de algodão, e obteve capital do BMDG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) e da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), órgãos do governo militar voltados para o desenvolvimento do setor industrial na região. 
A Sudene havia sido criada em 1959, por iniciativa do governo Juscelino Kubitschek, e sob inspiração do economista Celso Furtado, para estimular o desenvolvimento do Nordeste. Mais tarde, já sob o governo militar, a superintendência focou esforços e dinheiro na expansão do setor industrial da região, caracterizado à época por empresas artesanais, de pouca expressão.
A Coteminas constituiu a quase totalidade de seus maiores empreendimentos em regiões incentivadas pela superintendência, tais como a Cotenor e a Cebractex (complexo industrial têxtil integrado), em Montes Claros (MG) ou mais recentemente a Wentex (fabricante de roupas), em São Gonçalo do Amarante (RN).
Os órgãos oficiais ainda continuam como parceiros importantes do desenvolvimento da Coteminas. A administração da empresa encerra o balanço de 2009 com agradecimentos "à Sudene, ao BNDES, ao BDMG, ao BNB [Banco Nordeste], ao Banco do Brasil (...) e a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a consecução dos objetivos oficiais" 
Fonte: Folha Online

Dono da Coteminas, Alencar ajudou Lula a superar resistência do empresariado

Do UOL Notícias Em São Paulo

José Alencar Gomes da Silva causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002. O que parecia natural oito anos depois, quando o petista deixou o Palácio do Planalto e correu para visitar o amigo internado no hospital Sírio-Libanês, foi um movimento arriscado na época, com suspeição de lado a lado.






  • A dobradinha surgiu depois de uma articulação entre PT e PL, como um aceno ao empresariado de que a candidatura petista buscava diálogo e ampliação de sua base histórica, na faixa dos 30% cativos. Antes, o então senador pelo PL havia sido sondado pelo também candidato Ciro Gomes (na época no PPS) e pelo PSDB, que teria o ministro da Saúde, José Serra, como preferido para suceder Fernando Henrique Cardoso. Quando explodiu o escândalo do mensalão, sobraram suspeitas de que a aliança foi paga em dinheiro pelo PT.


Alencar seria uma espécie de "avalista" de Lula junto aos investidores --ideia reforçada com o lançamento da "Carta ao Povo Brasileiro", pelo petista, em junho de 2002, na qual ele reafirmou compromissos com a estabilidade econômica. Também pesou para a escolha do dono da Coteminas o fato de ser uma liderança de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A história de vida sofrida, apesar dos milhões no banco, também serviram para associar as histórias do candidato a presidente com o seu vice.


O então senador cumpriu à risca seu papel durante a campanha. Já no governo, o nacionalista Alencar mostrou-se um defensor ferrenho da queda das taxas de juros --mas seus comentários não abalaram a política econômica ortodoxa do governo, então sob o comando do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.




Ironia do destino. Todo mundo fala que o Lula fez aliança comigo porque eu representava segurança e não risco, justamente para isso que se chama mercado. Hoje, dizem que eu sou o risco. Isso não é estranho?

Alencar, em 11 de setembro de 2005

Em 2004, Alencar assumiu o Ministério da Defesa, depois de atritos entre o então ministro, o embaixador José Viegas, e militares, por conta da ação destes durante a ditadura. Em 2005, defendeu o governo em meio às denúncias do esquema de pagamento a parlamentares em troca da apoio político no Congresso. Segundo ele, o presidente teria sido "vítima do despreparo" do PT.


Também em 2005, Alencar, católico, deixou o PL e filiou-se ao PMR (Partido Municipalista Renovador), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Dois meses depois, o partido mudou seu nome para PRB (Partido Republicano Brasileiro).


