quinta-feira, 31 de maio de 2012

Unificação da alíquota para importados pode causar 10 mil demissões na região de Itajaí

Governo e iniciativa privada reuniram-se segunda-feira para traçar estratégias contra os prejuízos

Uma tempestade se aproxima, com hora marcada para despencar. A unificação da alíquota de ICMS em 4% para produtos importados em transações interestaduais, aprovada pelo Senado em abril, ameaça os bons ventos que vinham impulsionando a economia catarinense. As estimativas mais pessimistas preveem a debandada de centenas de empresas e cerca de 20 mil pessoas desempregadas em todo o Estado -10 mil somente na região de Itajaí.

Governo e iniciativa privada reuniram-se segunda-feira, em Florianópolis, com objetivo de traçar estratégias para aumentar a competitividade dos portos e segurar as empresas no Estado. Na pauta do dia, preços mais atraentes e agilidade nos processos de importação.

Um decreto do governador Raimundo Colombo definiu um grupo de trabalho, com representantes de todos os setores envolvidos, que terá 30 dias para definir ações. Por enquanto, o que se sabe é que o ataque terá que ocorrer em várias frentes.

Logística terá que ser reforçada com melhorias na infraestrutura 

Hoje, a logística é a principal vantagem dos portos catarinenses em relação ao Porto de Santos, maior beneficiado pelas novas regras por estar mais próximo dos grandes centros consumidores. E pode estar na eficiência o caminho para evitar o desaquecimento do mercado.

— Os portos de São Paulo estão congestionados e a liberação das cargas pode demorar o dobro de Itajaí, por exemplo. Este será nosso diferencial, a qualidade do serviço — diz Eclésio da Silva, presidente do Sindicato das Agências Marítimas no Estado.

Para Newton Oliveira Junior, diretor do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior de Santa Catarina (Sinditrade), a palavra de ordem, a partir de janeiro de 2013 - quando passam a valer as novas regras - terá que ser agilidade:

— É a única forma de ganharmos em competitividade.

A logística terá que ser reforçada com melhorias na infraestrutura e no setor portuário, que, de acordo com a reunião de ontem, deverão ficar a cargo do governo do Estado, financiadas pelo BNDES. Caberá ainda ao governo estadual a cobrança de obras de responsabilidade do governo federal, como a duplicação da BR-470 e a conclusão da Via Expressa Portuária de Itajaí, essenciais para dar mobilidade às cargas.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Governo define que classe média tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019

O governo brasileiro já tem uma nova definição para a classe média brasileira. Considerando a renda familiar como critério básico, uma comissão de especialistas formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República definiu que a nova classe média é integrada pelos indivíduos que vivem em famílias com renda per capita (somando-se a renda familiar e dividindo-a pelo número de pessoas que compõem a família) entre R$ 291 e R$ 1.019.

"Quem tiver renda per capita nesse intervalo será considerada classe média", disse Ricardo Paes de Barros, secretário de Ações Estratégicas da SAE, na noite desta terça-feira, em São Paulo. Segundo ele, a definição de classe média foi finalizada após análises de propostas com mais de 30 alternativas, feitas em quatro reuniões da equipe técnica da secretaria e mais duas da equipe de avaliação.

Dentro dessa definição, a comissão dividiu a classe média em três grupos: a baixa classe média, composta por pessoas com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média classe média, com renda compreendida entre R$ 441 e R$ 641 e a alta classe média, com renda superior a R$ 641 e inferior a R$ 1.019.

"Isso é um ativo para a sociedade brasileira. A classe média do País representa mais da metade da população. Tendo uma definição padrão, que seja aceita por todo mundo, isso vai facilitar muito toda a discussão sobre o que pensa, o que quer, o que espera, o que faz e qual o padrão de consumo dessa nova classe média", disse Barros.

