quarta-feira, 18 de julho de 2012

Milhares de trabalhadores entram em greve em empresa têxtil no Egito

Cerca de 23.000 trabalhadores empregados pela estatal Companhia Têxtil Mahalla, no Egito, declararam uma greve na manhã do último domingo, exigindo receber uma participação nos lucros da empresa, bem como a remoção do presidente da companhia, Fouad Abdel Alim Hasaan.

Os trabalhadores entraram em greve no final do turno da manhã. Eles começaram um protesto em frente ao prédio administrativo da empresa, batendo em tambores e cantando: “Queremos os nossos direitos”, e “Saia Fouad, empresa do Egito permanecerá livre”.

Além da demissão do presidente e do pagamento de participações em lucros da empresa nos últimos 12 meses, os trabalhadores exigem um salário mínimo mensal.

Mahalla , tem sido um centro de luta dos movimentos no Egito, assim como é o maior polo de produção têxtil. Seus trabalhadores e a cidade foram um berço dos protestos contra Mubarak antes de 25 de janeiro revolução.

Tradução editada a partir de Al-Masry Al-Youm
http://www.cspconlutas.org.br/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dirigentes do Sindicato Têxtil de Blumenau e Região (SINTRAFITE), filiado a UGT, tentam agredir fisicamente militantes da CSP-Conlutas e do PSTU!

No dia 11 de julho, três militantes estavam distribuindo panfletos da Oposição Linha Operária em frente à fábrica Coteminas. A categoria está em campanha salarial e nós do Linha Operária escrevemos um boletim com nossas propostas e reivindicações para ser apresentada em assembléia que se realizará no dia 14 de julho.
Já havíamos recebido ameaças por telefone, mas não esperávamos que o Vice-presidente Alcides Alves de Oliveira (Moreno) e o 1º Tesoureiro Luiz Carlos Tomaz, diretores liberados deste sindicato, partissem para agressão física. Arrancaram nossos panfletos e ameaçaram de nos “quebrar de pau” se continuássemos a panfletar as fábricas, além de nos perseguirem na rua de modo que tivemos que pedir ajuda num posto policial para podermos ir embora.
Devido à crise econômica, o setor têxtil na cidade tem sido duramente atingido com a concorrência dos produtos chineses. Os próprios trabalhadores apontam que a Teka ainda não efetuou o pagamento deste mês, a Hering teve grandes perdas na Bolsa de Valores e a Coteminas fechou sua fiação e sua tecelagem na unidade de Blumenau além de ter um dos maiores prejuízos da sua história em 2011. Ao invés de lutar para melhorar as condições de trabalho ou conquistar estabilidade no emprego durante a crise, o Sindicato Têxtil de Blumenau tenta calar a socos e pontapés a Oposição Linha Operária.
Esta tem sido uma prática comum neste sindicato, alvo de manchetes nos jornais e TV's de Santa Catarina, devido a inúmeros escândalos de desvio de dinheiro, fraudes, processos por agressão física entre os próprios diretores, além dos escandalosos salários de R$ 5.700,00 durante seus cinco anos de mandato, enquanto a categoria amarga um piso salarial de R$ 820,00.
O SINTRAFITE participa do Fórum dos Trabalhadores de Blumenau, do qual participam movimentos da cidade e sindicatos. Em virtude da gravidade do fato, pedimos que o Fórum e seus participantes se posicionem publicamente sobre o ocorrido e tomem medidas legais contra esses sindicalistas.
O Linha Operária é um grupo de oposição à direção do SINTRAFITE (que é o maior sindicato têxtil da América Latina), surgido há dois anos e formado por operários que reivindicam a CSP-Conlutas, mas a ditadura nas fábricas e no sindicato impedem que eles apareçam publicamente. Por isso, militantes de outros setores, como estudantes e carteiros entregam os materiais produzidos pelos operários, até que estes possam conquistar estabilidade no emprego.
Diante destes acontecimentos, estamos chamando todos os sindicatos e movimentos, em especial a CSP-Conlutas, para divulgar por todo o país este crime contra o movimento operário, pois não vamos retroceder um centímetro na defesa da classe trabalhadora, continuaremos a fazer nosso trabalho de base e sabemos que os diretores deste Sindicato vão tentar nos agredir mais vezes.
Para mais informações, acesse linhaoperaria.blogspot.com.br.