Alencar renunciou ao Ministério da Defesa em março de 2006 para poder se candidatar à reeleição. Apesar de pressões do PSB e do PMDB, que também tentaram emplacar o vice, o mineiro voltou a fazer dobradinha com Lula.

quinta-feira, 10 de março de 2011

WEG inaugura fábrica de motores na Índia

Jaraguá do Sul - A WEG S.A. anunciou ontem a inauguração da sua fábrica de motores elétricos na Índia. A nova unidade estreia sua produção fornecendo motores de indução MGF 630 que serão instalados em bombas de água fabricadas pela empresa Kirloskar Brothers Limited (KBL) para o projeto Bangalore Water Supply Scheme de distribuição de água potável em Bangalore. A previsão é que a entrega destas máquinas ocorra até abril de 2011.

A WEG Índia produzirá motores de indução e síncronos e geradores síncronos de média e alta tensão. Construída na cidade de Hosur, estado de Tamil Nadu, próxima de Bangalore, a unidade tem 32 mil metros quadrados de área construída e ocupa uma área de 170 mil metros quadrados.

O presidente executivo da WEG, Harry Schmelzer Jr., afirmou que "a WEG Índia foi concebida para atender Ásia, Oriente Médio, África e Oceania, e avança em sua estratégia de internacionalização". A unidade já recebeu aproximadamente US$ 60 milhões em investimentos, gerando cerca de 250 empregos diretos, número que deve chegar a 600 neste ano.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Obama pode anunciar fim de vistos para brasileiros

Presidente americano chega ao Brasil no próximo dia 19 para visita de dois dias

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarca no Brasil na noite da sexta-feira (18) com uma agenda cronometrada. Cercado por uma comitiva com quase mil pessoas, entre seguranças, assessores e secretários, Obama vem fechar uma série de acordos com o governo brasileiro e visitar pontos turísticos no Rio de Janeiro. Na pauta, pode entrar também o fim da obrigatoriedade de vistos prévios para brasileiros que queiram entrar nos EUA.

O primeiro compromisso está marcado para o sábado (19), quando será recebido pela presidente Dilma Rousseff em um almoço no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) com a presença de dez grandes empresários brasileiros.

Estão na lista as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht; a Coteminas, maior empresa têxtil do país; a Cutrale, gigante na produção de suco de laranja; a fabricante de aviões Embraer; a siderúrgica Gerdau; a mineradora Vale; a Stefanini, que atua na área de tecnologia da informação; a Aracruz, produtora de papel e celulose; e a Votorantim, conglomerado com braços nas áreas de cimento, mineração e metalurgia, siderurgia, celulose e papel, entre outros.

A intenção dos empresários é buscar canais de aproximação com o mercado americano e aprofundar as relações comerciais justamente num momento em que a China ultrapassa os EUA como principal parceiro do Brasil.

O Itamaraty não esconde que poderá haver algum tipo de pressão da delegação americana para que o Brasil escolha os caças F/A-18 Super Hornet, da Boeing, no processo de renovação da FAB (Força Aérea Brasileira).

Fim do carimbo no passaporte
 
Durante o evento, Obama deve fazer seu principal discurso durante toda a visita. De acordo com assessores da embaixada americana em Brasília, o presidente vai reforçar a visão de que o Brasil não é apenas mais um país na América Latina, mas sim um grande parceiro que tem atuado como protagonista nas grandes questões mundiais.

Diplomatas brasileiros dizem acreditar que o os elogios não ficarão apenas nas palavras. É esperado que Obama coloque em pauta o fim da obrigatoriedade de visto para brasileiros que viajam aos Estados Unidos.

De acordo com Roger Dow, presidente da US Travel Association, quando a rejeição de vistos recua a menos de 5%, o país se habilita a entrar no Visa Waiver Program, que dispensa a necessidade de carimbo no passaporte.

Em 2009, 890 mil brasileiros gastaram R$ 4,4 bilhões nos Estados Unidos, dando ao Brasil a 7ª posição no ranking dos maiores visitantes. No ano passado, o número de brasileiros saltou para 1,2 milhão. O fim da exigência do visto poderia gerar R$ 10,3 bilhões de receitas extras aos americanos, pelos cálculos da US Travel Association. Em tempos de crise, relatam os diplomatas, esse dinheiro é extremamente importante.

