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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Trabalhadores de SC adoecem mais do que no restante do Brasil

Pesquisa revela que trabalhadores catarinenses adoecem mais

A Frente Parlamentar em Defesa da Saúde do Trabalhador, presidida pelo deputado Neodi Saretta (PT), apresentou nesta terça-feira uma pesquisa inédita sobre o perfil de adoecimento dos trabalhadores catarinenses. De acordo com o estudo, encomendado pelo Ministério Público do Trabalho e conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o número de trabalhadores afastados por motivos de saúde nas principais atividades econômicas do estado é 48% maior do que a média nacional. Os setores que mais registraram afastamentos nos últimos anos foram os frigoríficos, as indústrias têxteis e os supermercados.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Desabamento de fábrica mata centenas de trabalhadores em Bangladesh

Escrito por New Wave (Bolchevique-Leninista)

Os trabalhadores do vestuário em Bangladesh estão em pé de guerra contra a exploração e maus tratos crônicos dispensados pelos patrões. O ponto de inflexão foi atingido quando o prédio Rana Plaza de 8 andares desabou matando várias centenas de trabalhadores que ali viviam. Já há notícias de que trabalhadores estão queimando fábricas têxteis em outros locais.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bangladesh a ferro e fogo

O mais recente incêndio numa fábrica de vestuário do Bangladesh – que matou 111 pessoas e feriu 110 – trouxe de novo para o centro das atenções a falta de segurança que se vive em muitas das unidades de produção do país e está a gerar uma mudança de regulamentos por parte de marcas e retalhistas internacionais.


Quase dois anos depois do incêndio que matou 29 pessoas numa empresa de produção de vestuário no Bangladesh, a tragédia repetiu-se no fim de semana passado, com a morte de 111 trabalhadores e 110 feridos no incêndio da Tazreen Fashion Ltd, sediada em Ashulia, nos arredores de Dhaka.

Mais de metade dos 2.000 trabalhadores da empresa estavam nas instalações quando o fogo deflagrou no domingo à noite, com muitos a alegadamente saltarem para a morte para tentar escapar do edifício de oito pisos. Outros morreram queimados ou sufocados no edifício.

O incêndio, que terá tido início num curto-circuito, é alegadamente o pior na história da indústria de vestuário do Bangladesh, que exporta anualmente cerca de 20 mil milhões de dólares (15,43 mil milhões de euros).

A Tazreen Fashion, subsidiária do Tuba Group, fornece clientes como a retalhista C&A e a gigante do sourcing Li & Fung. E agora juntou-se a um infame rol de nomes que inclui a Garib & Garib, a That’s It Sportswear (uma unidade do grupo Hameem) e Eurotex, onde trabalhadores perderam a vida em incêndios nas suas instalações.

A Associação de Produtores e Exportadores de Vestuário do Bangladesh já formou um comité com quatro membros, liderado pelo vice-presidente de finanças, S.M. Mannan (Kochi) para analisar o incêndio. «Já começamos a investir o incidente», indicou Kochi, acrescentando que os trabalhadores que conseguiram fugir já foram entrevistados. «Esperamos que o comité apresente o relatório com recomendações nos próximos cinco dias», afirmou.

Embora esta catástrofe tenha colocado a questão dos incêndios e da segurança de edifícios de novo no centro das atenções, o que tem sido feito não parece suficiente para impedir a tragédia. Depois do incêndio na That’s It Sportswear, em dezembro de 2010, que matou 29 pessoas e feriu outras 100, houve inúmeros pedidos para uma revisão das regras de segurança na indústria de vestuário do Bangladesh. Mas apenas no início deste ano – e após várias críticas pela aparente falta de ação – foram vistos os primeiros sinais de progresso.

Novas regras de segurança
A produtora de vestuário americana PVH (que detém as marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger) e a retalhista alemã Tchibo deram passos para introduzirem novas regras de segurança anti-incêndio no Bangladesh, trabalhando de perto com sindicatos locais e internacionais e outros grupos de direitos laborais.

A PVH Corp empenhou um milhão de dólares como parte de um projeto de dois anos que se foca na segurança dos edifícios e contra incêndios. Os planos incluem criar um programa de formação dentro da empresa, criar comités de saúde e segurança na fábrica, rever as atuais regras para os edifícios e sua implementação, e desenvolver um mecanismo para os trabalhadores poderem denunciar riscos para a saúde e segurança.