Saudações Socialistas!

Endereço para envio de moções: Vivian, Presidente do SINTRAFITE vivian@sintrafite.com.br; Fórum dos Trabalhadores de Blumenau ftblumenau@gmail.com; UGT/SC ugt-sc@ugtsc.org.br; Secretaria Geral UGT secger@ugt.org.br.
Com cópia para linhaoperaria@hotmail.com.  


Moção de repúdio à tentativa de agressão física por parte dos dirigentes do SINTRAFITE, filiado a UGT, de Blumenau!

            Viemos por meio desta moção, tornar público nosso repúdio contra a tentativa de agressão física sofrida por militantes da Oposição Linha Operária que estavam em frente à fábrica Coteminas distribuindo panfletos sobre a Campanha Salarial dos Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial.
            A liberdade de expressão é um direito assegurado pela Constituição Federal e sua violação é um ataque à sociedade. É vergonhosa a atuação dos dirigentes sindicais Alcides Alves de Oliveira (Moreno) e Luiz Carlos Tomaz que impediram a distribuição de um simples boletim informativo, além da tentativa de agressão. Querem calar quem ousa discordar da direção do SINTRAFITE. Entendemos que não pode haver tolerância quanto a qualquer ação violenta contra a classe trabalhadora!



Veja o Boletim de Ocorrência:


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hering é a campeã das têxteis, com negócio renovado

São Paulo – Nas salas de aula de algumas das melhores escolas de administração do país, a centenária Hering virou um exemplo a ser estudado. Isso porque a empresa gaúcha conseguiu, em cinco anos, sair de um faturamento estagnado de 350 milhões de reais para os atuais 1,4 bilhão de reais, graças ao investimento no seu maior atributo: a força da marca.

Destaque do setor têxtil de Melhores e Maiores de 2012, a Hering se concentrou em criar coleções próprias, gerir suas 430 lojas, a grande maioria franqueadas, e a distribuir seus produtos de uma maneira melhor e menos custosa. Como resultado, a empresa foi a que apresentou a maior rentabilidade do segmento: 31,9%, seguida pela empresa Beira Rio, com 22,9%, e Lupo, com 21,1%.

O lucro da companhia também foi maior que o das concorrentes e ficou em 140,7 milhões de dólares. A margem de vendas, de 19%, também foi destaque, mas ainda sim ficou abaixo de outras duas empresas. A Dakota apresentou o melhor resultado do setor nesse quesito, com 25,2%, seguida pela Guararapes, com 21,9%.

Leia aqui.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cantagalo, trading controlada pela Coteminas, quer crescer 50% em 2012

A Cantagalo General Grains, empresa do agronegócio que tem como controladora a Coteminas, pretende por meio de sua subsidiária CGC Trading movimentar na safra 2012/13 entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de toneladas de soja, milho e algodão. O número representa um crescimento de 50% a 60% em relação ao 1 milhão de toneladas movimentado na safra 2011/12, primeiro ano de atuação da empresa.

Na última semana, a empresa divulgou em seu balanço que obteve, no ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2011, um lucro de R$ 21,795 milhões, ante um prejuízo de R$ 87 mil em 2010 ? a empresa foi fundada em outubro daquele ano.

O diretor comercial, Alexander Von Erlea, destaca a posição da empresa na originação de algodão, iniciada em 2011. "Já somos um dos quatro maiores players desse mercado", afirma Von Erlea.

Neste ano, a Cantagalo também avançará no cultivo de grãos e fibras, por meio de sua subsidiária agrícola e de terras. Segundo o executivo, o braço agrícola nasceu no ano passado, com 150 mil hectares de terras próprias. A unidade deve cultivar 60 mil hectares na safra 2012/13, entre soja, milho e algodão, ante 40 mil hectares do ciclo passado.

"Um terço da área total é de reserva ambiental e não pode ser usada. As áreas que ainda não estão ocupadas com agricultura estão sendo preparadas para tal", disse Von Erlea. A meta, segundo ele, é atingir o plantio de 100 mil hectares em 2013/14. As propriedades estão localizadas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Piauí.

No começo deste ano, a CGC Trading ganhou a licitação para construir e operar um dos lotes do Terminal de Grãos do porto de Itaqui (Tegram) no Maranhão, juntamente com Glencore, Consórcio Crescimento (formado pela francesa Louis Dreyfus Commodities e a Amaggi Exportação) e NovaAgri, que arremataram os demais lotes do projeto.