Dentre outros acordos que serão assinados, um é especialmente importante para os cerca de 1 milhão de brasileiros que trabalham nos EUA. É que eles deverão ser beneficiados pelo acordo de cooperação na área de Previdência Social. Por esse programa, aquele que paga a Previdência nos EUA e resolver voltar para o Brasil, poderá resgatar o que pagou no território americano.

Turismo no Rio
No domingo (20), Obama terá uma dia mais à vontade, ainda mais porque estará na companhia da mulher, Michele, e das filhas Sasha, de 11 anos, e Malia, de 9 anos. Apesar de a programação ainda não estar fechada, espera-se que a família visite o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e uma praia.

Um dos programas que está definido é a visita a uma comunidade que conte com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). É nesse local que Obama dará um tom mais popular à sua visita.

A ideia, previamente acertada com o governo brasileiro, é de fazer propaganda para os eventos internacionais que virão por aí, como a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Dez empresas são escolhidas para encontro de Dilma e Obama

Dez empresas brasileiras foram escolhidas para o encontro de cúpula entre a presidente Dilma Rousseff e seu colega dos EUA, Barack Obama.

São as seguintes as empresas: Aracruz, Camargo Corrêa, Coteminas, Cutrale, Embraer, Gerdau, Odebrecht, Stefanini, Vale e Votorantim.

O encontro dos CEOs dessas empresas com Dilma e Obama será em Brasília, no dia 19 deste mês, um sábado, na sede do Ministério das Relações Exteriores, o Palácio do Itamaraty.

Antes, os altos executivos brasileiros terão um encontro entre si, num jantar no dia 18. Estarão também presentes 10 executivos de empresas dos EUA, entre outras, Citibank, Coca-Cola, GM, Intel e Motorola.

Chama a atenção entre as empresas brasileiras a presença da Stefanini, que atua na área de TI (tecnologia da informação). É a menos conhecida entre as 10 convidadas.

A coordenação do grupo brasileiro está por conta da Coteminas, comandada por Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Nas discussões preparatórias para o evento, ontem (1.mar.2011) em Brasília, diplomatas manifestaram preocupação com uma possível retórica anti-China que pode dominar o encontro.

A China é vista como a grande adversária comercial de empresas brasileiras e norte-americanas. Os diplomatas não querem que o encontro com os presidentes dos dois países se torne um muro de lamentações contra a concorrência asiática.

A expectativa é que os empresários divulguem acordos de cooperação e investimentos em ambos os países. Também deve haver algum anúncio do Eximbank (agência dos EUA que financia o comércio internacional) para incentivar o comércio bilateral.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cremer fecha aquisição da P. Simon por R$ 25 milhões

 

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)

A Cremer, fornecedora de produtos para cuidados com a saúde, fechou nesta quarta-feira (23/2) um acordo para a compra da P. Simon, empresa que atua na fabricação de produtos médico-hospitalares.

Pelos termos do contrato, a companhia pagará aos atuais acionistas da P. Simon um montante de aproximadamente R$ 25 milhões em três parcelas.

Serão R$ 15 milhões na data de fechamento da aquisição, R$ 5 milhões após 12 meses da data fechamento da aquisição, e R$ 5 milhões após 24 meses.

Após a primeira parcela, as demais "poderão ser reduzidas em função da receita futura da P. Simon para os exercícios de 2011 e 2012".

A P. Simon apresentou uma receita líquida de cerca de R$ 22 milhões em 2010.

"A aquisição está em linha com a estratégia da companhia em aumentar sua competitividade empresarial, complementando seu portfólio de produtos no mercado de descartáveis e consumíveis médico-hospitalares, ao mesmo tempo em que consolida sua plataforma de produtos plásticos para saúde", relata a Cremer em comunicado ao mercado.

