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segunda-feira, 11 de março de 2013

Mulheres dominam o setor têxtil e de confecção no Brasil e ocupam 76% das vagas

A participação feminina na população economicamente ativa é menor quando comparada à masculina. No entanto, num dos setores da indústria de transformação que mais emprega no Brasil, o têxtil e de confecção, as mulheres são maioria. Dos 1,7 milhão de trabalhadores diretos existentes no segmento, cerca de 76%, ou 1,3 milhão, são profissionais do sexo feminino, sendo que 40% delas são arrimo de família.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Cai produção no País de indústrias têxtil e de vestuário

SÃO PAULO - A indústria de roupas e confecções estima contabilizar, ao final de 2012, faturamento bruto de US$ 57 bilhões. Conforme as previsões do sindicato do setor, o Sindivestuário, haverá queda de US$ 10 bilhões, na comparação com o ano passado. "O resultado se deve à queda de produção e à variação cambial. Se nada acontecer para mudar o cenário, o faturamento de 2013 será ainda menor", afirma o presidente da entidade, Ronald Moris Masijah.

As indústrias têxteis e de vestuário tiveram queda acentuada no volume de produção de janeiro a outubro deste ano, informa relatório do Sindivestuário (que reúne as entidades industriais de roupas e confecções), divulgado nesta quarta-feira. No período, a produção brasileira da indústria têxtil caiu 4,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria de vestuário teve retração mais acentuada, de 10,63%. Em igual comparativo, no Estado de São Paulo, o setor têxtil teve recuo de 5,73% na produção e o de vestuário caiu 17,65%.

O presidente do Sindivestuário, Ronald Masijah, atribui o declínio na produção ao aumento na importação. "De 2008 para cá, aumentou 272% o número de produtos (roupas e confecções) importados. Os importados entram no País porque não conseguimos competir (com a indústria estrangeira) com essa carga tributária tão alta. Nosso parque industrial é moderno, o problema são os tributos", avaliou. "Se o governo não tomar providências, esse setor da indústria vai ser asfixiado no Brasil, assim como foi nos Estados Unidos e na Europa", destacou.

A queda na produção, avalia Masijah, refletiu no número de pessoas empregadas nessas indústrias, que caiu 5,58% no setor têxtil e 8,79% no vestuário. "Esse foi o pior ano para o setor nos últimos 20 anos. Perdemos em torno de 120 mil empregos." De acordo com o executivo, o setor é o segundo que mais emprega no País, atrás apenas da construção civil. "Empregamos mais de 1,4 milhão de trabalhadores. Não é possível que o governo não preste atenção."

Apesar da reclamação, ele admite que as vagas perdidas têm sido absorvidas por outros setores da economia, inclusive pelo comércio varejista de roupas e confecções, onde as vendas tiveram alta de 2,9% em todo o País.

Segundo Masijah, 2013 será crucial para a indústria têxtil e de vestuário, já que a perspectiva é de nova baixa na produção. "Para conseguir reverter essa curva, você precisa de alguma ação muito forte (do governo), senão vira um viés negativo até exaurir esse setor da indústria", afirmou. "É o ano divisor de águas, ou permanece a indústria ou desistimos de vez (da produção) no Brasil. Está nas mãos do governo", disse, ressaltando que o sindicato procurou as autoridades federais diversas vezes sugerindo alterações no regime tributário e não obteve respostas.

GUILHERME WALTENBERG - Agencia Estado

Diário do Comércio: Indústria têxtil fica US$ 10 bi menor

domingo, 9 de dezembro de 2012

Emprego na indústria do vestuário deve encerrar o ano negativo em 7,1%, mostram dados do IEMI

Diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial apresentou as perspectivas para o setor durante reunião Comtextil da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A produção da indústria de vestuário deve cair 5,5% ao final de 2012, na comparação com 2012, chegando a seis bilhões de peças produzidas, enquanto o consumo aparente, apesar de uma provável queda de 2,5%, deve chegar aos 6,7 bilhões de peças.

Marcelo Prado, diretor do IEMI, durante reunião do Comtêxtil. Foto: Júlia Moraes
O número de empregados demitidos pelo setor também deve crescer em relação ao anterior. Segundo estimativas do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a previsão é que o mercado de trabalho no segmento encerre o ano com queda de 7,1%, na leitura anual, registrando um pessoal ocupado na casa do 1,1 milhão.

Os números foram divulgados na quinta-feira (5/12), durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ainda segundo pesquisa do IEMI, entre 2007 e 2011, a produção da indústria de vestuário cresceu 15% em peças. Em valores nominais, houve crescimento de 48%.

“No ano passado, a indústria demorou a desaquecer e sobrou peça no varejo. Mas para este ano a projeção é inversa: vão faltar peças”, afirmou Marcelo Prado, diretor do IEMI.

O cenário projetado para 2013 é mais otimista, segundo Prado, já que a produção da indústria de vestuário em volumes deve crescer 2% em volume de peças.

Importados
As vendas em volumes físicos devem apresentar um ganho de 4,7% em 2012 ante 2011, o equivalente a 6,8 bilhões de peças. Boa parte desse volume deve ter sido suprida pela oferta de mercadorias importadas, que pode encerrar o ano absorvendo 26% do mercado doméstico, alcançando os 804 milhões de peças.

De acordo com os números da pesquisa do IEMI, a perspectiva é que a participação dos importados no consumo interno de produtos têxteis em geral seja de 32% em 2012.


