quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Crise reduz empregos nas fábricas

Renata Moura e
Sara Vasconcelos
Editora de economia e Repórter

http://tribunadonorte.com.br/noticia/crise-reduz-empregos-nas-fabricas/193516

A indústria têxtil e de confecções praticamente não deverá contratar este ano no Rio Grande do Norte, embora o segundo semestre seja conhecido como período típico de captação de mão-de-obra para reforçar a produção, com vistas no final do ano, a época mais aquecida para o consumo. A concorrência com o produto importado de países como China e Índia - com preços mais baixos - é apontada pelo setor como causa para o momento de crise que, segundo o Sindicato da Indústria do Vestuário no Estado (Sindvest/RN), já foi responsável pela demissão de quase 3 mil trabalhadores. O número representa 17,64% da força de trabalho que havia no setor até dezembro de 2010, um contingente estimado em 17 mil pessoas.
ana silvaDados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que os costureiros foram os principais alvos dos cortes até junhoDados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que os costureiros foram os principais alvos dos cortes até junho

















Fábrica de motores elétricos Weg investe R$ 186 milhões e se instala em Linhares

Investimento total será de R$ 186 milhões no município de Linhares (ES)


A fábrica de motores elétricos Weg inaugurou, em 19 de agosto, um novo empreendimento em Linhares (ES), um dos 28 municípios capixabas contemplados na área da Sudene.
A nova unidade da empresa, localizada no distrito de Rio Quartel, contempla um investimento de R$ 186 milhões, com a geração de mil empregos diretos. Até sua inauguração, a empersa investiu R$ 72 milhões na construção de 20 mil metros quadrados e contratou 420 colaboradores.
Inicialmente, serão produzidos 9 mil motores por dia. Gradualmente, a capacidade produtiva da empresa deve aumentar. 
Cerimônia de inauguração da Weg reuniu autoridades em Linhares (ES)

Cremer transfere seu centro de distribuição de São Paulo para Jundiaí


A Cremer S.A, empresa que trabalha com produtos médicos hospitalares, vai transferir seu centro de distribuição da cidade de São Paulo para Jundiaí. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro Nunes Filho, e o assessor Roberto Pellizzer, receberam para o anúncio, o diretor da empresa, Paulo Roberto Andrade, nesta terça-feira (23).

A empresa de capital aberto na Bovespa trabalha com produtos para hospitais, farmacêuticos, industriais e é maior empresa de produto dental do país. Com investimento de R$ 2 milhões em Jundiaí, a Cremer vai gerar em torno de 50 novos empregos, em um galpão com área de 7,2 mil m2, localizado na região do condomínio logístico do FazGran.

De acordo com Andrade, a empresa vai trazer, além da distribuição dos produtos da Cremer, outras três empresas. “Trazemos a Topz, Embramed e PSimon, empresas que foram adquiridas ou contam com contratos estratégicos com a Cremer, reunindo todo o centro de distribuição em Jundiaí. As atividades estão previstas para iniciar em setembro e, até o final deste ano, o CD deve faturar cerca de R$ 35 milhões por mês”, explicou o diretor.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, o anúncio da chegada da Cremer é mais uma vitória para o município. “Mais uma empresa de grande porte que se instala em Jundiaí, oferecendo novos empregos para a população. Mais um motivo para comemorarmos”, afirmou.

A escolha de Jundiaí pela Cremer foi a facilidade logística oferecida pelo município. “Fizemos um mapeamento de várias cidades do Brasil em termos de centro de gravidade logístico e Jundiaí se destacou como a melhor opção para a distribuição dos nossos produtos”, explicou o diretor da Cremer, Paulo Roberto Andrade.
 

WEG embarca na corrente dos negócios em Óleo e Gás


WEG fornece motores e alternadores para sondas de perfuração na bacia do rio Solimões, no Amazonas

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Há uma década, a WEG fornece equipamentos para empresas de perfuração onshore (em terra) do segmento de petróleo e gás. Tal experiência a credenciou para uma nova e importante parceria, desta vez com a Integrated Drilling Equipment Company (IDE Drilling), empresa responsável pelo projeto, produção, testes e comissionamento das sondas de perfuração onshore para a Tuscany International Drilling Inc. – multinacional canadense recém-instalada no Brasil, a serviço da empresa brasileira HRT O & G Exploração e Produção de Petróleo Ltda.

Ação milionária contra a Weg

Ministério Público do Trabalho pede R$ 50 milhões por danos morais


Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, em Santa Catarina, contra a Weg Equipamentos Elétricos, de Jaraguá do Sul. O valor da indenização por danos morais coletivos pedido na ação chega a R$ 50 milhões.

O motivo é a contaminação da água consumida por funcionários do parque fabril 2, na rua Waldemar Grubba, no fim de maio deste ano. Segundo os laudos da época, feitos pela Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde e o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), foram encontrados coliformes fecais na água que saía dos bebedouros da empresa.