Apesar de ser a controladora, a Coteminas não está sozinha na empreitada. Sua participação no negócio é de 30%. A Encorpar, holding da família controladora da Coteminas, a Gomes da Silva, detém 20%. Os demais 50% estão divididos em cotas iguais entre dois sócios estratégicos - Agrícola Estreito, GFN Agrícola e Participações S.A.

(Fabiana Batista | Valor)

Funcionários da Teka acusam empresa de calote

Cerca de 120 ex-funcionários da unidade local da Teka – Tecelagem Kuehnrich, que encerrou as atividades no último dia 14, acionaram a Justiça na tarde de ontem. As ações foram protocoladas no Fórum pelo SINDIFIATEC (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de Campinas e Região) para cobrar o pagamento dos direitos trabalhistas.

Até o momento, nenhum dos 370 funcionários demitidos recebeu seus benefícios, que somados podem chegar ao montante de R$ 2 milhões. O Sindicato deverá abrir um total de 200 ações individuais contra a empresa. Os demais, segundo informações, não assinaram acordo com a entidade sindical e deverão abrir os processos com seus advogados particulares. As reclamações dos trabalhadores apareceram já na segunda-feira, 25, durante a homologação das rescisões dos contratos de trabalho. No dia seguinte, diversos trabalhadores compareceram à redação do Gazeta após irem à Caixa Econômica Federal (CEF) para dar entrada no seguro-desemprego e sacar Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e receberem a informação de que a documentação estava errada. Pior: alguns ex-funcionários da Teka descobriram que o FGTS não foi depositado pela empresa. “Trabalhei seis anos na Teka e agora descubro que nem o FGTS não foi depositado. Estamos desesperados e sem respaldo algum. Quem não fez acordo com os advogados do Sindicato está ficando abandonado, mesmo tendo pagado a contribuição sindical todo mês trabalhado. E ninguém da empresa atende a gente”, reclamou a tecelã Edislene Guimarães Cunha Alves, 33. Também após trabalhar seis anos da Teka, a tecelã Valéria Andreza de Azevedo, 32, disse que seu FGTS está com valor parcial depositado, e por isso não pode fazer o saque. “No acerto disseram que eu tinha R$ 1 mil pra receber, mas na Caixa só tem R$ 400,00, e nem isso eu posso tirar”, lamentou. A situação da costureira Ana Paula Mauck, 29 anos e com 10 de Teka, também não é diferente. “Estou sem receber nada, a maioria dos funcionários já está passando dificuldades. É um absurdo o que estamos passando”, desabafou. Segundo o Sindicato, a Teka alegou que não tem condições financeiras de saldar as dívidas. Os benefícios não recebidos pelos ex-funcionários incluem os 14 dias trabalhados neste mês, aviso prévio, o 13º salário proporcional, as férias proporcionais, FGTS e multa de 40% sobre o FGTS. A Teka não se manifestou sobre o assunto, bem como sua assessoria de imprensa não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem até o fechamento desta edição.

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Cremer anuncia compra de três empresas

Negócios foram aprovados pelos acionistas nesta quinta.
Empresa não informou valor da compra das empresas.


A Cremer anunciou nesta quinta-feira (28) a compra de três empresas, mas não informou os valores das operações. A empresa anunciou a aprovação de seu conselho de administração bem como de seus acionistas aos negócios.

Foram adquiridas a Embramed Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, de São Paulo, a Paraisoplex Indústria e Comércio, de Paraíso, em Minas Gerais, e a Ktorres Beneficiamento de Plásticos, também paulistana.

Em comunicado enviado ao mercado, a fabricante de produtos de saúde informou que haverá direito de retirada para os acionistas que manifestarem a intenção de sair do investimento. Serão envolvidos no benefício os detentores de ações da Cremer ao fim do pregão de 28 de maio. Eles terão 30 dias após o anúncio da aquisição para decidir pelo direito ou não.

Será pago o preço de R$ 9,33 para cada papel em poder dos investidores que optarem pelo recesso, calculado pelo valor patrimonial contábil. Na sessão de hoje, as ações da Cremer encerraram o pregão cotadas a R$ 16,25.