Segundo a comissão, para chegar a essa definição a secretaria levou em consideração o padrão de despesa das famílias e os gastos com bens essenciais e supérfluos. Também foi usado como critério o grau de vulnerabilidade, ou seja, da probabilidade de retorno à condição de pobreza.

Após a definição, a comissão estuda agora aplicar políticas públicas voltadas para essa classe média. A ideia é fazer com que se diminua a rotatividade de emprego entre os trabalhadores formais, aumentando a capacitação profissional. "Queremos estimular relações de trabalho de mais longa duração", explicou.

Segundo Barros, além da qualificação dos trabalhadores, o governo também estuda promover políticas públicas que estimulem, por exemplo, a poupança. "Já estamos trabalhando em políticas de qualificação continuada para trabalhadores ocupados, expansão das possibilidades de microsseguros, educação financeira e outras políticas voltadas para os diferentes segmentos da classe média", disse.

De acordo com o ministro da SAE, Moreira Franco, a próxima etapa do trabalho da comissão será a de criar ferramentas que possam interagir e estimular o debate e a reflexão sobre essa definição. Uma das primeiras ferramentas será a criação de uma pesquisa chamada Vozes da Classe Média, que pretende fazer um levantamento sobre as aspirações e o comportamento das pessoas que fazem parte desse grupo social.

Agência Brasil

terça-feira, 29 de maio de 2012

Lucro líquido da Hering em 2011 chega a R$ 394,46 milhões

A Companhia Hering divulgou hoje seus resultados financeiros referentes ao ano de 2011, quando reportou lucro líquido de R$ 394,46 milhões, correspondendo a um avanço de 42,7% em relação ao ano precedente, quando havia somado R$ 276,5 milhões.

Nos três últimos meses de 2011, a empresa registrou alta de 4,4% nos ganhos na relação anual, com um montante de R$ 105,21 milhões.

A receita líquida da empresa atingiu os R$ 1,64 bilhão no ano, o que representa uma expansão de 33,4% ante 2010, que contabilizou R$ 1,23 bilhão no período.

O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações) da Hering subiu 42,7% no ano, com um volume de R$ 394,4 milhões.

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CIA HERING: Resultado do 1º Trimestre de 2012

A empresa registrou lucro líquido de R$ 70,2 M no 1T12, uma variação de -33,3% em relação ao 4T11 e aumento de 37,6% em relação ao 1° trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 326,0 M neste trimestre, 20,0% menor que o quarto trimestre de 2011, que foi de R$ 407,3 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 277,3 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 46,38% contra 50,97% no trimestre anterior e 46,60% no primeiro trimestre de 2011. Já a margem líquida ficou em 21,54% no primeiro trimestre de 2012 contra 25,83% no 4° trimestre de 2011.

Os ativos totais atingiram o saldo de R$ 1,1 B, acréscimo de 26,4% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 781,5 M neste trimestre, o que representou uma variação de 38,0% em relação ao saldo no 1° trimestre de 2011.

Neste período, a ação oscilou 45,26% contra 13,67% do Ibovespa, enquanto que o valor de mercado alcançou R$ 7,6 B contra R$ 4,8 B no 1° trimestre de 2011.


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Cia Hering tem lucro acima do esperado no 1º tri

SÃO PAULO, 25 Abr (Reuters) - A Cia Hering fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 70,2 milhões de reais, 37,6 por cento superior ao apurado no mesmo período do ano passado e acima do previsto pelo mercado.

A média de cinco previsões de analistas obtidas pela Reuters apontava lucro de 65,4 milhões de reais para a empresa no período.

Embora tenha antecipado, no início de abril, que as vendas nos três primeiros meses do ano ficariam abaixo do esperado pela própria companhia -impactadas por fatores climáticos e demanda ainda em recuperação-, a varejista viu sua receita líquida crescer 17,6 por cento ano a ano, para 326,6 milhões de reais.

O destaque, segundo a empresa, ficou por conta da marca Hering Kids, voltada ao público infantil, cujas vendas saltaram 32,9 por cento, o melhor desempenho entre as marcas no período.