De acordo com a ação, 750 funcionários teriam apresentado quadro de diarreia, náusea, vômito, cólicas intestinais e febre. Ninguém precisou ser internado. Segundo o Hospital Jaraguá, as pessoas eram medicadas e, quando necessário, ficavam em observação por algumas horas, mas todas eram liberadas no mesmo dia.

Na época, uma nota oficial da empresa questionou esse número, dizendo que 530 pessoas teriam sofrido do problema. A mesma nota diz que o que ocasionou o problema foi uma falha no sistema de distribuição de água.

Além da indenização por danos morais, os procuradores do trabalho Guilherme Kirtschig, Thiago Milanez Andraus e Geny Helena Fernandes Barroso, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, cobram uma indenização por dano individual a cada um dos trabalhadores, vítimas da negligência.

O chefe de comunicação institucional do Grupo Weg, Caio Mandolesi, disse que a empresa ainda não tomou conhecimento da ação e que só vai se tomar alguma providência quando for notificada oficialmente.

Tupy investe R$ 264 milhões em 2011

Publicada em 2011-08-29


A Tupy prevê investimento de R$ 264 milhões para o ano de 2011. No primeiro semestre já foram investidos R$ 104,9 milhões. No momento, a empresa está ampliando a capacidade de produção no parque fabril de Joinville (SC) e deve concluir ainda este ano a reconstrução da unidade fundição C, que será destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores e que hoje já funciona parcialmente com uma linha. Também entrou em operação, na fundição B, nova linha de moldagem para peças automotivas.
Segundo a Tupy, seu parque fabril, em Joinville, além da realização de obras que visam melhorias ambientais e da construção da subestação de energia, que vai permitir à Tupy reduzir os custos com o consumo de energia e ganhar confiabilidade em relação ao abastecimento.
Com a capacidade produtiva hoje próxima de 100%, tanto em Joinville quanto em Mauá (SP), a empresa abriu no primeiro semestre mais de 800 novos postos de trabalho. O quadro de funcionários em atividade, em 30 de junho, somava 8.890 pessoas.
O balanço recém-divulgado mostra que a Tupy fechou o 1º semestre com receita operacional 20% superior à obtida em igual período do ano passado, no total de R$ 1,047 bilhão (R$ 874 milhões em 2010). As exportações foram responsáveis por 45% da receita.
Com área total de 1.208.000 m² e área construída de 230.417 m², o parque industrial de Joinville tem capacidade para 390 mil toneladas ao ano. Neste parque são desenvolvidos e produzidos blocos e cabeçotes de motores, outras peças para as indústrias automotiva,
ferroviária e de máquinas e equipamentos, além de conexões, granalhas e perfis. Em Joinville também está a Usinagem, responsável pelo acabamento de peças que seguem diretamente para a linha de montagem de clientes.
Já a unidade de Mauá, no ABC paulista, tem área total de 100.000 m² e área construída de 36.000 m². A produção desta unidade é voltada ao setor automotivo e tem capacidade anual de 110 mil toneladas (com assessoria).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Após seis meses, insurreição líbia derruba ditadura Kadafi

Presença da Otan e caráter conciliatório do governo provisório, porém, podem colocar tudo a perder

Diego Cruz
da redação



• Seis meses após o início da insurreição popular contra a ditadura de Muamar Kadafi, finalmente os rebeldes ocupavam as ruas da capital Trípoli nesse dia 21 de agosto. Ainda que Kadafi não tivesse sido encontrado e que combates estivessem sendo travados em alguns locais isolados da cidade, enquanto fechávamos esse texto a situação parecia já completamente definida.

Foi um desfecho rápido que surpreendeu a muitos. Nos últimos dias antes da queda da capital, os rebeldes tiveram um rápido impulso, avançando em poucas horas o que não conseguiram por meses. Com o apoio aéreo da Otan, conquistaram a cidade petrolífera de Brega, cujo controle havia mudado de mãos sucessivas vezes durante a guerra. Tomaram também a cidade estratégica de Zawiya, o que isolou a capital e as forças pró-Kadafi, enquanto outras cidades mais próximas também caíam e o cerco se acirrava.


sábado, 20 de agosto de 2011

Governador participa da inauguração da WEG em Linhares

A WEG S.A inaugurou, nesta sexta-feira (19), sua fábrica de motores elétricos em Linhares, no Espírito Santo. A solenidade contou com a presença do governador Renato Casagrande. O projeto da fábrica contempla investimentos de R$ 186 milhões e mil empregos diretos. Nesta primeira fase, foram investidos R$ 72 Milhões na construção de 20 mil metros quadrados. Cerca de 420 colaboradores já foram contratados.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Exportador têxtil e de calçados teme efeito da crise no mercado local

Em 2000, o Brasil exportou US$ 1,6 bilhão em calçados e US$ 629 milhões em confecções. Dez anos depois, esses valores caíram para US$ 1,4 bilhão e US$ 550 milhões. Como a perda de mercado externo foi particularmente intensa nos mercados ricos - EUA e Europa - e hoje eles representam uma ínfima parte da exportação brasileira, a perspectiva de nova crise internacional trouxe outra preocupação para os fabricantes nacionais - o arrefecimento do mercado interno e o aumento da concorrência externa no Brasil.