E a Tchibo pretende criar inspeções independentes aos edifícios, formação em direitos dos trabalhadores, transparência pública e uma revisão das regras de segurança como parte do seu programa de segurança de edifícios e contra incêndios.

A retalhista Gap Inc, entretanto, decidiu avançar sozinha. O seu próprio projeto de monitorização das fábricas, criado em outubro, envolve a contratação de um inspetor de segurança contra incêndios para supervisionar as fábricas de vestuário do Bangladesh que produzem para as suas marcas e emprestar até 20 milhões de dólares aos seus fornecedores para melhorias de segurança.

Mas os sindicatos e organizações de direitos laborais querem ver as marcas e retalhistas internacionais a fazerem mais para responder a estas questões de segurança nas fábricas de todo o mundo. «Enquanto ainda choramos a perda dos trabalhadores da indústria de vestuário no Bangladesh, pedimos que as marcas virem o jogo», explicou Ineke Zeldenrust, do grupo de direitos dos trabalhadores Clean Clothes Campaign (CCC). «Tragédia após tragédia mostra a nossa crença de que mudanças simples, cosméticas aos programas existentes, simplesmente não são suficientes. É preciso tomar ações para responder às causas destes incêndios», indicou.

A CCC, por exemplo, está a pedir inspeções independentes e transparentes, uma melhoria obrigatória dos edifícios e uma revisão de todas as leis existentes e regulamentos de segurança. Quer ainda que as marcas e retalhistas se comprometam a pagar preços que possam cobrir os custos envolvidos e o envolvimento direto dos sindicatos em formação dos trabalhadores em higiene e segurança.

Uma indústria em jogo
Há muito em jogo para a indústria de vestuário do Bangladesh – o segundo maior fornecedor de vestuário – para que estes problemas fiquem por resolver. O sector é o mais exportador do país, contribuindo com mais de 16% do PIB, quase 80% das exportações e dando emprego direto a cerca de 4 milhões de pessoas, 80% das quais mulheres. Há 5.400 fábricas de vestuário, localizadas sobretudo em Dhaka, Saver, Gazipur, Narayanganj e Chittagong, que produzem para marcas e retalhistas internacionais como a Gap, Tesco, JC Penney, Wal-Mart, H&M, Kohl's e Marks & Spencer.

Mas mais de 700 trabalhadores morreram desde 2006 devido a edifícios inseguros, más instalações elétricas, saídas de emergência fechadas ou inexistentes, escadas bloqueadas com produtos e materiais de produção e falta de ventilação. A regulamentação de segurança é também muitas vezes ignorada.

O baixo preço do trabalho no Bangladesh, que ajudaram o país a entrar na cadeia de aprovisionamento mundial para vestuário básico, é também visto como parte do problema. Muitas vezes os donos das empresas são tentados a aceitar encomendas com prazos de entrega curtos, subcontratando para responder às datas de entrega ou margens de lucro e a segurança acaba muitas vezes por ser menosprezada.

O Bangladesh não é, contudo, o único país com problemas de segurança na produção de vestuário. Em setembro, mais de 300 trabalhadores de vestuário e calçado morreram em dois incêndios em fábricas em Karachi e Lahore, no Paquistão – um dos piores acidentes industriais que alguma vez aconteceram no país.

Leia aqui.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Bangladesh diz que incêndio em fábrica foi sabotagem

Funcionários do setor têxtil foram às ruas protestar contra morte de colegas

Trabalhadores do setor têxtil protestam contra morte de colegas (Andrew Biraj/Reuters)

 O governo de Bangladesh disse, nesta terça-feira, que o incêndio que matou mais de 100 funcionários de uma fábrica de tecidos foi um ato de sabotagem, informou a agência de notícias Reuters. O país decretou um dia de luto pelas vítimas. Os 3 milhões de trabalhadores da indústria têxtil foram dispensados do trabalho. Um funeral foi organizado para as vítimas que não puderam ser identificadas.

Pelo segundo dia seguido, trabalhadores fizeram protestos em Daca e no distrito industrial de Ashulia, onde ficam várias fábricas de tecidos, incluindo a que foi incendiada. Os manifestantes, a maioria integrante de grupos que defendem os direitos dos trabalhadores, exigiram saber a causa do incêndio e pediram punição para os responsáveis.

