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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cenário adverso para o algodão

Apesar da reação observada em janeiro, o ainda baixo patamar das cotações internacionais do algodão deverá abrir espaço para uma considerável diminuição da produção no Hemisfério Norte na próxima safra (2013/14), confirmou análise divulgada na semana passada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

China: Uma seta na África

A poderosa indústria têxtil e vestuário chinesa está a procurar o crescimento contínuo na África Subsaariana, beneficiando frequentemente do acesso privilegiado aos principais mercados de consumo. Os fabricantes e as marcas africanas estão agora preocupados em como lidar com esta concorrência.

De acordo com William Gumede, investigador da Universidade de Witwatersrand na África do Sul, o domínio chinês nos mercados têxteis da África tem promovido a perda significativa de postos de trabalho. «Por exemplo, na África do Sul, o emprego na indústria têxtil caiu de 300.000 trabalhadores em 1996 para 120.000 em 2010», sublinha Gumede.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mercado de algodão nas mãos da China

Depois de alcançar em março de 2011 máximas históricas de preços - acima de US$ 2 por libra-peso na bolsa de Nova York -, o algodão, atualmente negociado na casa dos 70 centavos de dólar, pode mergulhar para ainda mais perto de sua média histórica, que gira em torno de 50 a 55 centavos.

O rumo das cotações está nas mãos dos chineses, maiores consumidores globais da pluma e detentores de um estoque estimado em 10 milhões de toneladas, mais de seis vezes maior que a safra brasileira. O mercado aguarda com apreensão a direção da política chinesa para a commodity. Mas a venda de parte das reservas já foi anunciada.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Plantio de algodão cai devido à alta nos custos e ao aumento dos estoques mundiais

A área de algodão no Brasil vai cair de 1,4 milhão de hectares para 980 mil nesta safra 2012/2013. Além do custo por hectare que pulou de R$ 4,5 mil para R$ 5,2 mil, plantar soja e milho é a opção com lucratividade maior e risco menor. Em Minas Gerais, a queda no plantio é de 35%. As lideranças do setor estão preocupadas com o aumento no estoque mundial do algodão, que pode pressionar ainda mais os preços em 2013.

Em uma lavoura de Minas Gerais, o algodão está com apenas 30 dias, no inicio do ciclo vegetativo. A chuva foi abaixo do esperado até agora, mas é durante o mês de janeiro que não pode faltar água por causa da florada.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Política Chinesa Afeta Algodão

Os preços do algodão e a competitividade das próprias empresas estão a ser condicionados pela política chinesa, não só devido à construção dos stocks nacionais mas também pela imposição de um preço mínimo aos agricultores, que está a afetar o comércio do “ouro branco” em todo o mundo.

A política do governo da China de apoiar os agricultores de algodão com a introdução de um preço mínimo garantido está a tornar as suas fiações cada vez menos competitivas, segundo a organização da indústria Cotton Inc. No entanto, a política pode ser uma vantagem para outros países produtores, com a Índia e o Paquistão, que beneficiarem das importações recorde da China de algodão e fio em julho e agosto.

Já o International Cotton Advisory Committee (ICAC) revela que as recentes tendências de preço – aumento na China e diminuição em termos internacionais – podem ser uma indicação das direções de preço para os próximos meses. As principais influências, acrescenta, é a política chinesa de imposição de um preço mínimo e a pressão sobre o resto do mundo devido à acumulação de stocks, em combinação com uma fraca procura.

O ICAC espera agora que as importações chinesas de algodão caiam acentuadamente – para menos de metade – em 2012/2013, apesar das compras significativas por parte do governo chinês em 2011/2012 para reconstruir a sua reserva nacional.

"Contudo, pode não ser capaz de dar o mesmo apoio aos preços internacionais em 2012/2013", indica a organização. "A reserva nacional chinesa já atingiu uns estimados 4,6 milhões de toneladas no final de agosto de 2012 e pode crescer mais esta época devido ao empenho do governo de apoiar os preços domésticos", acrescenta.

Entretanto, os preços no resto do mundo podem cair ainda mais, apesar de um provável corte de 6% na produção fora da China, afetada pela redução dos envios para a China e pela previsão de um aumento de 16% nos stocks do resto do mundo para 9 milhões de toneladas em 2012/2013.

