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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nota da CSP-Conlutas e do SINTICMA sobre a greve dos operários em Belo Monte

A CSP-Conlutas e o SINTICMA (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da C. Civil e da Madeira de Altamira-PA) estão dedicando todos os seus esforços no apoio à greve dos operários de Belo Monte, que teve início na última sexta-feira.

Acreditamos que esse deve ser o papel de todas as organizações dos movimentos sociais que mantenham um mínimo de compromisso com a luta contra toda forma de injustiça. Nesse caso, especialmente das entidades sindicais, tendo em vista que estamos falando de uma greve por reivindicações básicas de direitos trabalhistas.



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Construção civil: 501 mil trabalhadores fizeram greve em 2012

As greves no setor de construção, em 2012, atingiram 501 mil trabalhadores, de acordo com dados da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Fenatracop). Segundo a federação, as greves ocorreram por desigualdades salariais, precariedade no ambiente de trabalho e melhores condições de vida e de benefícios. Em relação a 2011, houve uma redução de 13% na participação dos empregados em greve, com diminuição de 79 mil trabalhadores.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Manifesto pela liberdade imediata dos operários de Belo Monte

Manifesto pela liberdade imediata dos operários de Belo Monte

Liberdade para JÁ!


Lutar não é crime; É um direito!




Não podemos aceitar que todas as vezes que os operários se mobilizam por melhores condições de trabalho e de salários, ao final, só sobre pra eles. Isso é criminalização do movimento. É prisão, é demissão, é tropa da Polícia Militar, da Força Nacional de Segurança, é câmera por tudo que é lado, é segurança privada, chega! Essa é uma questão trabalhista, estamos ao lado da luta desses companheiros e exigimos sua imediata libertação.

O que se vê é regime de semi-escravidão nos Canteiros de Belo Monte. A Falta de segurança à qual os operários estão submetidos  já causou diversas mortes na obra modelo do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento.

Os trabalhadores de Belo Monte não são vândalos, só estão lutando por seus direitos. São seres humanos corajosos, que mesmo com a traição e a falta de democracia de sua entidade sindical, foram capazes de se organizar para lutar, enfrentar as grandes empreiteiras e paralisar um monstro que está acabando com suas vidas.

O que se pode ver é a tentativa do CCBM de criminalizar as lutas sociais. Exigimos do governo Dilma que intervenha e assuma sua responsabilidade diante do caos que se impõe a vida dos trabalhadores nessas grandes obras. Não há provas contra eles, portanto trata-se de presos políticos e isso nãos não podemos aceitar!

Belo Monte: Para o CCBM é R$ 22,5 Bilhões do dinheiro público; para os trabalhadores prisões e demissões. Basta!
Em todos os noticiários deu-se destaque a “grande” notícia: “BNDES libera 22,5 bilhões em financiamento para construção de Belo Monte”; vejam isso é o equivalente a 132 anos de todo o orçamento da cidade de Altamira, um absurdo! O pior é ver a Dilma liberar toda essa farra com o dinheiro público exatamente depois do CCBM mandar prender e demitir operários.

Não há como não indignar-se. Estamos falando de dinheiro público liberado para a iniciativa privada, Enquanto, só em nossa região, existem 2,65 milhões de pessoas em situação de miséria. Trata-se de um total desprezo dos Governos de Dilma e de Jatene para com as causas dos mais pobres, dos ribeirinhos, dos pescadores, dos povos nativos e dos trabalhadores em geral.

Como se tudo isso não bastasse, a cidade está privatizada e militarizada. Pelas ruas do centro e entorno das obras, convivemos com a presença ostensiva de inúmeros veículos conduzindo homens armados, seja da segurança pública ou privada. Para reprimir os trabalhadores até o Exército tem sido usado em treinamentos em Belo Monte. Enquanto isso, o CCBM compra carros para bombeiros, auxilia a polícia e a Norte Energia patrocina um encontro nacional de magistrados em Belém. Lutemos contra tudo isso!

Liberdade imediata aos operários presos.

Não à criminalização dos movimentos social; justiça já!

 
Altamira, 10 de dezembro de 2012.


CSP CONLUTAS - CENTRAL SINDICAL E POPULAR


MXVPS - MOVIMENTO XINGU VIVO PARA SEMPRE


SDDH - SOCIEDADE EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS


SINTICMA - SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DA MADEIRA DE ALTAMIRA


OTL - OFICINA TERRITÓRIO LIVRE


CIMI - CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO


SINTEPP - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DOS ESTADO DO PARÁ


SINTSEP - SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL DO ESTADO DO PARÁ


MOVIMENTO NEGRO ALTAMIRA


PSTU - PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO

domingo, 9 de dezembro de 2012

Região Sudeste é a mais cara para se construir em novembro: R$ 885,47 por m²

No penúltimo mês do ano, os custos na região ficaram acima da média nacional, que atingiu R$ 851,96

SÃO PAULO – Os moradores da região Sudeste foram os que mais tiveram gastos no mês de novembro na hora de construir ou reformar suas moradias.