Valor Online

Leia nota da Cremer

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CVM questiona conselho com maioria independente

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, questionou na terça-feira durante o ICGN, congresso internacional de governança corporativa, no Rio, a avaliação clássica de que a melhor prática de mercado é ter um conselho de administração formado, em sua maioria, por conselheiros independentes como forma de proteção aos minoritários. "Os membros independentes são figuras importantes na dinâmica do conselho, devido às atitudes deles em relação à dinâmica da empresa, ao seu ceticismo e, esperamos, independência. Mas a presença no conselho de diretores eleitos por acionistas relevantes, acredito, pode aumentar as chances de que alguém assuma posições de longo prazo (em empresas do mercado brasileiro)", disse.

Para a presidente da CVM, permitir que os acionistas relevantes assumam uma posição mais proeminente no conselho não deveria ser visto de forma negativa. Ao contrário, poderia ser encorajada à medida que uma das dificuldades do mercado brasileiro é atrair investidores com visão de longo prazo e não apenas investidores de alta frequência. Embora a percepção em geral seja de que é mais fácil para conselheiros independentes exercer o papel de supervisionar e cobrar a execução de metas e políticas estratégicas dos administradores, Maria Helena destaca que isso não ocorre em 100% dos casos. "Se é obrigado a reconhecer que nem sempre os conselhos funcionam tão bem. Muitas vezes isso acontece porque as pessoas têm participação em outros conselhos, têm pouca condição de se envolver o suficiente com os assuntos para dar uma contribuição de verdade", disse Maria Helena, que citou o caso da fabricante de produtos para saúde e higiene Cremer.

Exemplo da Cremer: Durante o congresso, o presidente do Conselho de Administração da Cremer, Luiz Spínola, relatou sua decepção com a opção por "medalhões" como conselheiros independentes da companhia. Fundada em 1935, a Cremer teve capital aberto por cerca de 40 anos, até que, em 2004, o fundo de private equity MLGPE, do banco norte-americano Merrill Lynch, comprou o controle da empresa e fechou seu capital. Sob comando do fundo norte-americano, a empresa modernizou e profissionalizou a gestão. Em 2007, a Cremer voltou à Bolsa. Com isso, o Conselho de Administração da companhia foi modificado e quatro conselheiros independentes foram indicados. Um dos problemas que levaram o modelo a dar errado foi a falta de prioridade dos profissionais em relação à empresa. "Eles não tinham tempo", contou Spínola em palestra durante a conferência.

Outro desafio para Cremer é que, após a volta à Bolsa em 2007, 95% do capital da companhia estava em mãos de cerca de 100 acionistas, recordou Spínola. O quadro começou a mudar para melhor, porém, quando um "núcleo duro" de acionistas se reuniu e decidiu atuar para influir na gestão e alterar o conselho. Por isso, Spínola destaca os desafios das companhias com capital pulverizado no País. Segundo ele, no modelo anglo-saxão, foram anos de consolidação, dando tempo para os conselhos se prepararem para gerir empresas "sem dono". "No Brasil, a chegada desse modelo deu-se de forma abrupta", comentou Spínola.

Agência Estado

Apoio aos mineiros de Astúrias na Espanha

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Perspectivas negativas para 2º trimestre impactam Cia.Hering

Decisão do governo em diminuir os incentivos fiscais para as importações deve afetar os ganhos da empresa.

Em meio a instabilidade do Ibovespa, as ações da varejista Cia. Hering lideraram as quedas do pregão desta terça-feira (26/6).

Os papéis ordinários da companhia (HGTX3) recuaram 7,62%, cotados à R$ 37,09.

Para Cauê Pinheiro, analista financeiro da SLW Corretora, as principais causas para a forte baixa das ações seriam as observações feitas pelo relatório do Bank of America Merrill Lynch, elaborado por Melissa Byun, Marcelo Santos e Robert Ford.

De acordo com o relatório divulgado na segunda-feira (25/6), a decisão do governo em diminuir os incentivos fiscais para as importações deve afetar os ganhos da empresa, ou seja, a interrupção de alguns benefícios para a companhia moderaram o entusiasmo dos analistas em relação aos seus papéis.

Com isso, as perspectivas para o resultado do segundo trimestre são desanimadoras. Além disso, a desvalorização da moeda brasileira e a demanda mais fraca contribuem para este panorama.

A equipe de analistas do BofA Merril Lynch tem recomendação "neutra" para as ações da Cia.Hering, com o preço-alvo de R$ 48,00.