A polícia está em busca do dono da fábrica, que deverá ser ouvido sobre acusações de que o prédio não atendia as normas de segurança. O chefe de polícia da região de Daca, Habibur Rahman, disse que sobreviventes relataram que foram impedidos por gerentes de sair do prédio quando o alarme de incêndio soou.

“Esse incidente desastroso resultou da constante negligência em relação à segurança e ao bem-estar dos trabalhadores”, disse o diretor da Federação Nacional de Trabalhadores Têxteis, Amirul Haque Amin.

“Sempre que um acidente com fogo acontece, o governo faz uma investigação e as autoridades – incluindo os donos das fábricas – pagam alguma quantia e prometem melhorar os padrões de segurança e as condições para os trabalhadores. Mas eles nunca fazem nada”, criticou

Más condições - O pior incêndio industrial do país ocorreu no último sábado e deixou também mais de 150 feridos. O incêndio chamou a atenção para as condições de trabalho no país, onde o custo da mão de obra é baixo - alguns trabalhadores chegam a ganhar cerca de 37 dólares (77 reais) por mês. Grupos de direitos humanos pediram que as empresas do setor assinem um compromisso de segurança em relação a incêndios.

O ministro do Interior de Bangladesh, Mohiuddin Khan Alamgir, disse que uma investigação preliminar apontou que o incêndio foi criminoso. Ele prometeu levar os culpados à Justiça. “Nós concluímos que foi um ato de sabotagem. Estamos tentando descobrir quem são os sabotadores”, afirmou o ministro.

“Gostaríamos também de assegurar que nosso processo de produção vai continuar, sem limitações. Não vamos permitir nenhum obstáculo no caminho”, acrescentou.

Bangladesh tem cerca de 4.500 fábricas têxteis e é o segundo maior exportador mundial de roupas depois da China.

sábado, 24 de novembro de 2012

25% dos benefícios concedidos pelo INSS de Blumenau são por LER

Lesão por Esforço Repetitivo é a doença ocupacional mais recorrente. Para evitar afastamento, empresas da região investem em ergonomia.
As lesões por esforço repetitivo, conhecidas pela sigla LER, são a mais recorrente doença ocupacional registrada em municípios do Vale do Itajaí com economia baseada na indústria têxtil, como Blumenau, Brusque e Rio do Sul.

No INSS de Blumenau, cerca de um quarto dos benefícios concedidos é voltado para estes pacientes. O Cerest, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Blumenau, responsável por dar apoio à toda a região, não tem estatísticas exatas sobre a situação porque a LER é um conjunto de doenças limitantes que fica difícil segmentar, mas sente no dia a dia que a demanda de afastamentos e procura por tratamento são crescentes. É o caso da costureira Elvira Celi, que se afastou do trabalho por causa da dor. Os medicamentos fazem parte da rotina dela.

As lesões por esforço repetitivo são frequentemente associadas ao modelo contemporâneo de trabalho, cada vez mais focado na agilidade da produção. Mas, os sintomas destas doençãs são observados desde 1700. Na época, os escreventes, trabalhadores que escreviam cartas e documentos eram os mais atingidos.

Mas só recentemente o diagnóstico passou a ser aceito pelo INSS como justificativa para aposentadoria ou licença médica. "Eu cheguei a desmaiar. Eu não sabia que o excesso de trabalho poderia causar isso", lamenta Albertina, que hoje faz parte de uma associação, a APLER, Associação de Portadores de LER, que reúne quase setecentas pessoas com lesões provocadas pelo trabalho.

Para evitar o surgimento de lesões e de afastamentos, as empresas têxteis investem em ergonomia. Uma delas, em Blumenau, adotou a ginástica laboral como rotina e fez pequenas adaptações no ambiente de trabalho. As mesas ganharam uma inclinação para facilitar o movimento das operárias.

O resultado é positivo para a empresa e para os 280 funcionários. "Depois das mudanças não houve mais registro de afastamento ou reclamação.", diz a diretora de recursos humanos da empresa.