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Teka vai ampliar participação de importados em seu mix para 30%

 

Segundo o vice-presidente Marcello Stewers, a empresa não tem substituído funcionários que saem voluntariamenteCom 85 anos de produção no mercado brasileiro, a fabricante de itens de cama, mesa e banho Teka se prepara para ampliar o volume de importados da Ásia no seu mix de produtos. Segundo Marcello Stewers, vice-presidente da empresa, a intenção é que a participação dos itens vindos do exterior aumente de 12% para 30% este ano.

Segundo Stewers, desde 2006 a Teka vem intensificando o processo de importação e criou um departamento exclusivo para lidar com o assunto. A companhia chegou a planejar a abertura de um escritório na China, mas a proximidade dos asiáticos com o mercado brasileiro fez com que o projeto fosse adiado. "Os asiáticos estão hoje todos aqui. A abertura de um escritório ainda não se fez necessária", disse.

O vice-presidente diz que fará importação de matérias-primas como fios, fibras e tecidos, além de produtos acabados. "Aquilo que demanda muita mão de obra para o acabamento vale a pena importar", explica.

A Teka trabalha com 30 a 40 fornecedores na Ásia - os tecidos vêm do Paquistão; produtos acabados, como luvas de cozinha, são trazidos da Índia; e matérias-primas em geral, da China. Stewers é claro em dizer que a decisão de ampliar a participação de importados na Teka é uma resposta ao que chama de política de desindustrialização do setor têxtil praticada pelo governo federal.

"Chegamos ao ponto que hoje se desenvolve o produto no Brasil, produzimos na Ásia e vendemos no Brasil sem grandes traumas ou problemas, como se as fábricas estivessem aqui, porém sem os problemas administrativos internos brasileiros, sindicais, governo, altas taxas de juro", afirma Stewers. Com a ampliação da participação de importados na produção, o encolhimento da mão-de-obra é um reflexo inevitável.

Segundo Stewers, a empresa não tem substituído funcionários que saem voluntariamente. Com cerca de 4 mil pessoas atuando em quatro plantas de produção e um centro de distribuição, a Teka já chegou a ter quase 7 mil empregados.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as importações de têxteis chegaram a US$ 5, 037 bilhões em 2010, um crescimento de 44,7% sobre o ano anterior. Os tecidos ainda representam o maior percentual de produtos importados, com US$ 1,36 bilhão, seguidos por confecções, com US$ 1,24 bilhão.

Apesar da alta do algodão, a Teka cresceu em 2010. Segundo dados preliminares, seu volume de produção subiu 20,4% sobre 2009. O faturamento deve alcançar um crescimento de dois dígitos, assim como o Ebtida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). A empresa ainda não divulgou os números do quarto trimestre de 2010.

Até setembro, a receita líquida da empresa foi de R$ 244,3 milhões, acima dos R$ 203,1 milhões do mesmo período de 2009. Apesar do avanço nas vendas, nos nove primeiros meses do ano passado a companhia registrou prejuízo de R$ 82,7 milhões.

Veículo: Valor Econômico
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Teka vai ampliar participação de importados em seu mix para 30%


Júlia Pitthan | De Blumenau (SC)
Segundo o vice-presidente Marcello Stewers, a empresa não tem substituído funcionários que saem voluntariamente
Com 85 anos de produção no mercado brasileiro, a fabricante de itens de cama, mesa e banho Teka se prepara para ampliar o volume de importados da Ásia no seu mix de produtos. Segundo Marcello Stewers, vice-presidente da empresa, a intenção é que a participação dos itens vindos do exterior aumente de 12% para 30% este ano.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Brasil já é o maior investidor externo na Argentina

 

Raquel Landim - O Estado de S.Paulo

O Brasil superou a Espanha e se tornou a principal origem dos investimentos estrangeiros produtivos na Argentina. Em 2010, as empresas brasileiras investiram US$ 5,33 bilhões no país vizinho, acima dos US$ 5,04 bilhões dos espanhóis, conforme levantamento da consultoria Abeceb.com. E o movimento não para.

