sábado, 17 de novembro de 2012

Mesmo com determinação da justiça, funcionários decidem manter greve em Suape

A decisão aconteceu após os funcionários serem reprimidos por policiais do Batalhão de Choque quando tentavam entrar em Suape para chamar os trabalhadores que já estavam nos postos de trabalho para participar da assembleia.

Mesmo com a greve sendo considerada ilegal pela justiça, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e Petroquímica Suape (PQS) decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (14), no Complexo de Suape, manter a paralisação até, no mínimo, a próxima segunda-feira (19). A decisão aconteceu após os funcionários serem reprimidos por policiais do Batalhão de Choque quando tentavam entrar em Suape para chamar os trabalhadores que já estavam nos postos de trabalho para participar da assembleia.


A confusão com o Batalhão de Choque aconteceu por volta das 7h15. Diante do fato de a justiça ter determinado que a greve era ilegal, alguns trabalhadores entraram nos postos de trabalho para iniciar a jornada. O Sindicato da categoria reuniu um grupo que pretendia entrar para chamar os funcionários que já estavam trabalhando para participar da assembleia do lado de fora. Quando estava a cem metros da portaria, o grupo foi reprimido pelo Batalhão de Choque, que lançou bombas de efeito moral e balas de borracha contra o grupo.

Revoltados com o tratamento da polícia, alguns trabalhadores saíram por conta própria e se uniram aos que já estavam do lado de fora e realizaram a assembleia, determinando a continuidade da greve até, pelo menos, segunda-feira.

Do JC Online



JornaldoCommercio - Greve em Suape


[TV JORNAL] Trabalhadores de Suape decidem continuar a greve


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Coteminas amplia prejuízo em 38% no 3º trimestre, para R$ 34,3 milhões

SÃO PAULO - A Coteminas encerrou o terceiro trimestre com prejuízo de R$ 34,3 milhões, 37,9% maior do que o resultado negativo registado no mesmo período de 2011. Se no ano passado, foi o mau desempenho das unidades colocadas à venda que derrubou o resultado, desta vez, as operações continuadas também terminaram no vermelho.

Os custos foram o principal vilão do trimestre, com alta de 40,8%, para R$ 431 milhões. A expansão foi maior que das receitas, que subiram 29,3%, para R$ 560,2 milhões no período. Com isso, o lucro bruto registrou alta de apenas 1,8%, para R$ 129,3 milhões, com queda de 6,2 pontos percentuais na margem bruta, para 23,1%.

Com alta de 11% nas despesas operacionais, para R$ 112,6 milhões, o lucro operacional (antes de juros e impostos) foi de R$ 16,6 milhões, queda de 35,1% na comparação anual.

Os gastos com variação cambial e pagamento de juros também pressionaram o resultado. As despesas financeiras quase triplicaram, passando de R$ 8,2 milhões para R$ 30,8 milhões. Com esse resultado, as operações continuadas registraram prejuízo de R$ 21,6 milhões, contra lucro de R$ 12,6 milhões um ano antes.

As operações descontinuadas, que englobam o resultado de ativos colocados à venda e são contabilizadas em uma linha a parte do balanço, tiveram resultado negativo em R$ 19,7 milhões, menos que o prejuízo de R$ 53,5 milhões contabilizados no terceiro trimestre de 2011.

A Springs Global, subsidiária da Coteminas e dona das marcas Artex, Santista e MMartan, registrou prejuízo de R$ 29,9 milhões, contra resultado negativo em R$ 63,6 milhões um ano antes.

Por Natalia Viri | Valor

Crescimento à paulista

A empresa Altenburg, fabricante catarinense do setor de cama, mesa e banho, inaugura hoje sua primeira loja em um shopping center. A unidade, no São Bernardo Plaza Shopping, no ABC paulista, é a quinta experiência da marca em uma operação própria de varejo. A Altenburg deu início a essas operações de venda direta ao consumidor em 2008, quando começou o e-commerce e também inaugurou sua primeira Altenburg Store, em Balneário Camboriú (SC). Outras três unidades foram abertas nos últimos anos na cidade de São Paulo. A inauguração em São Bernardo do Campo deve ser a única deste ano. A empresa previa chegar a 16 lojas em 2012, mas pisou no freio depois de se deparar com os altos preços dos imóveis - tanto nas locações nos shopping centers quanto nas lojas de rua - em São Paulo, região de maior foco desses negócios para a Altenburg.