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (7), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 885,47, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 851,96 no mês passado.

Rio de Janeiro é o Estado mais caro para se construir: R$ 962,44 o m² (Getty Images)
Em seguida estão as regiões Norte, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 870,51. A região Sul vem logo após, onde os custos atingiram R$ 864,79; no Centro-Oeste, custou em média R$ 863,39. Já os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 797,69.

Em relação aos avanços no aumento dos custos em novembro, em comparação com outubro, a região Sudeste foi a que teve maior variação dos custos: de 0,35%. O Nordeste teve alta de 0,19%.

No Norte foi de 0,15%. Na região Centro-Oeste, de 0,08% e por fim, o Sul, de 0,07%.

Por estado
Ao analisar os dados por estado - Roraima registrou a maior variação mensal, de 3,40%, seguido pelo Espírito Santo, com 1,39%.

Na outra ponta, as menores elevações ficaram com o Mato Grosso (-0,14%) e Alagoas juntamente ao Amazonas (ambos com queda de -0,13%).

O Rio de Janeiro foi a localidade mais cara: R$ 962,44 o metro quadrado. O menor custo foi apontado no Estado do Rio Grande do Norte: R$ 737,40.

Índice
O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço da mão-de-obra, que subiu 0,24% (em comparação com outubro) e de materiais de construção (que teve alta de 0,21%).

No geral, em novembro, o índice apresentou variação de 0,22%.


Leia aqui.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SINTRAPAV-PA e CCBM omitem e rebaixam conquistas arrancadas pela greve dos operários de Belo Monte

Os mais de 15 mil operários de Altamira, Belo Monte, aprovaram nesta quinta-feira (29), proposta de acordo firmado entre o CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte) e o Sintrapav –PA (sindicato dos trabalhadores).

A proposta foi aceita por ampla maioria dos trabalhadores, em assembleias realizadas nos canteiros de Belo Monte, Pimental e Canais e Diques.

Pelo acordo, o reajuste dos salários dos operários ficou entre 7% e 11%. Além disso, também foi reduzido de 180 para 90 dias o intervalo de baixada (folgas garantidas aos trabalhadores para visitar a família). Já o valor do auxilio alimentação passou de R$ 110 para R$ 200.

SINTRAPAV-PA e CCBM omitem e rebaixam conquistas – O que os operários não sabiam é que, devido à força da greve, no último dia 23 de novembro o TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO, em Belém, julgou o dissídio coletivo e, na ocasião, havia concedido mais do que o SINTRAPAV-PA e o CCBM anunciaram, por isso “aprovaram” em assembleia o “acordo” como vitória.

Segundo o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, a decisão do TRT-PA, publicada no dia 23, além de ser mais vantajosa aos operários, é retroativa a abril/2012. Neste caso o CCBM teria de pagar a diferença no valor do vale alimentação (que pelo TRT seria de R$ 210,00) desde abril até outubro e ainda teria de conceder 10 dias de baixada, que ficaram dentro no período.

“Se a jogada do SINTRAPAV com CCBM incluir que um deles tenha recorrido da decisão do TRT, cada trabalhador está perdendo R$ 700,00 da diferença do vale-alimentação e os 10 dias de folga. Isso não é justo”, ressaltou Atnágoras acrescentando não ser justo com os trabalhadores.

Protestos – Os operários se revoltaram contra a empresa e o sindicato e uma onda de protestos tomou conta dos canteiros. Na ocasião, cinco trabalhadores foram presos a mando do Consórcio.

Prisões e demissões- A CSP-Conlutas enviou uma comissão para apoiar esses trabalhadores. A advogada da Central constatou que não havia provas contra os trabalhadores presos e apoiou o pedido de liberdade dos mesmos feito pela defensória pública. Como esse pedido foi negado, a defensoria vai tentar a libertação dos trabalhadores via Brasília e a CSP-Conlutas já entrou com pedido de Habeas Corpos em Belém.

Veja o vídeo com a visita da delegação:



Não satisfeito com o caos, imposto aos trabalhadores, o CCBM ainda desencadeou uma enxurrada de demissões a centenas de trabalhadores.

Não se deve abrir mão de conquistas;
Exigimos liberdade imediata aos cinco companheiros presos;
Dilma, revogue a demissão em massa imposta pelo CCBM!




LEIA MAIS
Belo Monte: farra com dinheiro público para as empreiteiras, demissão e cárcere aos trabalhadores que lutam, isto é uma afronta à dignidade! Por Atnágoras Lopes

Comissão da CSP-Conlutas constata que não há provas contra os operários de Belo Monte presos em Altamira (PA)

Os cinco operários presos na delegacia da Policia Civil de Altamira, apontados pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) como responsáveis pela revolta ocorrida entre os dias 10 e 12 no interior dos canteiros de obras, receberam na manhã desta quarta-feira a visita da Comissão da CSP-Conlutas – Central Sindical Popular.