Marcelo Ribeiro (mribeiro@brasileconomico.com.br) |

domingo, 24 de junho de 2012

Uniasselvi é vendida para a Kroton Educacional

Kroton compra Grupo Uniasselvi por R$ 510 mi

A Kroton Educacional informou nesta terça-feira que sua subsidiária Editora e Distribuidora Educacional adquiriu 100% do Grupo Uniasselvi, que inclui as mantenedoras das instituições de ensino Centro Universitário Leonardo da Vinci, Faculdade Metropolitana de Blumenau, Faculdade Regional de Timbó, Faculdade do Vale do Itajaí Mirim, Faculdade Metropolitana de Rio do Sul e Faculdade Metropolitana de Guaramirim. A compra foi realizada na segunda-feira.

A Editora pagou 510 milhões de reais pela aquisição, dos quais 335 milhões de reais foram à vista e 175 milhões de reais serão quitados em seis parcelas anuais. A primeira parcela tem vencimento previsto para o dia 28 de maio de 2013 e as seguintes no mesmo dia dos anos imediatamente seguintes. As cinco primeiras parcelas terão o valor principal de 27,5 milhões de reais e a sexta parcela, de 37,5 milhões de reais. As parcelas serão corrigidas anualmente pela variação do CDI.

Caso o faturamento líquido de 2012 do Grupo Uniasselvi supere o patamar de 230 milhões de reais, a Kroton pagará um valor de até 15 milhões de reais. Esse "bônus de performance" alcança a sua totalidade, se o faturamento líquido atingir 260 milhões de reais, sendo o pagamento previsto para ser realizado em 2013. Em 2011, o faturamento líquido registrado do Grupo Uniasselvi foi de 196,3 milhões de reais.

Ainda segundo o fato relevante, o preço de aquisição está sujeito a ajustes bem como compensação contra perdas e passivos, conforme estabelecido no contrato. Ainda de acordo com o comunicado, as sociedades que compõem o Grupo Uniasselvi não possuem endividamento líquido.

O Grupo Uniasselvi é formado pelas sociedades Ítala Participações Ltda., Sociedade Educacional Leonardo da Vinci S.S. Ltda., ASSEVIM - Sociedade Educacional do Vale do Itajaí Mirim Ltda., Instituto Educacional do Alto Vale do Itajaí Ltda., Sociedade Educacional do Vale do Itapocu S.S. Ltda., Sociedade Educacional do Planalto Serrano Ltda., UNIASSELVI - Sociedade de Pós Graduação Ltda., Sociedade Educacional do Vale do Itajaí S.S. Ltda. e Livraria e Editora LDV Ltda.

(Com Agência Estado)




Uniasselvi é vendida para a Kroton Educacional

O Grupo Uniasselvi, com sede em Indaial, foi comprado pela Kroton Educacional. A negociação foi fechada ontem. O valor da negociação foi de R$ 510 milhões.

A Uniasselvi foi criado em 1999 e tem mais de 80 mil alunos, sendo 12 mil de graduação, 60 mil no ensino à distância e cerca de 10 mil na pós-graduação. São seis unidades em Indaial, Blumenau, Timbó, Brusque, Guaramirim e Rio do Sul.

Com a aquisição, a Kroton, com forte atuação em outras regiões do país, chega a mais de 400 mil alunos e entra definitivamente na região Sul. Ano passado, o grupo comprou a Unopar por R$ 1,3 bilhão.

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Kroton compra Uniasselvi por R$ 510 milhões

Kroton Educacional anunciou nesta terça-feira (29)a compra da Uniasselvi, grupo de universidade e faculdades de Santa Catarina, por R$ 510 milhões, ampliando sua carteira de alunos no ensino superior para cerca de 417 mil. Do valor da aquisição, R$ 335 milhões foram pagos à vista, utilizando a posição de caixa da companhia. Os R$ 175 milhões restantes serão abatidos em seis parcelas anuais, e a Kroton pagará ainda um bônus de até R$ 15 milhões se o faturamento líquido da Uniasselvi passar de 230 milhões em 2012. Em 2011, a Uniasselvi teve receitas de R$ 196,3 milhões.

A aquisição é a mais importante da Kroton desde a compra em dezembro da Unopar, no Paraná, por R$ 1,3 bilhão. Em março, o presidente-executivo do grupo educacional, Rodrigo Galindo, afirmou que a empresa previa fazer aquisições pontuais em 2012.