Pelo conceito mesmas lojas, que considera aquelas em operação há pelo menos 12 meses, as vendas da rede aumentaram 4 por cento no trimestre passado.

"Em função do desaquecimento do mercado... fazendo com que nossos clientes permaneçam cautelosos nas suas apostas de compras, o desempenho de vendas da rede no primeiro trimestre permaneceu abaixo das expectativas da companhia", afirmou a varejista no balanço.

"Foi verificado fluxo mais baixo de consumidores nos shoppings e, além disso, março foi caracterizado por dias quentes, diferentemente do mesmo mês do ano anterior, cujas temperaturas mais baixas facilitaram a introdução da coleção de outono/inverno", acrescentou.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 90 milhões de reais entre janeiro e março, alta de 21,1 por cento na comparação anual, com a margem passando de 26,8 para 27,5 por cento.

De janeiro a março, os investimentos somaram 7,4 milhões de reais, sendo a maior parcela destinada às áreas industrial e de infraestrutura tecnológica.

A Cia Hering encerrou março com 535 lojas e reiterou a meta de abrir 75 unidades Hering Store e 20 Hering Kids este ano. Nos 12 meses até março, foram inauguradas 87 lojas.

(Por Vivian Pereira)
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Karsten e Altenburg planejam franquias e mais lojas próprias

Depois de lançarem algumas poucas unidades em caráter de teste, agora Karsten e Altenburg programam não só um aumento mais significativo de lojas próprias, como também já fazem os primeiros estudos para o lançamento de um canal de franquias.

A Karsten tem se mostrado mais adiantada no processo de franquias. Já há planos para começar esse projeto em 2013, mas o presidente da empresa, Alvin Neto, prefere ainda não dar detalhes sobre o investimento inicial para cada loja, área geográfica de maior interesse nem o valor de royalties ou perspectivas de faturamento. Mas afirma que este modelo será comercializado entre o fim de 2012 e início de 2013 e espera-se que daqui três a quatro anos a empresa tenha 25 lojas Trussardi entre próprias e franqueadas.

No fim do ano passado, o grupo Karsten abriu três lojas Trussardi em um modelo de parceria com clientes chamado de lojas em lojas. Nesta formato, há uma área dentro da loja do cliente que é exclusiva da marca Trussardi, com "check out" próprio. A operação é do cliente, mas a Karsten possui uma promotora Trussardi que acompanha o negócio e as informações de giro. As inaugurações ocorreram em Recife, Brasília e Florianópolis e há previsão de mais 12 lojas deste tipo neste ano, com uma meta de se chegar em até 50 em três anos.

Entre abril e maio, a Karsten dará outro passo no varejo, com inauguração de uma loja-conceito da Trussardi na capital paulista, criando a primeira loja monomarca, de fato, própria.

A busca pelo varejo vem aos poucos sendo o novo alvo das fabricantes do setor têxtil do ramo de cama, mesa e banho. O direcionamento busca a lucratividade e uma espécie de contraponto ao movimento do próprio varejo. Hoje, tanto o varejo de grande quanto o de médio porte já adquirem produtos manufaturados prontos na Ásia para vender em suas lojas no Brasil, deixando de comprar produtos da indústria nacional.

Na Altenburg, o projeto de franquias também avança e deve sair no médio prazo, mas o diretor comercial da empresa, Gláucio Braga, não dá detalhes. "O projeto está sendo estudado. Contratamos pessoas, mas está bem no começo. Hoje temos uma equipe estudando varejo e uma unidade de negócios voltada para isso".

Neste ano, a Altenburg programa a abertura de 16 novas lojas próprias, todas em São Paulo. Isso triplicaria o volume atual de lojas. No fim de 2011, a Altenburg já dava pistas do seu apetite maior pelo varejo ao inaugurar duas novas unidades na capital paulista, nos bairros de Moema e Itaim Bibi.
As novas lojas previstas devem seguir a ideia de inserção em bairros nobres e em shopping centers. "São Paulo tem bastante potencial e dá muita visibilidade para a marca. É a vitrine do Brasil", explica Braga sobre a opção de concentrar as novas lojas em um único Estado.