Olhando para o futuro, o ICAC antecipa que os preços internacionais do algodão «eventualmente» recebam algum apoio da diminuição esperada das plantações no hemisfério sul no final de 2012 e no hemisfério norte em 2013/2014.

A situação mundial dos stocks não está a ser ajudada por um aumento esperado de 11% na colheira de 2012 de algodão americano, para 17,3 milhões de fardos, de acordo com o relatório de produção de outubro do Departamento de Agricultura dos EUA.

O Departamento de Agricultura afirma ainda que a estimativa para a procura de algodão no país para 2012/2013 desceu ligeiramente devido a níveis de produção mais elevados no estrangeiro e à redução das importações, sobretudo por parte da China. Isso levou o Departamento de Agricultura a rever em alta os stocks finais dos EUA em outubro, para 5,6 milhões de fardos, mais dois-terços da estimativa dos stocks finais em 2011/2012 e o número mais elevado em quatro anos.

Espera ainda que a produção mundial ultrapasse o consumo pelo terceiro ano em 2012/2013, levando a um aumento de 14% nos stocks finais mundiais, para 79,1 milhões de fardos, e que as importações mundiais de algodão em 2012/2013 devem descer 18%, para 36,5 milhões de fardos, em grande parte graças a um acentuado declínio nas importações chinesas – que, estima, deverão cair 55%, para 11 milhões de fardos.

Esta quebra na procura, acrescenta, será apenas parcialmente compensada por um aumento da procura de outros grandes importadores, incluindo o Bangladesh, a Indonésia, o Paquistão e a Turquia.

Leia aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Futuros de algodão caem para menor nível desde novembro de 2009

Forexpros – Os contratos futuros do algodão ficaram sob forte pressão de venda nesta segunda-feira, ampliando as perdas da sessão anterior, uma vez que as preocupações com o crescimento econômico vacilante dos EUA, com a crise da dívida cada vez maior na zona euro e com uma desaceleração mais profunda que o esperado da atividade econômica chinesa assustaram os investidores.

Na ICE Futures Exchange, os contratos futuros de algodão para entrega em julho foram negociados a US$ 0,6750 por libra-peso durante as negociações europeias da tarde, caindo 1,6%.

Anteriormente, os futuros caíram até 3,5%, para US$ 0,6617 por barril, a maior baixa desde novembro de 2009.

Os preços do algodão vêm apresentando tendência de baixa desde o início de maio, uma vez que os traders permaneceram agitados em meio às preocupações com as perspectivas para a zona euro e para a economia global.

A fibra perdeu quase 25% em maio, porque os grandes fundos de hedge liquidaram suas posições e os especuladores fizeram os preços cair mais ainda em às preocupações acerca das perspectivas econômicas mundiais.

A demanda por algodão, como uma commodity agrícola não alimentícia, é vista como mais intimamente associada às condições econômicas e de confiança do consumidor do que às outras safras agrícolas.

As especulações nas sessões recentes de que a China, maior consumidor mundial, pode estar vendendo algumas de suas reservas nacionais acentuou a negatividade do sentimento do mercado.

A fibra despencou quase 65% de um recorde atingido em março de 2011 uma vez que os preços mais altos fizeram os agricultores plantar mais e a demanda da China desacelerou.

Os traders de algodão aguardavam ansiosamente o relatório de progresso do plantio do Ministério da Agricultura dos EUA (USDA), após o fechamento de segunda-feira na CBOT.

O relatório da semana passada mostrou que quase 76% da safra de algodão dos EUA foi plantada, acima dos 62% da semana anterior e acima da média de cinco anos, de 70%, para esta época do ano.

No Texas, maior estado norte-americano produtor da fibra, 64% da safra foi plantada, acima da média de cinco anos – 60% – para a semana.

Quase 57% da safra de algodão dos EUA foi classificada em condição "boa" ou "excelente", ao passo que apenas 3% da safra foi classificada como "muito ruim” ou “ruim”.

Os EUA são o maior exportador mundial de algodão e o terceiro maior produtor da fibra, atrás apenas da China e da Índia.