Até março, a Uniasselvi tinha 86,2 mil alunos, sendo 73,7 mil em ensino a distância de graduação e pós-graduação e 12,5 mil de ensino superior presencial. A compra do grupo catarinense inclui as mantenedoras das instituições Centro Universitário Leonardo da Vinci, Faculdade Metropolitana de Blumenau, Faculdade Regional de Timbó, Faculdade do Vale do Itajaí Mirim, Faculdade Metropolitana de Rio do Sul e Faculdade Metropolitana de Guaramirim. “A aquisição promove a entrada da Kroton em uma nova região de atuação no ensino superior presencial, por meio de sete unidades em Santa Catarina, localizadas nos municípios de Blumenau (dois campi), Indaial, Brusque, Timbó, Rio do Sul e Guaramirim”, informou a compradora. O negócio ainda precisa da aprovação das autoridades competentes.

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Sobre a Kroton Educacional

A Kroton Educacional é uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil e atuação no setor há mais de 45 anos, tendo início em 1966. A companhia tem um modelo de negócio abrangente e diferenciado que atende vários segmentos da educação básica à pós-graduação. No ensino superior são oferecidos cursos de graduação e pós-graduação nos formatos presencial e a distância. Na educação básica são fornecidos às escolas associadas o sistema de ensino, que compreende material didático, serviços de treinamento, avaliação e tecnologia educacional, suportados por um robusto modelo pedagógico eficiente.

Com presença nacional, a Kroton Educacional conta hoje com 53 campi no ensino superior, localizados em dez estados brasileiros e em 39 municípios, além de 447 pólos ativos de graduação via EaD. Em 28 de maio de 2012, atendia 411 mil alunos no ensino superior, nas modalidades de ensino presencial e a distância. Além disso, em 31 de março de 2012, atendia cerca de 289 mil alunos na educação básica divididos entre o setor privado, com 810 escolas associadas em todos os estados do Brasil, e o setor público, com atuação em três cidades.

A companhia mantém como investimento social a Fundação Pitágoras, organização sem fins lucrativos, que viabiliza projetos educacionais em instituições públicas e privadas. O objetivo é transferir tecnologia de gestão e capacitar os profissionais para melhorar o desempenho dos alunos da educação infantil e do ensino fundamental.

Mais informações no site www.kroton.com.br

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Setor Têxtil tem seu pior trimestre em 20 Anos

Industriais de São Paulo se juntam aos políticos para cobrar medidas do governo estadual.

O pior resultado da cadeia têxtil e de confecção em um primeiro trimestre, num período de 20 anos, motivou uma reação de representantes do setor no Estado de São Paulo através de cobranças levadas ao governo.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção têxtil paulista caiu 10,29%, enquanto a redução do setor de vestuário foi de 26,15% nos primeiros três meses deste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e avaliação do Sinditêxtil - o sindicato das tecelagens de São Paulo.

Entidades de classe e a Frente Parlamentar do Setor Têxtil se reuniram ontem com o secretário estadual de Fazenda, Andrea Sandro Calabi, para entregar uma petição em que solicitam nova série de medidas para dar fôlego ao setor.

"Foi uma reunião muito boa e esperançosa. Esperamos um sinal verde do secretário em 20 ou 30 dias", disse o presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias Têxteis de Americana e Região), Fabio Beretta Rossi.

De acordo com ele, a principal reivindicação para as indústrias da RPT (Região do Polo Têxtil) é o aumento do prazo de recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 40 para 90 dias, após o fechamento de cada mês.

Um ofício da Frente Parlamentar encaminhada à Fazenda argumenta que a proposta "não deve acarretar renúncia significativa de arrecadação, uma vez que o mercado têxtil paulista se mostrará mais competitivo, na medida em que o preço se torne mais acessível - e o ICMS é, indiscutivelmente, componente importante do preço".

Ainda de acordo com o documento, baseado no IBGE, o pessoal ocupado na produção, de janeiro a março, recuou 6,07%, na indústria têxtil e 5,41%, no vestuário.

"O secretário reconheceu a importância de manter o setor têxtil vivo aqui no Estado. Esperamos que essa posição influencie na avaliação desses pedidos", comentou o presidente do Sinditêxtil, Alfredo Bonduki.