Em 2008, a Altenburg havia aberto uma loja-piloto em Balneário Camboriú (SC) para testes. Desde então vinha timidamente investindo nisso. Mas no ano passado, segundo Braga, houve uma revisão desses negócios e a empresa fechou 2011 com um total de quatro unidades: 3 em São Paulo e uma em Santa Catarina.

A revisão envolveu estudos sobre o modelo de loja, a variedade de produtos a ser ofertada e discussões sobre a localização, preços, entre outras. Dentre as diretrizes, o executivo explica que há preocupação de que os pontos de venda das lojas monomarcas estejam a uma determinada distância do varejo multicanal e que as lojas Altenburg tenham uma política "justa" de preços. Isto é, não vender mais barato do que varejo multimarcas. "É preciso ter um mark up (margem de lucro) dentro da realidade do mercado", diz Braga, considerando que a indústria também depende da existência do canal multimarcas para o seu faturamento. "Estamos indo com muito cuidado, pois a distribuição é importante nas lojas multimarcas. Para chegar a todos os pontos do Brasil você não faz isso só com pontos próprios e franquias".


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Cia. Hering segue rumo aos R$ 2 bilhões

A receita bruta da Cia. Hering atingiu em 2011 a cifra de R$ 1,64 bilhão, 33,4% maior que a registrada em 2010. O balanço foi divulgado ontem à noite em comunicado aos investidores. Pelo menos nos últimos quatro anos o crescimento da receita da empresa blumenauense fica entre 30% e 40%. Ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão em 2010 e pode ultrapassar os R$ 2 bilhões dois anos depois. O grande desafio agora é manter esse crescimento.

— A base vai aumentando e atingir esses índices é cada vez mais difícil — explica o diretor administrativo Carlos Tavares D'Amaral. Ao que tudo indica, só um fato novo na economia brasileira poderia afetar o desempenho da empresa este ano, algo que, pelo menos até agora, parece distante.

Na rede de lojas Hering Store, principal canal de distribuição da marca Hering, o crescimento das vendas atingiu os mesmo 33,4%. Em 2011 foram abertas 85 novas unidades (quase duas por semana), encerrando o ano com 432 unidades. Considerando apenas as lojas que estavam abertas em 2010, o crescimento nas vendas foi de 12,7%.

A aposta da empresa agora está na marca Hering Kids, cuja rede de lojas engatinha, com cinco unidades. Até o fim do ano devem ser abertas 20 lojas e o objetivo é alcançar, em alguns anos, a marca de 200 lojas.


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Speranzini se mantém entre as maiores construtoras do país

A blumenauense Speranzini repetiu o feito de 2010 e está no ranking das 100 maiores construtoras do país em 2011, elaborado pela ITC – Inteligência Empresarial da Construção. Em relação a 2010, a empresa caiu sete posições, passando de 77ª para 84ª, com 158,8 mil metros quadrados construídos. A maior construtora do país é a Gafisa, que ergueu 7,1 milhões de metros quadrados em 296 obras.



A construtora blumenauense está com 21 obras em andamento e 18 no papel. O empresário Nilton Speranzini diz que os problemas do ano passado, especialmente os relacionados à falta de mão de obra, aos poucos vão sendo solucionados. Só a burocracia não é vencida. A tradicional queixa sobre a demora na aprovação de projetos na prefeitura de Blumenau, recorrente entre as construtoras, permanece.

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Lucro da TEKA aumenta 182% no primeiro trimestre de 2012

Receita líquida da companhia cresce 16,3%. Investimento no varejo é um dos principais focos para os próximos meses.