Na ICE Futures Exchange, os futuros de café para entrega em julho caíram 0,7%, para US$ 1,5655 por libra-peso, ao passo que os futuros de açúcar para entrega em julho recuaram 0,85%, para US$ 0,1902 por libra-peso.

Leia aqui.

Clique aqui para ver a apresentação na íntegra do Ministério da Agricultura dos EUA (USDA) sobre o Mercado Global de Agricultura.

Mato Grosso colherá mais da metade da safra nacional de algodão

Mato Grosso é responsável por 50,4% da produção nacional do algodão e, de acordo com o novo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve atingir 2.588.996 milhões de toneladas na atual safra, alta de 1.9% em relação à passada. A área destinada à cultura no Estado é de 690.948 hectares (- 4% no comparativo). Já o rendimento médio previsto é de 3.747 kg por hectare.

Na região Centro-Oeste, a cultura é produzida também em Goiás e Mato Grosso do Sul. No primeiro, o levantamento prevê redução de 7,5% na produção (atingindo 393,7 mil toneladas), atribuída a uma queda no rendimento médio de 1,9% (que soma 3.771 kg/ha) aliada à redução de 6.359 ha na área cultivada (estimada atualmente em 101 mil/ha) , quando comparados com 2011.

Já no segundo Estado, a expectativa é de aumento de 9,8% na produção, frente ao ano passado, atingindo 241.800 toneladas. Com isto, Mato Grosso do Sul deve contribuir apenas com 4,7% da produção nacional. Aproximadamente 2% estão colhidos (áreas cultivadas no sul do estado), e os preços estão em torno de R$17,25/arroba de algodão em caroço.

O segundo Estado maior produtor do país, segundo o IBGE, é a Bahia. Neste, é previsto o aumento de 5,1% na área plantada (436,9 mil ha), e espera uma redução de 3,3% no rendimento médio, o que resultaria num crescimento de 1,6% na produção (1.600.656 t), em relação ao ano passado.

A produção nacional estimada para a cultura é de 5,1 milhões de toneladas (+ 1,6% em relação à 2011). A área prevista é de 1.389.234 ha (- 0,8%) e o rendimento médio é de 3.699 (+ 2,4% no comparativo).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

EUA avaliam compensação a produtor de algodão do Brasil

A Câmara dos Estados Unidos deverá votar hoje pela manutenção ou a suspensão do pagamento de US$147 milhões anuais aos produtores de algodão brasileiros, previsto no acordo estabelecido entre os governos de Washington e Brasília. A emenda de autoria do deputado democrata Ron Kind (Wisconsin), que propõe a interrupção do pagamento ao fundo administrado pelo Instituto de algodão do Brasil (IBA), foi debatida ontem à noite pelos deputados e teve a votação adiada, em princípio, por um dia.
O pagamento foi estipulado no acordo selado entre os dois países decorrente do litígio iniciado em 2002 no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), no qual o Brasil contestou os subsídios concedidos pelo governo americano aos seus produtores de algodão. No ano passado, a OMC autorizou o Brasil a aplicar retaliações por meio da elevação da tarifa de importações e da quebra de patentes, num valor de sanções estimado em U$829 milhões.
Os EUA se comprometeram a alterar até 2012 a sua política de subsídios ao algodão, e a pagar uma compensação anual U$147 milhões aos produtores brasileiros, utilizada por um fundo para desenvolver o setor algodoeiro nas áreas de tecnologia, produtividade e combate a pragas e doenças.
A Casa Branca manifestou sua preocupação com a possível aprovação da emenda e uma eventual suspensão do pagamento da compensação aos produtores brasileiros, alertando para o perigo de retaliações.
Uma solução definitiva para o caso dos subsídios aos cotonicultores americanos, e o fim do conflito com o Brasil, é esperada para o ano que vem, quando o Congresso deverá debater e modificar a chamada Lei Agrícola (Farm Bill).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Índia reduz estimativa da produção de algodão em 5,2%

Chance de haver mais oferta do segundo maior produtor mundial diminui. Produção da safra 2010/11 deve ficar perto de 31,2 milhões de fardos.