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Setor têxtil e de confecção continua com produção negativa

Amargando há meses a perda de competitividade, o segmento têxtil e de confecção segue com sua produção em baixa, mesmo no período sazonal de maiores vendas. O setor, contudo, continua contribuindo para conter a inflação, segurando os seus preços.

As medidas de estímulo ao crescimento adotadas pelo governo ainda não surtiram efeito e a produção do setor têxtil e de confecção continua caindo. Em setembro, o primeiro registrou queda de 4,04%, em comparação ao mesmo mês de 2011. No segundo, a retração foi ainda maior, 9,28%. Ambos tiveram redução bem acima da média da indústria de transformação, que foi de 3,78%.

Independentemente dos problemas de competitividade, de janeiro a setembro, o Índice de Preço ao Produtor (IPP) do setor têxtil foi de 2,71%, e do segmento de confecção de 5,92%. Em ambos os casos, a variação ficou abaixo da média da indústria de transformação, que foi de 6,35%.

Das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, os setores têxtil e de confecção foram os que apresentaram a menor influência no aumento total do IPP da indústria de transformação, com 0,06 e 0,07 p.p. (pontos percentual). "Os números evidenciam que o nosso setor, tradicionalmente, é o que mais contribui para segurar os preços e conter os índices inflacionários, até porque não há como repassar custos quando se compete com importações asiáticas", diz Alfredo Bonduki, presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo).

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Setor Têxtil tem seu pior trimestre em 20 Anos

Industriais de São Paulo se juntam aos políticos para cobrar medidas do governo estadual.

O pior resultado da cadeia têxtil e de confecção em um primeiro trimestre, num período de 20 anos, motivou uma reação de representantes do setor no Estado de São Paulo através de cobranças levadas ao governo.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção têxtil paulista caiu 10,29%, enquanto a redução do setor de vestuário foi de 26,15% nos primeiros três meses deste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e avaliação do Sinditêxtil - o sindicato das tecelagens de São Paulo.

Entidades de classe e a Frente Parlamentar do Setor Têxtil se reuniram ontem com o secretário estadual de Fazenda, Andrea Sandro Calabi, para entregar uma petição em que solicitam nova série de medidas para dar fôlego ao setor.

"Foi uma reunião muito boa e esperançosa. Esperamos um sinal verde do secretário em 20 ou 30 dias", disse o presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias Têxteis de Americana e Região), Fabio Beretta Rossi.

De acordo com ele, a principal reivindicação para as indústrias da RPT (Região do Polo Têxtil) é o aumento do prazo de recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 40 para 90 dias, após o fechamento de cada mês.

Um ofício da Frente Parlamentar encaminhada à Fazenda argumenta que a proposta "não deve acarretar renúncia significativa de arrecadação, uma vez que o mercado têxtil paulista se mostrará mais competitivo, na medida em que o preço se torne mais acessível - e o ICMS é, indiscutivelmente, componente importante do preço".

Ainda de acordo com o documento, baseado no IBGE, o pessoal ocupado na produção, de janeiro a março, recuou 6,07%, na indústria têxtil e 5,41%, no vestuário.

"O secretário reconheceu a importância de manter o setor têxtil vivo aqui no Estado. Esperamos que essa posição influencie na avaliação desses pedidos", comentou o presidente do Sinditêxtil, Alfredo Bonduki.

Ele ainda enfatizou o objetivo de diminuir a evasão de empresas do ramo para fora do Estado e o aumento da competitividade com os produtos estrangeiros.

"Esperamos que o aumento do consumo nos ajude na recuperação do começo de ano ruim", acrescentou.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Empresários se Unem Contra Encargo de Energia - Abit - Sinditêxtil




Cobrança por mais 25 anos

Entidades do setor empresarial, entre elas a Abit  (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e o Sinditêxtil (Sindicato das Indústrias de Tecelagem do Estado de São Paulo), iniciaram um movimento para barrar a prorrogação de um encargo sobre o consumo de energia elétrica.
Chamado de RGR (Reserva Global de Reversão), ele representa de 1% a 1,5% do valor final da conta. A estimativa é que o custo anual ao consumidor seja de R$ 2,5 bilhões.
O movimento chegou ao Congresso Nacional, que deve votar a Medida Provisória 517, que prorroga a RGR.
O encargo existe desde 1957, atinge todos os consumidores industriais e residenciais brasileiros e estava previsto para acabar neste ano.
Entretanto, no último dia de seu mandato, em 31 de dezembro de 2010, o presidente Lula editou a MP 517 que prorrogou a cobrança por mais 25 anos, até 2035.
O movimento ganhou força na última semana com a adesão do empresário Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, e dos deputados federais integrantes das Frentes Parlamentares da Infraestrutura e do Setor Têxtil, para derrubar o artigo 16 da MP, que trata especificamente do assunto.
"A desoneração da conta de energia elétrica vai permitir maior competitividade ao setor", afirmou Alfredo Bonduki, presidente do Sinditêxtil, que representa 900 empresas e mais de 500 mil trabalhadores do setor de fiação, tecelagem e confecção.
Para as entidades empresariais, a extinção do encargo reduziria os custos dos pequenos consumidores e acabaria com a lógica perversa que colocou a conta de luz brasileira entre as mais altas do mundo.
Isso num País que possui uma das fontes de energia mais baratas existentes, que é a água. Atualmente, mais da metade do custo da energia decorre de impostos.
O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB) adiantou que a bancada do partido vai votar contra a prorrogação do encargo.

Veículo: Blog Indústria Têxtil
Seção:
Data: 26/04/2011