Blumenau – A TEKA – Tecelagem Kuehnrich S/A (BMF&Bovespa: TEKA3, TEKA4), uma das maiores empresas do setor de cama, mesa e banho da América Latina, registrou no primeiro trimestre deste ano R$ 40,6 milhões de lucro líquido, um aumento de 182% em relação a igual período de 2011. Na mesma base de comparação, o EBITA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou crescimento de 155,2%, atingindo R$ 5,5 milhões nos acumulado dos primeiros três meses de 2012.

A receita líquida apurada pela companhia foi de R$ 65,9 milhões, um incremento de 16,3% sobre o primeiro trimestre do ano passado. A receita bruta aumentou 15,7%, para R$ 85,5 milhões, e o faturamento no mercado interno ficou em R$ 82,6 milhões, representando 93% do faturamento total da empresa.

“A evolução dos resultados da TEKA decorre, sobretudo, da normalização do custo do algodão e da efetivação do repasse nos preços dos produtos, associados a ações de reduções de custos e despesas financeiras em geral”, afirma Marcello Stewers, vice-presidente da companhia. Para os próximos meses, a TEKA tem o objetivo de colocar em prática as ações previstas no plano de negócios encomendado à KPMG (que será anunciado na segunda quinzena de maio). Uma das principais estratégias foi segmentar a atuação da companhia por meio de Unidades de Negócios, visando maior otimização, com foco nas marcas, produtos e novos canais, para gerar crescimento em vendas.

A partir do segundo semestre de 2012, a TEKA planeja inaugurar uma loja piloto no Shopping Park Europeu, em Blumenau (SC). “O investimento no varejo faz parte do novo foco da empresa, que deve implantar outros pontos de venda em diversas capitais brasileiras”, destaca Stewers. A expectativa da companhia é operar com lojas próprias e franqueadas.

A TEKA também está estudando a conversão de suas ações preferenciais em ordinárias ainda neste ano. O plano é um complemento às medidas operacionais e financeiras adotadas para sustentar o crescimento da companhia e para reformular as diretrizes do programa de Relações com Investidores, em linha com as melhores práticas de Governança Corporativa.

TEKA - Fundada em 1926, a TEKA é uma das maiores fabricantes de artigos de cama, mesa e banho da América Latina. Com atuação em todo o Brasil, a marca está entre as mais tradicionais do setor têxtil e prioriza a excelência de seus produtos e serviços como forma de fidelizar os clientes e criar valor aos acionistas. A companhia, que conta com cerca de 3500 colaboradores, possui um dos parques fabris mais modernos da América Latina, com quatro unidades localizadas nos municípios de Blumenau e Indaial, em Santa Catarina, e Arthur Nogueira e Itapira, em São Paulo, além de um centro de distribuição em Sumaré (SP).

Teka começa ano com números positivos


Depois de resultados negativos em 2011, a Teka respira bons ares com os números do primeiro trimestre do ano, divulgados para os investidores. O lucro líquido de janeiro a março foi de R$ 40,6 milhões. Ano passado houve prejuízo de R$ 49,2 milhões. A receita líquida foi de R$ 65,9 milhões, 16,3% maior que em 2011.

“A evolução dos resultados decorre, sobretudo, da normalização do custo do algodão e da efetivação do repasse nos preços dos produtos, associados a ações de reduções de custos e despesas financeiras em geral”, diz o vice-presidente da empresa, Marcello Stewers, no comunicado.

Para os próximos meses, a Teka coloca em prática as ações previstas no plano de negócios encomendado à KPMG, que será anunciado na segunda quinzena de maio. No segundo semestre, uma loja própria será aberta no Shopping Park Europeu. “O investimento no varejo faz parte do novo foco da empresa”, destaca Stewers.

Prejuízo em 2011 foi maior
No ano passado, a Teka registrou prejuízo de R$ 194,6 milhões, 40% maior que o prejuízo de 2010. Em 2011, a Teka registrou receita bruta de R$ 340,6 milhões, queda de 17,6% em relação ao ano passado. Segundo relatório de demonstrações financeiras da empresa, “o ano de 2011 foi fortemente prejudicado pelo aumento do preço do algodão”.