Entre os membros da Comissão estão à advogada da Central, Anacely Rodrigues, o diretor do – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém Sandro Carvalho e o vereador, recentemente eleito em Belém, Cleber Rabelo, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU, também operário da Construção Civil.

Hoje, dia 20, logo no início da manhã, a comissão se deslocou até o Fórum Criminal de Altamira, lá tiveram acesso ao processo criminal em que os trabalhadores são acusados de incêndio, formação de quadrilha e dano ao patrimônio. A comissão da CSP-Conlutas constatou-se que até agora a única coisa que existe são acusações, pois não há nenhuma prova concreta que incrimine esses operários.

“No processo, o que existe são fotos que não comprovam a presença de nenhum dos operários presos e o depoimento de um “chefe da administração da empresa” acusando de forma unilateral esses trabalhadores, sem ter como provar que são eles os autores de qualquer ação das quais estão sendo acusados. Como se vê  isso é uma grande injustiça”, disse Cleber Rabelo.

Depois de ter acesso ao processo, a advogada da CSP-Conlutas,  Anacely Rodrigues, conversou com a Juiza da 3ª Vara Drª. Gizely e solicitou que tentasse agilizar a apreciação do pedido de liberdade provisória feito pela Defensoria Publica do Estado. Em seguida, a comissão foi até a delegacia de polícia e conversou com os operários que se encontram presos já há 8 dias.

A advogada da Central, Anacely Rodrigues, afirmou que os trabalhadores que se encontravam muito desamparados, sem nenhuma informação sobre suas situações, e que essa visita foi um momento muito emocionante para a comissão e para os trabalhadores que receberam o apoio e a solidariedade de classe da CSP-Conlutas, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém e do vereador eleito Cleber Rabelo (PSTU/PA).

A comissão constatou que os trabalhadores foram desamparados pelo Sintrapav, sindicato que diz ser o representante legal dos trabalhadores da construção da Hidroelétrica de Belo Monte. “A CSP-Conlutas intensificará sua luta pela libertação imediata desses trabalhadores. A princípio pode-se ver que a maior possibilidade é que tudo não passa da tentativa do CCBM de criminalizar a luta dos operários”, afirmou Sandro, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém.

Os cinco trabalhadores presos são: Ernesto, de Ji-Paraná; Eliseu, de Breu Branco; Mateus, de Barcarena; Odivaldo e Raimundo, de Belém.

“As provas contidas nos altos não provam nenhuma das acusações feitas aos operários”, disse a advogada Anacely.

Confira as entrevistas com enviados a Almira Cleber Rabelo e Sandro Miguel de Carvalho





Por Emiliano de Oliveira, de Altamira (PA)

sábado, 17 de novembro de 2012

Mesmo com determinação da justiça, funcionários decidem manter greve em Suape

A decisão aconteceu após os funcionários serem reprimidos por policiais do Batalhão de Choque quando tentavam entrar em Suape para chamar os trabalhadores que já estavam nos postos de trabalho para participar da assembleia.

Mesmo com a greve sendo considerada ilegal pela justiça, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e Petroquímica Suape (PQS) decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (14), no Complexo de Suape, manter a paralisação até, no mínimo, a próxima segunda-feira (19). A decisão aconteceu após os funcionários serem reprimidos por policiais do Batalhão de Choque quando tentavam entrar em Suape para chamar os trabalhadores que já estavam nos postos de trabalho para participar da assembleia.


A confusão com o Batalhão de Choque aconteceu por volta das 7h15. Diante do fato de a justiça ter determinado que a greve era ilegal, alguns trabalhadores entraram nos postos de trabalho para iniciar a jornada. O Sindicato da categoria reuniu um grupo que pretendia entrar para chamar os funcionários que já estavam trabalhando para participar da assembleia do lado de fora. Quando estava a cem metros da portaria, o grupo foi reprimido pelo Batalhão de Choque, que lançou bombas de efeito moral e balas de borracha contra o grupo.

Revoltados com o tratamento da polícia, alguns trabalhadores saíram por conta própria e se uniram aos que já estavam do lado de fora e realizaram a assembleia, determinando a continuidade da greve até, pelo menos, segunda-feira.

Do JC Online



JornaldoCommercio - Greve em Suape


[TV JORNAL] Trabalhadores de Suape decidem continuar a greve


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Greve dos operários em Belo Monte se intensifica nos canterios de obras e chega ao terceiro dia

Passava do meio-dia e os canteiros de obras da maior obra do PAC ainda estavam sob fortes protestos dos operários, nesta segunda-feira (12).

A revolta que se iniciou no sábado à tarde, por volta das 16 horas, no Sítio do Pimental, espalhou-se rapidamente e tomou conta do principal canteiro, o Sítio Belo Monte, onde será construída a principal casa de força da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

“Não deixamos nem o sindicato terminar de falar, e expulsamos aqueles ´traíras` do canteiro”, disse um operador de máquina relatando o momento exato de explosão da greve.

A paralisação ocorreu em decorrência do apoio do SINTRAPAV (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado do Pará) à proposta do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte).

Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelo CCBM era de aumento de 11% para carteiras assinadas com teto de até R$1.500,00;  6% para os que ganham de R$ 1.500,00 até R$ 3.000,00;  e 4% para os que ganham acima de R$ 3.000.00. Já a baixada (período de visita à família) seria distribuída da seguinte forma: manutenção aos novatos de seis meses, aos de segunda baixada quatro meses e aos de terceira baixada de três meses, além do vale alimentação que aumentaria de R$ 110,00 reais para R$150,00.

No entanto, segundo os trabalhadores, a proposta do CCBM não atende todas as reivindicações. Avança muito pouco sobre a baixada e aumento real de salário, chegando ao ponto de ficar abaixo da inflação para os trabalhadores que recebem acima de R$3.000,00. Além disso, os operários questionam o apoio continuo do sindicato às medidas do Consórcio.

O CCBM não atende também propostas dos  trabalhadores, entre as quais a instalação de lavandeiras dentro dos alojamentos, já que os trabalhadores sofrem com a falta de máquinas de lavar; a instalação de torres de telefonia de outras operadoras para quebrar o monopólio da operadora OI, na qual os trabalhadores ficam impedidos de ligar a uma longa distância pagando pouco; a baixada para o profissional e para o ajudante (hoje em dia apenas o profissional tem direito a baixada); a baixada de avião para qualquer distância, já que o CCBM pensa em impor a viagem de ônibus àqueles operários que moram até 1.500 km de distância; a equiparação salarial, pois há diferenças salariais para a mesma profissão, entre outras reivindicações.

A medida tomada pelo Consórcio foi de efetuar folga coletiva para os mais de 17 mil operários ainda na segunda-feira. “Tá todo mundo indo para casa, estão mandando a gente de `pau velho´ [expressão utilizada pelos operários para se referir a ônibus coletivos urbanos em estado precário] mais de 500 km de distância em estrada de chão com R$ 200 para ir e depois voltar”, disse revoltado um operário.

Os trabalhadores estão sendo transportados em estado de emergência, em péssimas condições, para as cidades de Tucuruí e Marabá, cuja distancia é de cerca de 500 km. A medida visa esvaziar os canteiros e a cidade, temendo novos protestos.

Para a CSP-Conlutas faltou maior comprometimento do Sintrapav  com os operários e com a própria campanha salarial. Desde o começo a Central alertava para a necessidade de haver um debate amplo, decidido por todos os trabalhadores. Entretanto, o sindicato se negou a fazer assembleias onde os trabalhadores decidissem sobre qual reajuste salarial queriam negociar com o CCBM, deixando os operários a própria sorte para arrancar um aumento digno.

O papel do Governo Federal – Dilma (PT) -, não é diferente, se omite severamente sobre a necessidade de valorizar os trabalhadores das grandes obras do PAC. Após os erros cometidos nas obras da Usina Hidrelétrica de Jiral (RO), o governo erra novamente em Belo Monte. As péssimas condições de trabalho aliadas aos baixíssimos salários tem se tornado um forte tempero capaz de causar grandes explosões  Brasil afora nas obras de grande porte do governo federal.

Por Emiliano de Oliveira, Altamira (PA).
www.cspconlutas.org.br

Belo Monte em Chamas




sábado, 16 de junho de 2012

Diminui procura por imóveis em Blumenau

Endividados, consumidores estão receosos em assumir financiamentos

Depois de praticamente três anos de bonança, o mercado imobiliário está retornando aos padrões de ritmo de venda que ocorriam antes da crise econômica de 2008. Após a facilitação do crédito e os incentivos do governo ao consumo, em 2012 o mercado desacelerou.

Com boa parte do orçamento doméstico comprometido, os consumidores estão mais cautelosos e exigentes com as novas aquisições. Para especialistas, a corrida pela compra de imóveis começou já com os dias contados, e eles findaram.

Em Blumenau e no Médio Vale as vendas de imóveis continuam ocorrendo, mas com menos força, avalia Soraia Vasselai, delegada regional de Blumenau do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de SC (Sindimóveis - SC). Soraia explica que a euforia vivida nos últimos três anos cessou. O que ocorre agora é que o patamar de vendas deve ficar próximo ao que se tinha até meados de 2008.

As construções e lançamentos não foram estancados, mas as construtoras estão buscando diferenciais nas novas obras, procurando nichos de mercado e tendo atenção a detalhes que podem comprometer a comercialização do empreendimento, como a vizinhança.

Outro fator que afeta o mercado regional é o fim do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS). Com o dinheiro liberado para várias cidades em 2008 e novamente em setembro de 2011, muita gente teve um acréscimo no orçamento que não esperava, aproveitou para dar entrada para a compra da casa própria e financiou o saldo, avalia Rogério Isnar Patrício, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais de Blumenau e região (Secovi Blumenau).

Em 2010, com a procura por imóveis muito acima da média dos anos anteriores, os mais experientes desconfiaram de tanta bonança. Marcelo Silveira, diretor comercial da construtora Frechal, acredita que a procura provocada pelo incentivo ao consumo teve um fim basicamente eleitoral, baseado na economia artificialmente inflada. O desafio foi analisar o mercado e preparar-se para aguentar a ressaca prevista após a euforia. É o que ocorre agora. Apesar disso, a estratégia é continuar com lançamentos e manter a musculatura da empresa forte. Sobre o futuro próximo, não há certezas.

A mesma opinião é compartilha por José Airton Bendini, proprietário da imobiliária Habitação e responsável pelo departamento comercial da construtora Speranzini.  

Caixa registra crescimento nos financiamentos

A desaceleração do ritmo da economia que tem afetado, entre outros mercados, o de imóveis, não está sendo sentida no principal agenciador de financiamentos de imóveis do país, afirma o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Renato Scalabrin.

No Vale do Itajaí, de janeiro a 15 de maio, a Caixa teve contratados R$ 332,7 milhões em financiamentos habitacionais - incluindo compra de material de construção. O número é 46% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Scalabrin avalia que três fatores estão influenciando o resultado. O principal é o fato das construtoras estarem abrindo mão do financiamento próprio para oferecer por meio da Caixa. Depois, as trocas de casas e apartamentos e as recentes aquisições pela Caixa de imóveis comerciais.

O superintendente reconhece que o mercado passa por mudanças e que as empresas precisam ter mais cautela ao lançar novos edifícios residenciais. Este ano, nacionalmente a Caixa pretende atingir R$ 96 bilhões em crédito imobiliário. O anúncio na semana passada do aumento de 30 para 35 anos para quitação de financiamento imobiliário faz parte da estratégia de avanço nesse mercado.

No departamento de Análise de Projetos da prefeitura de Blumenau, o volume de trabalho continua intenso em 2012.

- As construtoras estão avançando para as regiões da Velha e Itoupava Norte. Também ainda temos alguns projetos que precisaram de alterações após o novo Plano Diretor. E isso atrasou por causa da liminar da Justiça que suspendeu as análises por um tempo. Por isso acredito que ainda tenhamos uma certa demanda desses projetos, mas não muita coisa - explica Roger Danilo Schreiber, Diretor de Análise de Projetos da prefeitura de Blumenau.

Entre janeiro e maio a prefeitura de Blumenau autorizou a construção de 128 novos prédios residenciais. Em todo o ano passado foram liberados 348 edifícios para moradia.

JORNAL DE SANTA CATARINA

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Operários de Fortaleza fecham acordo sobre os dias parados e retornam ao trabalho

O impasse no acordo sobre o desconto dos dias parados da greve dos operários da construção civil de Fortaleza (CE) foi resolvido. O Sindicato Patronal encontrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores na noite de terça-feira (5) com uma nova proposta.

Pelo acordo, que será assinado nesta quarta-feira (6), os empresários se comprometeram a pagar o mês de salário deste mês – até o dia 12 – e descontar os dias parados em cinco parcelas durante o ano. Os descontos não incidem sobre participação nos lucros, 13º salário e férias.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Nestor Bezerra, essa foi uma importante conquista dos trabalhadores. “É uma vitória dos operários, foram 28 dias de greve com uma grande ofensiva por parte da empresa e da imprensa e ainda assim conseguimos fechar um acordo que não prejudicasse os trabalhadores. O reajuste, no geral de 8%, foi um dos melhores do país”, destacou Bezerra.

Esses trabalhadores conquistaram reajuste geral de 8%, cesta básica de R$ 50,00, piso do servente de R$ 639,00, a manutenção das demais clausulas previstas na CCT 2011 entre outros.

O coordenador agradece o apoio da CSP-Conlutas que, segundo ele, foi determinante para o desfecho vitorioso dessa greve. “Agradecemos o apoio que recebemos da CSP-Conlutas e dos seus sindicatos filiados. Agradecemos também a população recebeu com solidariedade a nossa greve e nos aplaudia nas ruas durante as manifestações e, por ultimo, os trabalhadores pela disposição de luta”, finalizou.

Para o membro da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, que esteve em Fortaleza dando apoio para a categoria, os trabalhadores reafirmaram a força da unidade para conquistar direitos. “A CSP-Conlutas parabeniza esses operários que mostraram sua garra e não esmoreceram diante dos ataques da patronal, lutaram até o fim por seus direitos e arrancaram a vitória”.

Com informações do Jornal O Povo

terça-feira, 5 de junho de 2012

28º dia de Greve da Construção Civil em Fortaleza/CE




Nota pública dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza


Na tentativa de derrotar a greve, patrões impõem FOME às famílias dos operários

Em assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), mais de dois mil trabalhadores, aprovaram por unanimidade a manutenção da greve da categoria, e diante da intransigência do SINDUCSON-CE, a prioridade passa a ser o fechamento de acordo por “Por Empresa”.

Informamos que as primeiras construtoras já entraram em contato com o sindicato e acordos de compensação dos dias parados foram fechados. Nestas empresas, a categoria deliberou pela volta ao trabalho.

Reafirmamos que o sindicato dos trabalhadores sempre esteve aberto à negociação e que praticamente todas as nossas reivindicações já foram conquistadas e acordadas com o sindicato patronal, restando ao mesmo diminuir a sua ganância e proceder a assinatura da Convenção Coletiva de trabalho.

O motivo que leva os trabalhadores a manter a greve é a postura de arrogância, intransigência e a provocação do SINDUSCON-CE que passou a exigir, de nossa entidade sindical a assinatura de um “acordo” autorizando o desconto de todos os dias da greve.

Diante deste impasse, uma parte das construtoras, descontou dos salários dos operários, os respectivos dias. São pais e mães de família que ganham R$ 622,00 por mês, e que em alguns casos acabaram recebendo menos de dois Reais de salário.

Operários em luta por melhores condições de vida e de trabalho, condenados pelos donos do poder, a despejo e falta de comida. Mesmo assim, em grandes lições de solidariedade, união e vontade de mudança, esses mesmos operários seguem determinados em luta.

Ao contrário da postura dos patrões e da Justiça do Trabalho, que ordenou o bloqueio de R$ 200 mil Reais das contas do STICCRMF, e da criminalização sofrida pelo nosso movimento, nossa entidade com o apoio solidário do movimento sindical, realizou a distribuição de duas mil cestas-básicas para a categoria.

Aos familiares de nossos companheiros em greve, pedimos que fiquem firmes e continuem acreditando na força de nossa luta. Seguiremos enfrentando os patrões, a injustiça, a falta de envolvimento dos governantes e, apoiados na solidariedade de todos os que vivem do seu trabalho, alcançaremos a vitória.

www.vozdopeao.org.br

terça-feira, 29 de maio de 2012

Speranzini se mantém entre as maiores construtoras do país

A blumenauense Speranzini repetiu o feito de 2010 e está no ranking das 100 maiores construtoras do país em 2011, elaborado pela ITC – Inteligência Empresarial da Construção. Em relação a 2010, a empresa caiu sete posições, passando de 77ª para 84ª, com 158,8 mil metros quadrados construídos. A maior construtora do país é a Gafisa, que ergueu 7,1 milhões de metros quadrados em 296 obras.



A construtora blumenauense está com 21 obras em andamento e 18 no papel. O empresário Nilton Speranzini diz que os problemas do ano passado, especialmente os relacionados à falta de mão de obra, aos poucos vão sendo solucionados. Só a burocracia não é vencida. A tradicional queixa sobre a demora na aprovação de projetos na prefeitura de Blumenau, recorrente entre as construtoras, permanece.

Leia aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Haiti quer atrair investimentos de têxteis, calçadistas e construtoras

Michel Martelly: de olho numa "parceria privilegiada" com o Brasil
A eleição de Michel Martelly para a presidência do Haiti foi comemorada discretamente pelo governo brasileiro e coincide com a passagem, pelo Brasil, de uma missão de autoridades haitianas empenhadas em atrair investimentos de empresas do Brasil para o país.


Antes das eleições, Martelly enviou emissários à embaixada do Brasil em Porto Príncipe. Ele estava interessado nas possibilidades de cooperação e parcerias entre os dois governos. Segundo um diplomata baseado no Haiti, Martelly quer uma "parceria privilegiada" com o Brasil. A missão de haitianos no Brasil, muito próxima do presidente recém-eleito, tenta mostrar que o país pode ser uma ponte atraente para entrada, sem tarifas, no mercado dos Estados Unidos.


Beneficiado por um programa de acesso privilegiado ao mercado americano, o Help (ex-Hope), o Haiti tem cotas generosas de venda aos EUA de vestimentas produzidas no país, mesmo com material importado de outras origens. Mesmo assim, só em 2012 deve entrar em funcionamento a primeira fábrica têxtil haitiana, fruto de um investimento de US$ 78 milhões da coreana Sae-A, atraída pelo generoso pacote de incentivos providenciado pelo governo local.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Greves paralisam obras do PAC

Maus tratos, superexploração, baixos salários e mortes revoltam e levam quase 100 mil trabalhadores a cruzarem os braços

Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas

Uma onda de greves se espalhou pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todas as regiões do país. No total, o número de trabalhadores que cruzaram os braços aproxima-se de 100 mil.


O tema ganhou maior evidência a partir dos episódios ocorridos nas obras de construção da hidrelétrica do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), em Rondônia, onde 35 mil trabalhadores levantaram-se contra uma situação de total humilhação, desrespeito e superexploração.


No Ceará, nas obras da refinaria do Pecém, aproximadamente seis mil cruzaram os braços e exigem melhores condições de trabalho, enquanto outros 40 mil pararam suas atividades e realizaram protestos nas obras da refinaria Abreu e Lima e no pólo petroquímico em Suape, no estado de Pernambuco (leia ao lado). Em Caraguatatuba, litoral de São Paulo, são aproximadamente três mil em greve, entre trabalhadores das obras e petroleiros da Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) da Petrobras.


A última reação dos trabalhadores aconteceu nas obras da hidrelétrica de Mato Grosso do Sul onde, após um segurança agredir um trabalhador e atirar dentro do canteiro, houve manifestações que tiveram como consequência a queima de vários alojamentos.

JBS é 2ª empresa mais globalizada da América Latina, mostra ranking

Grupo, no entanto, ocupava primeira posição em 2010


O grupo brasileiro JBS é a segunda empresa mais globalizada da América Latina, com índice de 78,18, segundo ranking da revista AméricaEconomia. A companhia fica atrás apenas da chilena Brighstar, com 78,23. Em 2010, no entanto, a brasileira ocupava o primeiro lugar.

Entre as dez primeiras empresas do ranking, estão outras duas brasileiras: a mineradora Vale, em 9º lugar, e a construtora Norberto Odebrecht, em 10º.

De acordo com a pesquisa, as empresas brasileiras se voltaram ao mercado interno, o que reduziu o ritmo de internacionalização. Com isso, as empresas brasileiras perderam posições: a Vale recuou duas posições em relação ao ranking de 2010, enquanto a Embraer caiu da 18ª para a 30ª posição; e a Weg, da 24ª para a 34ª.

O ranking considera a quantidade de países e diferentes regiões do mundo nos quais a empresa tem operações. A metodologia mede ainda a globalização dos ativos, dos investimentos e dos recursos humanos das empresas, levando em consideração a porcentagem total destes que está fora de seu país de origem.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Atividade de mulheres da construção civil de Belém debate a importância da organização

Operárias inauguraram sala da secretaria de mulheres do sindicato

Marcela Azevedo, do Movimento Mulheres em Luta e da Secretaria de mulheres do PSTU

Imagem da cena do evento de mulheres


• Como já é tradição, as operárias da construção civil de Belém atenderam ao chamado do sindicato para participar da atividade de mulheres em comemoração ao dia 8 de Março, Dia Internacional de Luta da Mulher. O debate aconteceu no último dia 18 e contou com a participação de 45 trabalhadoras da categoria, além de alguns convidados como companheiras da Associação dos Funcionários da Funpapa, representante do MTST , o Movimento Mulheres em Luta e alguns companheiros dos canteiros de obras mais próximos.

Iniciamos a noite com o debate “O papel da mulher operária na sociedade capitalista”. A professora da UFPA e participante do Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas, Socorro Aguiar, ressaltou o papel importante que cumpriram as mulheres em geral e as operárias na revolução do Egito, nas mobilizações da Europa e o papel que cumprirá a secretaria de mulheres do sindicato da construção civil na organização das mulheres de outras categorias, na cidade.

Deusarina Santos, a Deusinha, coordenadora geral do sindicato, colocou a realidade das mulheres nos canteiros de obras e chamou as companheiras a se organizarem para a luta. “Temos um governo de uma mulher (Dilma), mas ela não vai representar a nós trabalhadores, porque em dois meses já mostrou com o aumento absurdo do salário mínimo e com a proposta de uma nova reforma da previdência que não esta preocupada com a mulher trabalhadora. Por isso, nosso único caminho é a organização e a luta”, afirmou deusinha.

Cleber Rabelo, da executiva da CSP-Conlutas e militante do PSTU, saudou a atividade e parabenizou as mulheres da categoria pela garra e coragem e disse ainda que “o sindicato tem grande responsabilidade de tocar as lutas específicas das companheiras junto com a secretaria de mulheres, porque hoje é impossível a classe trabalhadora ser vitoriosa sem a participação das mulheres”.

Após esse momento foi realizada a inauguração da sala da secretaria de mulheres. Uma onda de emoção e euforia tomou conta do auditório, pois a sala leva o nome de uma das mais antigas operárias da categoria, exemplo de mulher trabalhadora e guerreira – “Tia Maria”. Após receber a notícia e fazer a inauguração da sala, Tia Maria disse estar muito feliz com a homenagem e muito honrada de representar uma categoria lutadora como as mulheres da construção civil.

A secretaria de mulheres do sindicato foi encaminhamento do I Encontro de Mulheres Trabalhadoras da Construção Civil de Belém, que aconteceu em agosto de 2010, e se torna um importante instrumento de luta e organização de mulheres no estado. A consequência do movimento construído por operarias é de grande qualidade e serve de exemplo e incentivo para todas as outras categorias.

PE: Trabalhadores de Suape tem reivindicações garantidas

Terminou nesse dia 30 a greve dos trabalhadores da construção civil de Suape, em Pernambuco


PSTU-PE


• Nesse dia 29, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou a greve ilegal. Isso permite que a patronal faça o desconto dos dias parados. Será realizada uma negociação entre a patronal, o sindicato, a Federação e Confederação dos trabalhadores da construção civil e, principalmente, a comissão de empregados das empresas. Com isso, a categoria voltou ao trabalho na perspectiva do abono das faltas.

De toda forma, neste processo foram concedidas as duas reivindicações ainda pendentes de uma pauta com 13 itens. Com isso, o valor da cesta básica passou de R$ 80 para R$ 160 e o pagamento das horas extras aos sábados de 70% para 100%.

Além da vitória econômica, a greve constitui uma vitória política, pois foi garantida a estabilidade por um ano da comissão de empregados da CONEST (consócio responsável pelas obras na refinaria), principalmente após o ataque de um dos seguranças do SINTEPAV, em que um operário levou um tiro. Isso repercutiu negativamente, ocasionando o repúdio dos trabalhadores e, dessa forma, a direção do sindicato não se arriscou mais a participar das assembleias.

A mobilização teve o apoio desde o início da CSP-Conlutas de Pernambuco e do MLP (Movimento de Lutas Populares). Em seguida somaram-se a federação e confederação e Comissão de Base dos trabalhadores que passaram a conduzir a luta. O companheiro Hélio Cabral foi o responsável pela CSP-Conlutas e teve forte atuação nas assembleias, reuniões e piquetes. Nesta última assembleia, ele lembrou a importância da unidade das entidades e responsabilizou a Petrobrás e o Governo Federal pela situação de miséria que vive os operários. Também enfatizou a necessidade da organização de base como principal instrumento para mobilização dos trabalhadores.

Hélio destacou ainda a importância da participação da CSP-Conlutas na reunião nacional com as centrais sindicais, o governo e as empresas de construção civil, em que foi exigido o atendimento das reivindicações dos trabalhadores. Esta reunião aconteceu no dia 29 e teve como pauta as revoltas dos trabalhadores da construção civil nos principais canteiros de obras do PAC.

A greve acabou, mas a luta em Suape continua. É preciso resolver o impasse do desconto dos dias parados e também buscar o cumprimento do acordo dos outros itens (hora intinere, desvio de função entre outros). Além disso, é preciso garantir a estabilidade para as demais comissões, mas para isso será fundamental o fortalecimento das mesmas. As Comissões de Base já marcaram reunião e contarão com a presença da CSP-Conlutas.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dez empresas são escolhidas para encontro de Dilma e Obama

Dez empresas brasileiras foram escolhidas para o encontro de cúpula entre a presidente Dilma Rousseff e seu colega dos EUA, Barack Obama.

São as seguintes as empresas: Aracruz, Camargo Corrêa, Coteminas, Cutrale, Embraer, Gerdau, Odebrecht, Stefanini, Vale e Votorantim.

O encontro dos CEOs dessas empresas com Dilma e Obama será em Brasília, no dia 19 deste mês, um sábado, na sede do Ministério das Relações Exteriores, o Palácio do Itamaraty.

Antes, os altos executivos brasileiros terão um encontro entre si, num jantar no dia 18. Estarão também presentes 10 executivos de empresas dos EUA, entre outras, Citibank, Coca-Cola, GM, Intel e Motorola.

Chama a atenção entre as empresas brasileiras a presença da Stefanini, que atua na área de TI (tecnologia da informação). É a menos conhecida entre as 10 convidadas.

A coordenação do grupo brasileiro está por conta da Coteminas, comandada por Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Nas discussões preparatórias para o evento, ontem (1.mar.2011) em Brasília, diplomatas manifestaram preocupação com uma possível retórica anti-China que pode dominar o encontro.

A China é vista como a grande adversária comercial de empresas brasileiras e norte-americanas. Os diplomatas não querem que o encontro com os presidentes dos dois países se torne um muro de lamentações contra a concorrência asiática.

A expectativa é que os empresários divulguem acordos de cooperação e investimentos em ambos os países. Também deve haver algum anúncio do Eximbank (agência dos EUA que financia o comércio internacional) para incentivar o comércio bilateral.

Leia aqui.