No início de fevereiro, a Vicunha Têxtil anunciou acordo com o grupo argentino Ullum para produzir denim, tecido utilizado na produção do jeans. A empresa brasileira também tem a opção de comprar as fábricas do grupo. O acordo vence em 30 de junho.

A Vicunha seguiu tardiamente o caminho das concorrentes Coteminas, Santa Têxtil, Santista e Alpargatas. Hoje, 75% da produção de denim da Argentina está na mão de brasileiros. O setor foi um dos primeiros a sofrer com o protecionismo argentino.

"Com dificuldade para exportar para a Argentina, as empresas investem para ocupar seu espaço no mercado local", disse Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Outros fatores também pesam na escolha da Argentina, como o câmbio fraco e os baixos custos de energia.

Outro setor que enfrenta barreiras na Argentina é o calçadista. Ao menos três grandes empresas cruzaram a fronteira: Vulcabras, Coopershoes e Paquetá. "As medidas restritivas foram o fator determinante para o investimento", disse Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Empresários brasileiros fizeram lobby no Haiti

por Natalia Viana, no blog CartaCapital Wikileaks

Um documento publicado hoje pelo WikiLeaks revela que empresários brasileiros pressionaram o governo americano para entrar na iniciativa Hope II.
A empresa Coteminas, do ex-vice-presidente José Alencar, liderou o pedido.

A Hope II é a continuação da Lei Hope, ou Oportunidade Hemisférica Haitiana (Opportunity through Partnership Encouragement), aprovada em 2007 pelo governo dos Estados Unidos.

A lei criou “zonas francas” para a produção de têxteis, chapéus e pijamas no Haiti.

Os bens podem ser exportados aos EUA livres de impostos.

O pedido para a inclusão de empresas brasileiras foi feito por Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas, dona da marca Santista, ao ex-embaixador americano Clifford Sobel, em 29 de junho de 2009

Josué Gomes, filho de José Alencar, é coordenador do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, uma  iniciativa dos ex-presidentes Bush e Lula para estimular o fluxo comercial entre os dois países através de parceria com os governos. CEOs de diversas empresas e representantes governamentais participam do fórum.

“Gomes da Silva pediu urgência no progresso no requerimento do governo americano para participação brasileira no Hope II como uma maneira de impulsionar o desenvolvimento no Haiti”, descreveu Sobel em um telegrama, afirmando que levaria o pedido ao governo americano.

Em 17 de setembro de 2009, o Brasil ratificou com os Estados Unidos um plano para o estabelecimento de fábricas brasileiras no Haiti, sob os termos da lei Hope.

A iniciativa permite a exportação dos bens produzidos para os dois países – sem pagar impostos.

ONGs haitianas denunciam que as empresas estrangeiras que fazem parte do Hope lucram em dobro, pois o preço da mão-de-obra no Haiti já é bem inferior aos demais países.

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Cremer firma acordo comercial com Targa, com direito a opção de compra

SÃO PAULO - A Cremer firmou acordo com a Targa, dona da marca Lemgruber, para comprar luvas de procedimento fornecidas pela Targa em condições especiais, além de efetuar diretamente a importação e utilizar a marca Cremer nas luvas fornecidas pela empresa.

O contrato de comercialização, no valor de R$ 20 milhões, tem validade até 2017.

A Cremer também firmou com a Targa um acordo que dá direito a uma opção de subscrição de ações da Targa no montante entre 20% e 40% do capital da companhia. O bônus de subscrição vai prever uma avaliação da Targa de 5 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses e poderá ser exercido entre 2014 e 2017.

(Téo Takar | Valor)
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Hering registra avanço de 41,6% na receita bruta total do quarto trimestre


Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – A Hering (HGTX3) anunciou nesta sexta-feira (14) seus dados operacionais referentes ao quarto trimestre do ano passado, no qual registrou avanço de 41,6% na receita bruta total sobre o mesmo período de 2009.
Além disso, as vendas totais tiveram uma expansão de 41,9% na comparação entre o último trimestre de 2009 e 2010, ao passo que as vendas no conceito mesmas lojas marcaram alta de 20,6% na mesma base. 