Ele ainda enfatizou o objetivo de diminuir a evasão de empresas do ramo para fora do Estado e o aumento da competitividade com os produtos estrangeiros.

"Esperamos que o aumento do consumo nos ajude na recuperação do começo de ano ruim", acrescentou.

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Indústria têxtil deve R$ 217 milhões para a Celesc

Setor é o que tem o maior débito com a estatal de energia.

Cinco grandes indústrias têxteis catarinenses, algumas com mais de cem anos de fundação, devem R$ 217 milhões em faturas atrasadas para a Celesc. O setor é o que apresenta as maiores dívidas com a estatal de energia elétrica. As contas de luz deixaram de ser pagas há quatro anos, e um programa foi criado especificamente para tentar resolver a situação.

Nesta quinta, a indústria que tem o maior débito teve a proposta para quitar os R$ 61 milhões devidos à Celesc aceita — a direção da estatal não tem autorização para divulgar o nome dos seus devedores. O acordo prevê a entrega de um terreno em Brusque avaliado em R$ 15 milhões e mais R$ 30 milhões em créditos com a Eletrobras. A alternativa foi analisada e aceita pelo conselho de administração da Celesc em reunião realizada pela manhã.

O terreno pode ser usado para a instalação de uma subestação de energia. Já o crédito oferecido é resultado de uma ação judicial da indústria contra uma taxa cobrada nas tarifas de luz. A têxtil ganhou e o valor desembolsado virou crédito que pode ser usado como dinheiro e será repassado para a estatal.

A falta de pagamento das contas de luz por parte destas cinco empresas começou em 2008, ano de início da crise econômica mundial, surgida a partir da falência do setor imobiliário dos Estados Unidos, revela André Rezende, diretor de Relações com Investidores da estatal. Ele conta que o problema levou o governo catarinense a negociar a situação.

O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, participou da elaboração do projeto e conta que o Estado foi solidário. Mas ele reclama do preço da energia. Lembra que o único país com matriz energética semelhante à do Brasil é o Canadá, e que lá a tarifa é 70% mais barata.

No acordo, ficou determinado que as cinco empresas teriam direito a parcelar as dívidas pelo prazo de 120 meses (10 anos). Houve alívio, mas ainda assim a conta ficou salgada e há quem desembolse R$ 800 mil a cada 30 dias. A facilitação para quitar os débitos também não significa que tudo saiu como o planejado.

Dificuldades financeiras levaram três indústrias a entrarem com pedido de recuperação judicial. Com a adoção deste dispositivo, a dívida deixa de ser paga e é preciso apresentar uma proposta à Celesc. Foi o que ocorreu ontem. As outras duas estão pagando as prestações com a estatal. Mas em um caso está sendo complicado. Em alguns meses, o depósitos não são efetuados na data correta e acumulam duas ou até três parcelas.

Perdas refletidas no balanço
A dívida de energia das indústrias têxteis também virou prejuízo para a Celesc. Por causa das normas contábeis, os valores devidos que a estatal não consegue cobrar são obrigados a serem incluídos no resultado da empresa como perdas, explica André Rezende, diretor de Relações com Investidores da estatal.

Seguindo esta determinação, o balanço do ano passado da Celesc saiu com impacto negativo de R$ 19,5 milhões por causa do atraso no pagamento das indústrias têxteis.

André diz que a soma total de R$ 217 milhões não entra no balanço porque parte está sendo paga e por haver três empresas em recuperação judicial. O diretor lembra que foi outra administração que negociou com as indústrias têxteis, por isso não pode mencionar os motivos que levaram ao parcelamento.

Ele ressalta que o setor responde por 19% do PIB catarinense e a cadeia emprega milhares de pessoas. E argumenta ainda que diante deste cenário a Celesc não pode esquecer seu caráter público. Mas hoje a situação seria diferente porque foram criadas novas regras para negociar dívidas com a estatal. Foi exigida uma garantia, como um imóvel, e o prazo para parcelamento foi reduzido para 36 meses.

O presidente do Sindicato da Indústria Têxtil de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, afirma que a situação das cinco empresas não pode ser atribuída à concorrência com os chineses ou à depreciação cambial. Ele declara que esta é a situação de parte do setor e há indústrias saudáveis e rentáveis. Ele justifica que foi uma série de fatores que levou este grupo a esta situação de inadimplência.