Da Agência Estado
A Índia reduziu a estimativa para a produção de algodão na sua colheita deste ano em 5,2%, em razão da entrega inferior à esperada do produto até o momento, o que diminuiu a chance de haver mais oferta vinda do segundo maior produtor mundial, em um momento em que os estoques globais estão baixos e os preços batem sucessivos recordes.

Segundo o comissário têxtil, A.B. Joshi, as entregas no mercado indiano estão em cerca de 22,74 milhões de fardos de algodão até a última sexta-feira. A atual colheita começou em 1º de outubro do ano passado.

A produção de algodão da Índia na safra 2010/11 deve ficar em torno de 31,2 milhões de fardos, o que indica uma redução do recorde de 32,9 milhões de fardos previsto em 6 de janeiro. Na safra, 2009-2010, o país produziu 29,5 milhões de fardos.

Leia aqui.






Preço do algodão sobe 170% e pressiona setor têxtil

Agencia Estado
A inflação do varejo em abril contará com uma pressão adicional que vai atingir em cheio o bolso do consumidor: um aumento fora do normal nos preços das roupas. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro do algodão em caroço no atacado acumula taxa de 170,56%, a mais forte em 11 anos, nesse tipo de comparação. A indústria têxtil já admite que o repasse do aumento de custos para o produto final é inevitável, o que pode ajudar a elevar as taxas dos indicadores inflacionários no mês que vem.

Matérias-primas mais caras pressionam inflação no atacado


O custo dos insumos industriais acelerou ainda mais no começo de 2011. Segundo a FGV, o algodão subiu 170% nos últimos 12 meses e a indústria têxtil já deixou claro que o repasse para o consumidor é inevitável.

Política e negócios: Como José Alencar enriqueceu

Biografia de Alencar revela a importância de Dante para o setor têxtil brasileiro

“José Alencar – Amor à vida, a saga de um brasileiro” é um livro biográfico sobre a vida do ex-vice-presidente José Alencar, que faleceu no último dia 29. A biografia, assinada pela colunista da Folha de São Paulo, Eliane Cantanhêde, uma das mais respeitadas jornalistas brasileiras, revela a admiração de Alencar pelo ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira (PSDB), morto em 2006. E faz um reconhecimento histórico da visão estratégica que Dante tinha sobre Mato Grosso e o Brasil.

No livro, José Alencar, que construiu um verdadeiro império no setor têxtil com o Grupo Coteminas, conta que boa parte da sua ascensão empresarial se deveu a Dante de Oliveira, que governou Mato Grosso entre 1994 a 2001, e implantou um bem sucedido programa de fomento à produção de algodão.

De acordo com Eliane Cantanhêde, José Alencar “gostava muito de Dante porque, como governador, ele teve a percepção de que a indústria têxtil era muito importante para o Brasil. E que, para tal, era necessário ter a matéria prima, o algodão, que Mato Grosso passou a expandir cada vez mais”.

Cantanhêde afirma que a produção de algodão em Mato Grosso não contribuiu apenas para o crescimento da Coteminas e de outras empresas do setor, mas “garantiu ao próprio País a soberania quanto à matéria-prima necessária”.

A jornalista revela na biografia de Alencar que "o mercado nacional competia em condições muito desfavoráveis com algodão de outros países, principalmente da Ásia. Dante teve uma política fiscal em Mato Grosso que foi superfavorável, não só para a indústria algodoeira, mas também para a indústria têxtil”.

É a história fazendo justiça a um dos maiores estadistas que Mato Grosso conheceu. E é fato. Mato Grosso antes de Dante produzia apenas 4% de todo o algodão brasileiro. O programa de fomento à produção de algodão idealizado e executado por Dante, com incentivos fiscais e investimentos em pesquisa, permitiu que o estado passasse a produzir em menos de quatro anos, 62% do algodão brasileiro. E, mais importante que isso, com uma qualidade de fibra comparável ao melhor algodão produzido no mundo.

Os resultados daquela política pública do governo Dante podem ser sentidos até hoje. Não é sem motivo que a Vicunha está implantando em Cuiabá uma de suas mais modernas plantas industriais.

Dante ainda faz a história de Mato Grosso, embora alguns teimem em macular sua memória.