À paulista I
De acordo com Gláucio Gil Braga, diretor comercial e de marketing, a empresa segue com o plano de ter um importante canal de varejo próprio no longo prazo, mas os altos custos das operações exigiram uma revisão do que havia sido traçado inicialmente para 2012. "Essa revisão é uma questão de cautela para buscarmos as melhores negociações e também por respeito ao próprio processo de aprendizado nessas operações", destacou. Para 2013, ainda não está definido o volume de aberturas de novas unidades. O plano de ter no futuro também um canal de franquias continua, mas só será tocado após a constatação firme de existir uma viabilidade nas operações de varejo próprio. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor de cama, mesa e banho no país, com aumento da concorrência chinesa, a Altenburg deve registrar crescimento do faturamento em relação a 2011 e fechar o ano com lucro, explicou Braga, sem revelar valores. As operações no varejo devem representar 8% do faturamento.


Leia mais em: http://www.valor.com.br/cultura/blue-chip/2902072/crescimento-paulista

Endividamento das famílias freia vendas a prazo no varejo, diz IBGE

RIO - A técnica de coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aleciana Gusmão, afirmou que o alto nível de endividamento das famílias registrado em agosto tem reflexo na decisão de compras de produtos no varejo que dependem de financiamentos.

Hoje, o IBGE informou em sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) que o volume de vendas no varejo brasileiro cresceu 0,3% em setembro, na comparação com agosto, já descontados os efeitos sazonais. Além disso, a Serasa divulgou pesquisa que mostra que a inadimplência do consumidor subiu 5% em outubro.

Segundo a especialista, móveis, microcomputadores, construção civil e veículos são os principais produtos que têm a demanda reduzida com o endividamento.

Aleciana destacou que a redução das vendas no varejo restrito em setembro em função do endividamento das famílias pode ser notado “principalmente” no grupo equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou queda de 9,2%, frente ao mês anterior.

“Essa queda se deve provavelmente ao endividamento das famílias, que em agosto atingiu o seu pico na série histórica segundo o Banco Central”. De acordo com o BC, o comprometimento da renda das famílias em agosto era de 22,4%. Ou seja, as famílias destinavam naquele mês, essa parcela de sua renda para pagamento de dívidas.

“Nos últimos meses a gente tem tido crescimento um pouco mais moderado [das vendas no varejo], comparado com o histórico da série”, disse Aleciana.

De acordo com a especialista do IBGE, o crescimento "moderado" de 0,3% das vendas no varejo restrito em setembro provavelmente foi influenciado pela antecipação das vendas de móveis e eletrodomésticos em agosto, quando estava marcado o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), posteriormente prorrogado pelo governo.

Móveis e eletrodomésticos registraram queda no volume das vendas de 1,5%, frente ao mês anterior. Em agosto, o mesmo grupo havia apresentado alta de 1,1%, frente julho. O mesmo ocorreu com veículos, cujas vendas caíram 22,6%, depois de alta de 8% em agosto.

O aumento das vendas no varejo restrito só não foi menor devido à alta das vendas nos super e hipermercados, que apresentam crescimento apesar da inflação dos alimentos estar em nível elevado, segundo Aleciana.

(Marta Nogueira | Valor)

Setor têxtil e de confecção continua com produção negativa

Amargando há meses a perda de competitividade, o segmento têxtil e de confecção segue com sua produção em baixa, mesmo no período sazonal de maiores vendas. O setor, contudo, continua contribuindo para conter a inflação, segurando os seus preços.

As medidas de estímulo ao crescimento adotadas pelo governo ainda não surtiram efeito e a produção do setor têxtil e de confecção continua caindo. Em setembro, o primeiro registrou queda de 4,04%, em comparação ao mesmo mês de 2011. No segundo, a retração foi ainda maior, 9,28%. Ambos tiveram redução bem acima da média da indústria de transformação, que foi de 3,78%.

Independentemente dos problemas de competitividade, de janeiro a setembro, o Índice de Preço ao Produtor (IPP) do setor têxtil foi de 2,71%, e do segmento de confecção de 5,92%. Em ambos os casos, a variação ficou abaixo da média da indústria de transformação, que foi de 6,35%.

Das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, os setores têxtil e de confecção foram os que apresentaram a menor influência no aumento total do IPP da indústria de transformação, com 0,06 e 0,07 p.p. (pontos percentual). "Os números evidenciam que o nosso setor, tradicionalmente, é o que mais contribui para segurar os preços e conter os índices inflacionários, até porque não há como repassar custos quando se compete com importações asiáticas", diz Alfredo Bonduki, presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo).

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Greve dos operários em Belo Monte se intensifica nos canterios de obras e chega ao terceiro dia

Passava do meio-dia e os canteiros de obras da maior obra do PAC ainda estavam sob fortes protestos dos operários, nesta segunda-feira (12).

A revolta que se iniciou no sábado à tarde, por volta das 16 horas, no Sítio do Pimental, espalhou-se rapidamente e tomou conta do principal canteiro, o Sítio Belo Monte, onde será construída a principal casa de força da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

“Não deixamos nem o sindicato terminar de falar, e expulsamos aqueles ´traíras` do canteiro”, disse um operador de máquina relatando o momento exato de explosão da greve.