Lojas
Por fim, a companhia também anunciou que encerrou o ano com 347 lojas Hering Store - no final de 2009, eram 276 unidades. O número de lojas superou as expectativas da empresa (que projetava fechar o ano com 337 lojas), reveladas no resultado do terceiro trimestre. 

“Além disso, em linha com os planos de reposicionamento de outras marcas, a companhia inaugurou duas lojas próprias Hering Kids e uma loja exclusiva da marca dzarm, todas na cidade de São Paulo”, comunicou a empresa.

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Cremer planeja atuar na área imobiliária

Fonte: Valor Econômico

A fabricante de produtos médico-hospitalares Cremer se prepara para entrar num ramo totalmente fora do seu objeto social, a área imobiliária. Por força das mudanças contábeis, a companhia, que tem 75 anos de existência, foi obrigada a atualizar o valor do seu ativo imobilizado e identificou uma diferença positiva de R$ 293 milhões entre o número que estava registrado no balanço, de R$ 51 milhões, e o valor justo dos ativos.

Como consequência, decidiu criar uma subsidiária, chamada Cremer Administradora de Bens Ltda., para cuidar desses ativos. Nela serão aportados imóveis, terrenos e edificações no valor de R$ 214 milhões, sendo que R$ 77 milhões se referem a bens que não estão sendo usados atualmente nas operações da empresa.

“Agora temos um mandato claro para gerar valor sobre esses ativos. Por enquanto, criamos essa subsidiária para administrar os bens próprios da companhia, mas visualizamos no futuro ter atividade imobiliária”, diz Rafael Grisolia, diretor financeiro e de relações com investidores da Cremer.

Uma proposta de alteração do objeto social da companhia, com o intuito de incluir a atividade imobiliária, deve ser incluída na pauta da próxima assembleia geral ordinária. “A gente tem o esqueleto em pé, mas agora temos que montar o corpo todo, criar essa expertise”, afirma.

As normas internacionais de contabilidade permitem que, no primeiro balanço em IFRS, se atribua um novo custo para o ativo imobilizado, em caso de diferença relevante sobre o valor registrado no balanço. Ao aprovar a norma traduzida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) sobre o assunto – a ICPC10 -, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recomendou que as empresas usassem essa opção ou explicassem o motivo da manutenção do custo histórico.

“A defasagem entre o valor da avaliação técnica e o do livro era muito grande. Uma vez identificada essa diferença, não havia argumento para não fazer a contabilização”, explica Grisolia.

O lado negativo dessa atribuição de novo custo é que, quando o valor do ativo fica maior, aumenta também a conta de depreciação, o que reduz o lucro.

No caso da Cremer, considerando que uma diferença de R$ 121 milhões do ajuste se refere a terrenos, que não são depreciados, o efeito negativo sobre o lucro será de R$ 4 milhões por ano, segundo o diretor financeiro. Esse valor equivale a 10% do lucro líquido de R$ 39,3 milhões que a empresa apurou no período de 12 meses até setembro de 2010.

Ao ser questionado sobre se haveria uma compensação desse efeito para os acionistas na hora de distribuição de resultados, Grisolia disse que nada muda na estratégia de distribuição de 100% do lucro da companhia, que em setembro tinha caixa de R$ 91 milhões.

O diretor da Cremer afirmou ainda que, ao menos por enquanto, a companhia não irá elevar o pagamento de juros sobre capital próprio, que tem vantagem fiscal sobre os dividendos, por conta do aumento do patrimônio líquido decorrente do ajuste do valor do ativo imobilizado. “O que temos de parecer é que isso não aumenta a base de JCP, ainda que haja teses de questionamento. Se ficar mais claro com assessores jurídicos e auditores no futuro, nós faremos”, explica o executivo.

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