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Coteminas desativa fábricas para investir no setor imobiliário

Empresa da família de José Alencar planeja construir hotel e shopping em terreno de 885.000 m², afirma jornal Folha de S.Paulo


Coteminas
Coteminas: companhia vai investir no setor imobiliário


São Paulo - As dificuldades enfrentadas pelo setor têxtil no país têm feito a Coteminas, tradicional empresa deste mercado, que pertence a família de José Alencar, repensar suas estratégias de negócios.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, desta quarta-feira, a Coteminas está desativando duas fábricas no Rio Grande do Norte para investir no ramo imobiliário.

No terreno, de 885.000 metros quadrados, onde as unidades fabris estão localizadas, será construído um complexo imobiliário, com residências, escritórios, shopping, hotel e centro de convenções.

O empreendimento está orçado em 1 bilhão de reais. "A expectativa é que tudo esteja concluído em cinco anos", afirmou Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas e filho de José Alencar, ao jornal.

Apesar da nova aposta, Silva disse ainda que não está abandonado o setor têxtil, mas admite que perdeu imprtância relativa na economia.


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As 15 maiores empresas têxteis

Veja as 15 maiores empresas têxteis do Brasil em 2010, segundo Melhores e Maiores:

Credit Suisse alcança 17% de participação na Coteminas


Credit Suisse
CSHG não pretende alterar a composição do controle da companhia

São Paulo – A Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management e a Credit Suisse Hedging-Griffo Serviços Internacionais (juntas conhecidas pela sigla CSHG) atingiram participação de 17,01% do total de ações preferenciais da Coteminas (CTNM4) conforme mostra comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários.

A porcentagem equivale a 12.441.900 papéis, o correspondente a 10,66% do capital social da empresa. Segundo o comunicado, a CSHG não pretende alterar a composição do controle da companhia. Além disso, as oportunidades de exercício do direito de eleição de conselheiro fiscal ou de administração em separado ainda serão avaliadas.


MPT pede R$ 5 milhões à Teka por danos morais em Artur Nogueira, SP

Liminar determina redução de doenças ocupacionais na Teka

Uma liminar da Justiça do Trabalho determinou a adoção de medidas para reduzir a ocorrência de doenças ocupacionais entre os funcionários da Teka Tecelagem, principalmente lesões por esforço repetitivo (LER/Dort). A decisão da Vara do Trabalho de Mogi Mirim (SP) foi concedida em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho. Por nota, a fabricante informou que vai recorrer.

A liminar determina ainda que a empresa mantenha um profissional de engenharia e medicina do trabalho sempre presente na fábrica, emita Comunicados de Acidente de Trabalho (CAT) para o funcionário doente ou machucado e faça um estudo de riscos ambientais, entre outras providências.

Segundo a decisão da juíza Cristiane Kawanaka de Pontes, se a empresa descumprir a determinação deverá pagar multa de R$ 10 mil por dia. "As diversas reclamações trabalhistas propostas em face da reclamada, nas quais são discutidas doenças de origem ocupacional, já demonstraram condições inadequadas de trabalho. Os documentos ora juntados aos autos também corroboram esta situação", diz a juíza.

A Teka começou a ser fiscalizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª Região (Campinas) em 2007. "Foram constatadas atividades antiergonômicas. A fábrica na região é um ambiente que provoca doenças", afirma o procurador do trabalho responsável, Silvio Beltramelli Neto. Com isso, foi proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas a empresa não aceitou. "Por isso, ajuizamos uma ação civil pública com pedido de liminar", explica.

No mérito, o Ministério Público também pede a condenação da Teka ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. "Entendemos que a proteção à saúde do trabalhador gera custos às empresas, mas esperamos que a determinação judicial seja cumprida", diz o procurador do trabalho.


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