A paralisação ocorreu em decorrência do apoio do SINTRAPAV (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado do Pará) à proposta do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte).

Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelo CCBM era de aumento de 11% para carteiras assinadas com teto de até R$1.500,00;  6% para os que ganham de R$ 1.500,00 até R$ 3.000,00;  e 4% para os que ganham acima de R$ 3.000.00. Já a baixada (período de visita à família) seria distribuída da seguinte forma: manutenção aos novatos de seis meses, aos de segunda baixada quatro meses e aos de terceira baixada de três meses, além do vale alimentação que aumentaria de R$ 110,00 reais para R$150,00.

No entanto, segundo os trabalhadores, a proposta do CCBM não atende todas as reivindicações. Avança muito pouco sobre a baixada e aumento real de salário, chegando ao ponto de ficar abaixo da inflação para os trabalhadores que recebem acima de R$3.000,00. Além disso, os operários questionam o apoio continuo do sindicato às medidas do Consórcio.

O CCBM não atende também propostas dos  trabalhadores, entre as quais a instalação de lavandeiras dentro dos alojamentos, já que os trabalhadores sofrem com a falta de máquinas de lavar; a instalação de torres de telefonia de outras operadoras para quebrar o monopólio da operadora OI, na qual os trabalhadores ficam impedidos de ligar a uma longa distância pagando pouco; a baixada para o profissional e para o ajudante (hoje em dia apenas o profissional tem direito a baixada); a baixada de avião para qualquer distância, já que o CCBM pensa em impor a viagem de ônibus àqueles operários que moram até 1.500 km de distância; a equiparação salarial, pois há diferenças salariais para a mesma profissão, entre outras reivindicações.

A medida tomada pelo Consórcio foi de efetuar folga coletiva para os mais de 17 mil operários ainda na segunda-feira. “Tá todo mundo indo para casa, estão mandando a gente de `pau velho´ [expressão utilizada pelos operários para se referir a ônibus coletivos urbanos em estado precário] mais de 500 km de distância em estrada de chão com R$ 200 para ir e depois voltar”, disse revoltado um operário.

Os trabalhadores estão sendo transportados em estado de emergência, em péssimas condições, para as cidades de Tucuruí e Marabá, cuja distancia é de cerca de 500 km. A medida visa esvaziar os canteiros e a cidade, temendo novos protestos.

Para a CSP-Conlutas faltou maior comprometimento do Sintrapav  com os operários e com a própria campanha salarial. Desde o começo a Central alertava para a necessidade de haver um debate amplo, decidido por todos os trabalhadores. Entretanto, o sindicato se negou a fazer assembleias onde os trabalhadores decidissem sobre qual reajuste salarial queriam negociar com o CCBM, deixando os operários a própria sorte para arrancar um aumento digno.

O papel do Governo Federal – Dilma (PT) -, não é diferente, se omite severamente sobre a necessidade de valorizar os trabalhadores das grandes obras do PAC. Após os erros cometidos nas obras da Usina Hidrelétrica de Jiral (RO), o governo erra novamente em Belo Monte. As péssimas condições de trabalho aliadas aos baixíssimos salários tem se tornado um forte tempero capaz de causar grandes explosões  Brasil afora nas obras de grande porte do governo federal.

Por Emiliano de Oliveira, Altamira (PA).
www.cspconlutas.org.br

Belo Monte em Chamas




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

20.000 trabalhadores da Ford em protesto na Bélgica

Ordens de despejo congeladas na Espanha







SAS e o plano para sobreviver: demitir 6000 e cortar salários

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Juiz aceita pedido da Teka para recuperação

BLUMENAU - A Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela Teka. A decisão foi dada pelo juiz titular da 2ª Vara Cível de Blumenau, Osmar Tomazoni, na quinta-feira. O advogado Anderson Onildo Socreppa, de Caçador, acabou nomeado para ser o administrador judicial da empresa. O plano de recuperação deverá ser apresentado no prazo de 60 dias, contados da publicação da decisão.

O presidente da Teka, Marcelo Stewers, recebeu a notícia com entusiasmo, assim como toda a diretoria da empresa. Para ele, a decisão do juiz foi “das mais sensatas e inteligentes, uma vez que dará condições da Teka resolver os problemas financeiros, pagar credores e funcionários e voltar a operar como sempre ocorreu nos últimos 86 anos”.

– Começamos a pensar no plano de recuperação hoje (sexta). Já tivemos algumas ideias e vamos colocá-las no papel – indicou.

A Teka tem, segundo os documentos apresentados à Justiça, R$ 458,7 milhões em contas a pagar. O plano de recuperação, após aprovado, tem dois anos para ser colocado em prática. Se, depois deste tempo, a empresa não se recuperar, cabe aos credores definir pela falência ou a continuidade dos negócios. O pedido foi feito à Justiça em 26 de outubro.

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