Luíza Fregapani e Luiz Salviato Do G1 SC com informações da RBS TV

domingo, 23 de setembro de 2012

Acidente tira a vida de operário na Altona

 Foto: Reprodução

 http://www.blumenews.com.br/site/destaque/item/1845-acidente-tira-a-vida-de-oper%C3%A1rio-na-altona.html


Uma infelicidade ocorrida perto das 14 horas da última sexta-feira (21/09) matou Marcos Rogério de Negredo, 37 anos, durante seu expediente. O homem, que trabalhava na Eletro Aço Altona, foi esmagado por uma peça metálica de três toneladas que caiu sobre seu corpo. Marcos operava uma 'ponte rolante' que içava a peça acima dele quando a mesma se soltou.
Colegas lamentaram a tragédia. A morte foi fulminante e o IML/IGP foi chamado ao local. O laudo deve ficar pronto em alguns dias.

Duncan Mc Cay, diretor da empresa, diz que todos os procedimentos legais já foram tomados e uma investigação está sendo feita para que se descubra o que, de fato, aconteceu.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ação milionária contra a Weg

Ministério Público do Trabalho pede R$ 50 milhões por danos morais


Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, em Santa Catarina, contra a Weg Equipamentos Elétricos, de Jaraguá do Sul. O valor da indenização por danos morais coletivos pedido na ação chega a R$ 50 milhões.

O motivo é a contaminação da água consumida por funcionários do parque fabril 2, na rua Waldemar Grubba, no fim de maio deste ano. Segundo os laudos da época, feitos pela Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde e o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), foram encontrados coliformes fecais na água que saía dos bebedouros da empresa.

De acordo com a ação, 750 funcionários teriam apresentado quadro de diarreia, náusea, vômito, cólicas intestinais e febre. Ninguém precisou ser internado. Segundo o Hospital Jaraguá, as pessoas eram medicadas e, quando necessário, ficavam em observação por algumas horas, mas todas eram liberadas no mesmo dia.

Na época, uma nota oficial da empresa questionou esse número, dizendo que 530 pessoas teriam sofrido do problema. A mesma nota diz que o que ocasionou o problema foi uma falha no sistema de distribuição de água.

Além da indenização por danos morais, os procuradores do trabalho Guilherme Kirtschig, Thiago Milanez Andraus e Geny Helena Fernandes Barroso, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, cobram uma indenização por dano individual a cada um dos trabalhadores, vítimas da negligência.

O chefe de comunicação institucional do Grupo Weg, Caio Mandolesi, disse que a empresa ainda não tomou conhecimento da ação e que só vai se tomar alguma providência quando for notificada oficialmente.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Princípio de incêndio na Weg em Jaraguá

14 de junho de 2011. | N° 1159Alerta

SUSTO

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Um princípio de incêndio foi registrado ontem por volta das 9h30 na estufa de secagem de verniz da fábrica 4, do parque fabril 2 da Weg em Jaraguá. A brigada de incêndio da empresa foi acionada e controlou o fogo antes mesmo da chegada dos bombeiros. Nenhum funcionário ficou ferido.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Rio de Janeiro : Trabalhador morre em Angra do Reis, durante construção de plataforma de petróleo

http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&cat=Dia-a-Dia&subC=Notícias

em Angra dos Reis (RJ), durante construção de uma plataforma de
petróleo, matou o trabalhador Abel Miranda, de 58 anos. Ele trabalhava para
uma empreiteira da Petrobrás, a empresa Basfels. O acidente aconteceu por
volta das 21h30 de segunda-feira (28). Abel Miranda teria sido vítima de
asfixia, após entrar em contato com argônio, um tipo de gás. Uma ambulância
do estaleiro chegou a socorrer a vítima que, no entanto, já chegou sem vida
ao Pronto Socorro Municipal de Angra dos Reis. A delegacia local registrou o
caso como acidente de trabalho. As causas da morte serão apuradas por uma
comissão da qual também participa o Sindipetro-RJ, como representante dos
trabalhadores.

A grande incidência de acidentes na área do petróleo, onde os óbitos são
freqüentes, sobretudo entre trabalhadores de empreiteiras, está entre as
preocupações dos trabalhadores. A cada nova negociação de acordo coletivo, o
tema volta à pauta. Mas os acidentes não diminuem. O Sindipetro-RJ apresenta
suas condolências aos familiares.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias