quinta-feira, 27 de outubro de 2011
ANEL: 10% do PIB para educação pública Já!
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ANEL
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Fundição Tupy - Fábrica no Exterior
Publicada em 2011-09-29
Fábricas no exterior
A Fundição Tupy examina “com atenção” fazer investimentos em unidades industriais no exterior. Maior fornecedora de blocos e cabeçotes de motor para os Estados Unidos, a exportação representa 47% de suas vendas, principalmente para montadoras norte-americanas. Fernando Rizzo, vice-presidente de vendas e marketing, admitiu ao jornal “Valor” que alguns clientes internacionais “sentem-se mais seguros” em comprar de fornecedores com fábricas que estejam mais próximas. Por não ter unidades industriais fora do país e toda sua produção ser feita em Joinville e Mauá (SC), a exportação para os Estados Unidos demanda uma média de 300 contêineres por semana.
A Fundição Tupy examina “com atenção” fazer investimentos em unidades industriais no exterior. Maior fornecedora de blocos e cabeçotes de motor para os Estados Unidos, a exportação representa 47% de suas vendas, principalmente para montadoras norte-americanas. Fernando Rizzo, vice-presidente de vendas e marketing, admitiu ao jornal “Valor” que alguns clientes internacionais “sentem-se mais seguros” em comprar de fornecedores com fábricas que estejam mais próximas. Por não ter unidades industriais fora do país e toda sua produção ser feita em Joinville e Mauá (SC), a exportação para os Estados Unidos demanda uma média de 300 contêineres por semana.
Líder
A Tupy é uma das cinco maiores fundições do mundo e a maior da América Latina. O jornal “Valor” colocou a empresa joinvilense em segundo lugar entre as multinacionais brasileiras no setor de metalurgia e siderurgia, abaixo apenas do Grupo Gerdau.
Luiz Veríssimo. Jornal Notícias do Dia.
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Tupy
sábado, 3 de setembro de 2011
Ações da Hering e da BR Malls entram em nova versão do Ibovespa
DE SÃO PAULO
Termômetro por excelência do mercado brasileiro de ações, o índice Ibovespa vai incluir as ações ordinárias da fabricante de vestuário Hering e da administradora de shoppings centers BR Malls em sua nova versão, que passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira, até o final deste ano.
A chamada carteira teórica de ações que compõe o Ibovespa, portanto, passa a carregar 68 ativos de 63 empresas. Pela metodologia para compor esse índice, esses papéis respondem por mais de 80% do giro financeiro diário da Bolsa.
A nova versão do índice, no entanto, não altera o quadro das ações de maior peso no cálculo do Ibovespa: Petrobras, Vale, OGX, Itaú-Unibanco e BM&FBovespa.
A chamada carteira teórica de ações que compõe o Ibovespa, portanto, passa a carregar 68 ativos de 63 empresas. Pela metodologia para compor esse índice, esses papéis respondem por mais de 80% do giro financeiro diário da Bolsa.
A nova versão do índice, no entanto, não altera o quadro das ações de maior peso no cálculo do Ibovespa: Petrobras, Vale, OGX, Itaú-Unibanco e BM&FBovespa.
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Hering
Urich Kuhn é reeleito presidente do Sintex
O empresário Ulrich Kuhn, que foi reeleito presidente do Sintex |
O empresário Ulrich Kuhn foi reeleito presidente do Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau). O processo eleitoral, que aconteceu no dia 20 de junho, contou com o consenso dos associados à entidade, que elegeram uma chapa única. Com a votação, o mandato de Kuhn se estende até 31 de julho de 2014.
Com vasta experiência no setor têxtil, Ulrich já passou pelo comando de empresas como Artex, Karsten e Hering. No Sintex, o líder foi eleito pela primeira vez em 1984, desde então, vem mantendo a liderança da entidade com propostas para fortalecer o reconhecimento das indústrias da região de Blumenau (SC).
Na continuação de seu mandato, Kuhn tem como pleito um trabalho de continuidade do que já vem sendo feito pelo Sintex. “Vamos manter nossas ações em busca do crescimento de nosso importante polo têxtil e de ampliar a área de atuação dentro sindicato”, afirmou Ulrich Kuhn.
Em relação ao cenário atual e às perspectivas do futuro do setor têxtil, o empresário s e mantém confiante. “O Brasil corre risco de desindustrialização por causa da combinação entre novas possibilidades de mercado e crises de instabilidade financeira internacional, mas isso não é problema de produção e faturamento interno. Temos potencial para que isso não aconteça”, destacou. “Um dos fatores que colaboram para isso aconteça é o custo para se produzir no País. Além da alta taxa de câmbio da moeda local”, completou.
Sobre o Plano Brasil Maior, política industrial lançada em agosto pela presidente Dilma Rousseff para aumentar a competitividade de diversos setores, Ulrich se mostra otimista, porém moderado. “A grande virtude desse projeto é a abertura de novas discussões sobre as demandas da indústria nacional. É um grande passo de uma longa caminhada. Ainda temos muito que fazer”, pondera.
Já quanto à confiança empresarial dos industriais do Sul, ele alerta que já não é a mesma de anos anteriores. “Hoje estamos inseguros com o cenário internacional, que acaba impactando em nossas vendas e compras de matérias-primas. Já fomos mais confiantes”, conclui.
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SINTEX
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Crise reduz empregos nas fábricas
Renata Moura e
Sara Vasconcelos
Editora de economia e Repórter
http://tribunadonorte.com.br/noticia/crise-reduz-empregos-nas-fabricas/193516
Sara Vasconcelos
Editora de economia e Repórter
http://tribunadonorte.com.br/noticia/crise-reduz-empregos-nas-fabricas/193516
A indústria têxtil e de confecções praticamente não deverá contratar este ano no Rio Grande do Norte, embora o segundo semestre seja conhecido como período típico de captação de mão-de-obra para reforçar a produção, com vistas no final do ano, a época mais aquecida para o consumo. A concorrência com o produto importado de países como China e Índia - com preços mais baixos - é apontada pelo setor como causa para o momento de crise que, segundo o Sindicato da Indústria do Vestuário no Estado (Sindvest/RN), já foi responsável pela demissão de quase 3 mil trabalhadores. O número representa 17,64% da força de trabalho que havia no setor até dezembro de 2010, um contingente estimado em 17 mil pessoas.
ana silva
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que os costureiros foram os principais alvos dos cortes até junho
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Coteminas
Fábrica de motores elétricos Weg investe R$ 186 milhões e se instala em Linhares
Investimento total será de R$ 186 milhões no município de Linhares (ES)
Inicialmente, serão produzidos 9 mil motores por dia. Gradualmente, a capacidade produtiva da empresa deve aumentar.
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Weg
Cremer transfere seu centro de distribuição de São Paulo para Jundiaí
A Cremer S.A, empresa que trabalha com produtos médicos hospitalares, vai transferir seu centro de distribuição da cidade de São Paulo para Jundiaí. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro Nunes Filho, e o assessor Roberto Pellizzer, receberam para o anúncio, o diretor da empresa, Paulo Roberto Andrade, nesta terça-feira (23). A empresa de capital aberto na Bovespa trabalha com produtos para hospitais, farmacêuticos, industriais e é maior empresa de produto dental do país. Com investimento de R$ 2 milhões em Jundiaí, a Cremer vai gerar em torno de 50 novos empregos, em um galpão com área de 7,2 mil m2, localizado na região do condomínio logístico do FazGran. De acordo com Andrade, a empresa vai trazer, além da distribuição dos produtos da Cremer, outras três empresas. “Trazemos a Topz, Embramed e PSimon, empresas que foram adquiridas ou contam com contratos estratégicos com a Cremer, reunindo todo o centro de distribuição em Jundiaí. As atividades estão previstas para iniciar em setembro e, até o final deste ano, o CD deve faturar cerca de R$ 35 milhões por mês”, explicou o diretor. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, o anúncio da chegada da Cremer é mais uma vitória para o município. “Mais uma empresa de grande porte que se instala em Jundiaí, oferecendo novos empregos para a população. Mais um motivo para comemorarmos”, afirmou. A escolha de Jundiaí pela Cremer foi a facilidade logística oferecida pelo município. “Fizemos um mapeamento de várias cidades do Brasil em termos de centro de gravidade logístico e Jundiaí se destacou como a melhor opção para a distribuição dos nossos produtos”, explicou o diretor da Cremer, Paulo Roberto Andrade. | ||
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Cremer
WEG embarca na corrente dos negócios em Óleo e Gás
WEG fornece motores e alternadores para sondas de perfuração na bacia do rio Solimões, no Amazonas
Há uma década, a WEG fornece equipamentos para empresas de perfuração onshore (em terra) do segmento de petróleo e gás. Tal experiência a credenciou para uma nova e importante parceria, desta vez com a Integrated Drilling Equipment Company (IDE Drilling), empresa responsável pelo projeto, produção, testes e comissionamento das sondas de perfuração onshore para a Tuscany International Drilling Inc. – multinacional canadense recém-instalada no Brasil, a serviço da empresa brasileira HRT O & G Exploração e Produção de Petróleo Ltda.
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Weg
Ação milionária contra a Weg
Ministério Público do Trabalho pede R$ 50 milhões por danos morais
Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, em Santa Catarina, contra a Weg Equipamentos Elétricos, de Jaraguá do Sul. O valor da indenização por danos morais coletivos pedido na ação chega a R$ 50 milhões.
O motivo é a contaminação da água consumida por funcionários do parque fabril 2, na rua Waldemar Grubba, no fim de maio deste ano. Segundo os laudos da época, feitos pela Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde e o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), foram encontrados coliformes fecais na água que saía dos bebedouros da empresa.
De acordo com a ação, 750 funcionários teriam apresentado quadro de diarreia, náusea, vômito, cólicas intestinais e febre. Ninguém precisou ser internado. Segundo o Hospital Jaraguá, as pessoas eram medicadas e, quando necessário, ficavam em observação por algumas horas, mas todas eram liberadas no mesmo dia.
Na época, uma nota oficial da empresa questionou esse número, dizendo que 530 pessoas teriam sofrido do problema. A mesma nota diz que o que ocasionou o problema foi uma falha no sistema de distribuição de água.
Além da indenização por danos morais, os procuradores do trabalho Guilherme Kirtschig, Thiago Milanez Andraus e Geny Helena Fernandes Barroso, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, cobram uma indenização por dano individual a cada um dos trabalhadores, vítimas da negligência.
O chefe de comunicação institucional do Grupo Weg, Caio Mandolesi, disse que a empresa ainda não tomou conhecimento da ação e que só vai se tomar alguma providência quando for notificada oficialmente.
O motivo é a contaminação da água consumida por funcionários do parque fabril 2, na rua Waldemar Grubba, no fim de maio deste ano. Segundo os laudos da época, feitos pela Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde e o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), foram encontrados coliformes fecais na água que saía dos bebedouros da empresa.
De acordo com a ação, 750 funcionários teriam apresentado quadro de diarreia, náusea, vômito, cólicas intestinais e febre. Ninguém precisou ser internado. Segundo o Hospital Jaraguá, as pessoas eram medicadas e, quando necessário, ficavam em observação por algumas horas, mas todas eram liberadas no mesmo dia.
Na época, uma nota oficial da empresa questionou esse número, dizendo que 530 pessoas teriam sofrido do problema. A mesma nota diz que o que ocasionou o problema foi uma falha no sistema de distribuição de água.
Além da indenização por danos morais, os procuradores do trabalho Guilherme Kirtschig, Thiago Milanez Andraus e Geny Helena Fernandes Barroso, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, cobram uma indenização por dano individual a cada um dos trabalhadores, vítimas da negligência.
O chefe de comunicação institucional do Grupo Weg, Caio Mandolesi, disse que a empresa ainda não tomou conhecimento da ação e que só vai se tomar alguma providência quando for notificada oficialmente.
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acidentes de trabalho,
Weg
Tupy investe R$ 264 milhões em 2011
Publicada em 2011-08-29
A Tupy prevê investimento de R$ 264 milhões para o ano de 2011. No primeiro semestre já foram investidos R$ 104,9 milhões. No momento, a empresa está ampliando a capacidade de produção no parque fabril de Joinville (SC) e deve concluir ainda este ano a reconstrução da unidade fundição C, que será destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores e que hoje já funciona parcialmente com uma linha. Também entrou em operação, na fundição B, nova linha de moldagem para peças automotivas.
Segundo a Tupy, seu parque fabril, em Joinville, além da realização de obras que visam melhorias ambientais e da construção da subestação de energia, que vai permitir à Tupy reduzir os custos com o consumo de energia e ganhar confiabilidade em relação ao abastecimento.
Com a capacidade produtiva hoje próxima de 100%, tanto em Joinville quanto em Mauá (SP), a empresa abriu no primeiro semestre mais de 800 novos postos de trabalho. O quadro de funcionários em atividade, em 30 de junho, somava 8.890 pessoas.
O balanço recém-divulgado mostra que a Tupy fechou o 1º semestre com receita operacional 20% superior à obtida em igual período do ano passado, no total de R$ 1,047 bilhão (R$ 874 milhões em 2010). As exportações foram responsáveis por 45% da receita.
Com área total de 1.208.000 m² e área construída de 230.417 m², o parque industrial de Joinville tem capacidade para 390 mil toneladas ao ano. Neste parque são desenvolvidos e produzidos blocos e cabeçotes de motores, outras peças para as indústrias automotiva,
ferroviária e de máquinas e equipamentos, além de conexões, granalhas e perfis. Em Joinville também está a Usinagem, responsável pelo acabamento de peças que seguem diretamente para a linha de montagem de clientes.
ferroviária e de máquinas e equipamentos, além de conexões, granalhas e perfis. Em Joinville também está a Usinagem, responsável pelo acabamento de peças que seguem diretamente para a linha de montagem de clientes.
Já a unidade de Mauá, no ABC paulista, tem área total de 100.000 m² e área construída de 36.000 m². A produção desta unidade é voltada ao setor automotivo e tem capacidade anual de 110 mil toneladas (com assessoria).
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Tupy
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Após seis meses, insurreição líbia derruba ditadura Kadafi
Presença da Otan e caráter conciliatório do governo provisório, porém, podem colocar tudo a perder
Diego Cruz
da redação
da redação
• Seis meses após o início da insurreição popular contra a ditadura de Muamar Kadafi, finalmente os rebeldes ocupavam as ruas da capital Trípoli nesse dia 21 de agosto. Ainda que Kadafi não tivesse sido encontrado e que combates estivessem sendo travados em alguns locais isolados da cidade, enquanto fechávamos esse texto a situação parecia já completamente definida.
Foi um desfecho rápido que surpreendeu a muitos. Nos últimos dias antes da queda da capital, os rebeldes tiveram um rápido impulso, avançando em poucas horas o que não conseguiram por meses. Com o apoio aéreo da Otan, conquistaram a cidade petrolífera de Brega, cujo controle havia mudado de mãos sucessivas vezes durante a guerra. Tomaram também a cidade estratégica de Zawiya, o que isolou a capital e as forças pró-Kadafi, enquanto outras cidades mais próximas também caíam e o cerco se acirrava.
Foi um desfecho rápido que surpreendeu a muitos. Nos últimos dias antes da queda da capital, os rebeldes tiveram um rápido impulso, avançando em poucas horas o que não conseguiram por meses. Com o apoio aéreo da Otan, conquistaram a cidade petrolífera de Brega, cujo controle havia mudado de mãos sucessivas vezes durante a guerra. Tomaram também a cidade estratégica de Zawiya, o que isolou a capital e as forças pró-Kadafi, enquanto outras cidades mais próximas também caíam e o cerco se acirrava.
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Internacional
sábado, 20 de agosto de 2011
Governador participa da inauguração da WEG em Linhares
A WEG S.A inaugurou, nesta sexta-feira (19), sua fábrica de motores elétricos em Linhares, no Espírito Santo. A solenidade contou com a presença do governador Renato Casagrande. O projeto da fábrica contempla investimentos de R$ 186 milhões e mil empregos diretos. Nesta primeira fase, foram investidos R$ 72 Milhões na construção de 20 mil metros quadrados. Cerca de 420 colaboradores já foram contratados.
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Weg
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Exportador têxtil e de calçados teme efeito da crise no mercado local
Em 2000, o Brasil exportou US$ 1,6 bilhão em calçados e US$ 629 milhões em confecções. Dez anos depois, esses valores caíram para US$ 1,4 bilhão e US$ 550 milhões. Como a perda de mercado externo foi particularmente intensa nos mercados ricos - EUA e Europa - e hoje eles representam uma ínfima parte da exportação brasileira, a perspectiva de nova crise internacional trouxe outra preocupação para os fabricantes nacionais - o arrefecimento do mercado interno e o aumento da concorrência externa no Brasil.
Empresas do setor têxtil, que ainda exportam pequena parcela de seu faturamento, não sentiram redução de encomendas, nem receberam cancelamento de pedidos externos. O momento, dizem, é de cautela. O período de encomendas de calçados de inverno no Hemisfério Norte começa em setembro e as indústrias, ao mesmo tempo em que se preparam para o impacto da crise na Europa e nos EUA sobre as exportações, também veem risco para os negócios no mercado interno.
De janeiro a junho deste ano, US$ 802 milhões foram exportados pelo setor têxtil brasileiro (incluindo confecções, tecidos e fios), enquanto o mercado mundial está caminhando para US$ 400 bilhões, informa Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) e membro do conselho da Hering.
Desses US$ 802 milhões, apenas US$ 140 milhões representam embarques de manufaturados. O restante envolve matérias-primas, como fios e tecidos. "Nunca fomos grandes, mas estamos cada vez menores", diz Kuhn.
Segundo ele, a Hering é um exemplo de todas as empresas têxteis de Santa Catarina. As exportações já significaram 30% do faturamento da companhia no início da década de 90, e hoje não são mais do que 1%. Além disso, o pouco ainda exportado se volta cada vez mais para os países vizinhos, onde a empresa tem franquias ou clientes que trabalham com a marca, em detrimento dos mercados americano e europeu, antes os principais destinos das vendas externas. "As exportações são importantes como visão de marca, mas como participação econômica são muito pequenas", diz Kuhn.
"Essa crise, se acontecer, não vai nos afetar em nada", avalia Marcello Stewers, vice-presidente da Teka, fabricante de itens de cama, mesa e banho de Blumenau. A empresa chegou a exportar 40% do faturamento em 2002, e em 2010 embarcou apenas 8,7% dele. Na previsão de Stewers, esse percentual chegará a 6,7% em 2011. "Com o câmbio derretido do jeito que está, não tem como ser mais do que isso."
Desde 2006, a Döhler, de Joinville, também de têxteis para o lar, focou o mercado nacional para driblar dificuldades de exportar. Nas décadas de 80 e 90, mais de 60% da produção era voltada para o mercado externo. Atualmente, menos de 10% vai para o exterior. Após a mudança, o faturamento vem crescendo, e a produção também.
Carlos Alexandre Döhler, diretor comercial da companhia, afirma que a empresa mantém seu programa de investimentos - uma nova tecelagem, tinturaria e fiação na cidade -, com o objetivo de voltar a exportar em cinco ou seis anos, e com a crença de que o mercado interno continuará forte no curto e médio prazos. "Iniciamos um ciclo muito difícil de ser interrompido. A própria necessidade gerada por esses novos consumidores vai exigir investimentos."
Como no setor têxtil, as encomendas de importadores são feitas com três a seis meses de antecedência e ainda não há como apontar mudança de cenário após as turbulências das últimas semanas. "Estamos apenas há alguns dias com mercado incerto. Em um mês, um mês e meio, teremos visão mais clara disso", diz Kuhn. "É muito cedo para falar de crise, temos que esperar", concorda Stewers.
Para Carlos Alexandre, da Döhler, a crise na economia europeia é realidade, mas as vendas da empresa já estão estagnadas no continente, porque quem está consumindo lá é o imigrante, o que seria como a classe D no Brasil. "Ele olha só o fator preço, aí tem que comprar produto chinês mesmo." Nos EUA, para onde a companhia também exporta, houve uma reorientação das vendas da classe B para a classe A, que continua comprando, mas em menores quantidades.
O setor de calçados também ainda não tem estimativas do tamanho dos possíveis danos, mas segundo o diretor comercial da West Coast, Rafael Schefer, as vendas domésticas podem ser afetadas em caso de restrição ao crédito ou de queda da confiança dos consumidores no mercado interno.
Para o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, com eventual redução do consumo na Europa e EUA, os fabricantes asiáticos também poderão redirecionar para o Brasil parte de suas exportações. Com isso, aumentaria a pressão sobre o fabricante nacional no mercado local.
De janeiro a julho, a importação de calçados do Vietnã, da Indonésia, da China e da Malásia cresceu 36,7%, para US$ 199,6 milhões, e representou 83,3% das compras externas do país no segmento. Em 2010, os importados supriram 3,7% do consumo do produto no Brasil, que totalizou 780 milhões de pares. Para 2011, a Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados prevê alta de 10% na demanda doméstica, ante 13% em 2010.
No cenário externo, a crise nos países desenvolvidos vai acrescentar um complicador adicional aos problemas enfrentados pelos exportadores, devido à valorização do real. "As vendas da próxima coleção de inverno para o Hemisfério Norte correm o risco de fracassar", admite o gerente de exportação da West Coast, John Schmidt.
Os pedidos para este período começam a ser feitos em outubro, para entrega em dezembro e janeiro. As encomendas para o verão europeu e americano terminaram em maio e foram atendidas até julho. Por enquanto, os distribuidores europeus e americanos ainda não sinalizaram com possíveis reduções das encomendas, mas o executivo afirma que a situação é de cautela. "A crise é um problema que se soma ao câmbio", diz.
De acordo com Schmidt, a Europa absorve cerca de 30% das exportações da empresa com sede em Ivoti (RS). Os EUA ficam com 4% dos embarques. A maior parte (48%) vai para a América Latina.
"A crise certamente terá algum impacto, porque abala a confiança dos consumidores dos países importadores", reforça Klein. Segundo ele, as empresas começarão a ter alguma ideia do tamanho do estrago a partir do mês que vem, quando começa a temporada de feiras setoriais nos EUA.
As exportações do setor nos sete primeiros meses do ano caíram 25,8% em volume, para 66,1 milhões de pares, e 13,7% em valor (US$ 777,1 milhões), em comparação com igual período de 2010. Os EUA seguem como o principal destino dos calçados brasileiros.
Fonte: Valor Econômico
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=52621
Empresas do setor têxtil, que ainda exportam pequena parcela de seu faturamento, não sentiram redução de encomendas, nem receberam cancelamento de pedidos externos. O momento, dizem, é de cautela. O período de encomendas de calçados de inverno no Hemisfério Norte começa em setembro e as indústrias, ao mesmo tempo em que se preparam para o impacto da crise na Europa e nos EUA sobre as exportações, também veem risco para os negócios no mercado interno.
De janeiro a junho deste ano, US$ 802 milhões foram exportados pelo setor têxtil brasileiro (incluindo confecções, tecidos e fios), enquanto o mercado mundial está caminhando para US$ 400 bilhões, informa Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) e membro do conselho da Hering.
Desses US$ 802 milhões, apenas US$ 140 milhões representam embarques de manufaturados. O restante envolve matérias-primas, como fios e tecidos. "Nunca fomos grandes, mas estamos cada vez menores", diz Kuhn.
Segundo ele, a Hering é um exemplo de todas as empresas têxteis de Santa Catarina. As exportações já significaram 30% do faturamento da companhia no início da década de 90, e hoje não são mais do que 1%. Além disso, o pouco ainda exportado se volta cada vez mais para os países vizinhos, onde a empresa tem franquias ou clientes que trabalham com a marca, em detrimento dos mercados americano e europeu, antes os principais destinos das vendas externas. "As exportações são importantes como visão de marca, mas como participação econômica são muito pequenas", diz Kuhn.
"Essa crise, se acontecer, não vai nos afetar em nada", avalia Marcello Stewers, vice-presidente da Teka, fabricante de itens de cama, mesa e banho de Blumenau. A empresa chegou a exportar 40% do faturamento em 2002, e em 2010 embarcou apenas 8,7% dele. Na previsão de Stewers, esse percentual chegará a 6,7% em 2011. "Com o câmbio derretido do jeito que está, não tem como ser mais do que isso."
Desde 2006, a Döhler, de Joinville, também de têxteis para o lar, focou o mercado nacional para driblar dificuldades de exportar. Nas décadas de 80 e 90, mais de 60% da produção era voltada para o mercado externo. Atualmente, menos de 10% vai para o exterior. Após a mudança, o faturamento vem crescendo, e a produção também.
Carlos Alexandre Döhler, diretor comercial da companhia, afirma que a empresa mantém seu programa de investimentos - uma nova tecelagem, tinturaria e fiação na cidade -, com o objetivo de voltar a exportar em cinco ou seis anos, e com a crença de que o mercado interno continuará forte no curto e médio prazos. "Iniciamos um ciclo muito difícil de ser interrompido. A própria necessidade gerada por esses novos consumidores vai exigir investimentos."
Como no setor têxtil, as encomendas de importadores são feitas com três a seis meses de antecedência e ainda não há como apontar mudança de cenário após as turbulências das últimas semanas. "Estamos apenas há alguns dias com mercado incerto. Em um mês, um mês e meio, teremos visão mais clara disso", diz Kuhn. "É muito cedo para falar de crise, temos que esperar", concorda Stewers.
Para Carlos Alexandre, da Döhler, a crise na economia europeia é realidade, mas as vendas da empresa já estão estagnadas no continente, porque quem está consumindo lá é o imigrante, o que seria como a classe D no Brasil. "Ele olha só o fator preço, aí tem que comprar produto chinês mesmo." Nos EUA, para onde a companhia também exporta, houve uma reorientação das vendas da classe B para a classe A, que continua comprando, mas em menores quantidades.
O setor de calçados também ainda não tem estimativas do tamanho dos possíveis danos, mas segundo o diretor comercial da West Coast, Rafael Schefer, as vendas domésticas podem ser afetadas em caso de restrição ao crédito ou de queda da confiança dos consumidores no mercado interno.
Para o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, com eventual redução do consumo na Europa e EUA, os fabricantes asiáticos também poderão redirecionar para o Brasil parte de suas exportações. Com isso, aumentaria a pressão sobre o fabricante nacional no mercado local.
De janeiro a julho, a importação de calçados do Vietnã, da Indonésia, da China e da Malásia cresceu 36,7%, para US$ 199,6 milhões, e representou 83,3% das compras externas do país no segmento. Em 2010, os importados supriram 3,7% do consumo do produto no Brasil, que totalizou 780 milhões de pares. Para 2011, a Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados prevê alta de 10% na demanda doméstica, ante 13% em 2010.
No cenário externo, a crise nos países desenvolvidos vai acrescentar um complicador adicional aos problemas enfrentados pelos exportadores, devido à valorização do real. "As vendas da próxima coleção de inverno para o Hemisfério Norte correm o risco de fracassar", admite o gerente de exportação da West Coast, John Schmidt.
Os pedidos para este período começam a ser feitos em outubro, para entrega em dezembro e janeiro. As encomendas para o verão europeu e americano terminaram em maio e foram atendidas até julho. Por enquanto, os distribuidores europeus e americanos ainda não sinalizaram com possíveis reduções das encomendas, mas o executivo afirma que a situação é de cautela. "A crise é um problema que se soma ao câmbio", diz.
De acordo com Schmidt, a Europa absorve cerca de 30% das exportações da empresa com sede em Ivoti (RS). Os EUA ficam com 4% dos embarques. A maior parte (48%) vai para a América Latina.
"A crise certamente terá algum impacto, porque abala a confiança dos consumidores dos países importadores", reforça Klein. Segundo ele, as empresas começarão a ter alguma ideia do tamanho do estrago a partir do mês que vem, quando começa a temporada de feiras setoriais nos EUA.
As exportações do setor nos sete primeiros meses do ano caíram 25,8% em volume, para 66,1 milhões de pares, e 13,7% em valor (US$ 777,1 milhões), em comparação com igual período de 2010. Os EUA seguem como o principal destino dos calçados brasileiros.
Fonte: Valor Econômico
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=52621
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