Empresas do setor têxtil, que ainda exportam pequena parcela de seu faturamento, não sentiram redução de encomendas, nem receberam cancelamento de pedidos externos. O momento, dizem, é de cautela. O período de encomendas de calçados de inverno no Hemisfério Norte começa em setembro e as indústrias, ao mesmo tempo em que se preparam para o impacto da crise na Europa e nos EUA sobre as exportações, também veem risco para os negócios no mercado interno.

De janeiro a junho deste ano, US$ 802 milhões foram exportados pelo setor têxtil brasileiro (incluindo confecções, tecidos e fios), enquanto o mercado mundial está caminhando para US$ 400 bilhões, informa Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) e membro do conselho da Hering.

Desses US$ 802 milhões, apenas US$ 140 milhões representam embarques de manufaturados. O restante envolve matérias-primas, como fios e tecidos. "Nunca fomos grandes, mas estamos cada vez menores", diz Kuhn.

Segundo ele, a Hering é um exemplo de todas as empresas têxteis de Santa Catarina. As exportações já significaram 30% do faturamento da companhia no início da década de 90, e hoje não são mais do que 1%. Além disso, o pouco ainda exportado se volta cada vez mais para os países vizinhos, onde a empresa tem franquias ou clientes que trabalham com a marca, em detrimento dos mercados americano e europeu, antes os principais destinos das vendas externas. "As exportações são importantes como visão de marca, mas como participação econômica são muito pequenas", diz Kuhn.

"Essa crise, se acontecer, não vai nos afetar em nada", avalia Marcello Stewers, vice-presidente da Teka, fabricante de itens de cama, mesa e banho de Blumenau. A empresa chegou a exportar 40% do faturamento em 2002, e em 2010 embarcou apenas 8,7% dele. Na previsão de Stewers, esse percentual chegará a 6,7% em 2011. "Com o câmbio derretido do jeito que está, não tem como ser mais do que isso."

Desde 2006, a Döhler, de Joinville, também de têxteis para o lar, focou o mercado nacional para driblar dificuldades de exportar. Nas décadas de 80 e 90, mais de 60% da produção era voltada para o mercado externo. Atualmente, menos de 10% vai para o exterior. Após a mudança, o faturamento vem crescendo, e a produção também.

Carlos Alexandre Döhler, diretor comercial da companhia, afirma que a empresa mantém seu programa de investimentos - uma nova tecelagem, tinturaria e fiação na cidade -, com o objetivo de voltar a exportar em cinco ou seis anos, e com a crença de que o mercado interno continuará forte no curto e médio prazos. "Iniciamos um ciclo muito difícil de ser interrompido. A própria necessidade gerada por esses novos consumidores vai exigir investimentos."

Como no setor têxtil, as encomendas de importadores são feitas com três a seis meses de antecedência e ainda não há como apontar mudança de cenário após as turbulências das últimas semanas. "Estamos apenas há alguns dias com mercado incerto. Em um mês, um mês e meio, teremos visão mais clara disso", diz Kuhn. "É muito cedo para falar de crise, temos que esperar", concorda Stewers.

Para Carlos Alexandre, da Döhler, a crise na economia europeia é realidade, mas as vendas da empresa já estão estagnadas no continente, porque quem está consumindo lá é o imigrante, o que seria como a classe D no Brasil. "Ele olha só o fator preço, aí tem que comprar produto chinês mesmo." Nos EUA, para onde a companhia também exporta, houve uma reorientação das vendas da classe B para a classe A, que continua comprando, mas em menores quantidades.

O setor de calçados também ainda não tem estimativas do tamanho dos possíveis danos, mas segundo o diretor comercial da West Coast, Rafael Schefer, as vendas domésticas podem ser afetadas em caso de restrição ao crédito ou de queda da confiança dos consumidores no mercado interno.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, com eventual redução do consumo na Europa e EUA, os fabricantes asiáticos também poderão redirecionar para o Brasil parte de suas exportações. Com isso, aumentaria a pressão sobre o fabricante nacional no mercado local.

De janeiro a julho, a importação de calçados do Vietnã, da Indonésia, da China e da Malásia cresceu 36,7%, para US$ 199,6 milhões, e representou 83,3% das compras externas do país no segmento. Em 2010, os importados supriram 3,7% do consumo do produto no Brasil, que totalizou 780 milhões de pares. Para 2011, a Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados prevê alta de 10% na demanda doméstica, ante 13% em 2010.

No cenário externo, a crise nos países desenvolvidos vai acrescentar um complicador adicional aos problemas enfrentados pelos exportadores, devido à valorização do real. "As vendas da próxima coleção de inverno para o Hemisfério Norte correm o risco de fracassar", admite o gerente de exportação da West Coast, John Schmidt.

Os pedidos para este período começam a ser feitos em outubro, para entrega em dezembro e janeiro. As encomendas para o verão europeu e americano terminaram em maio e foram atendidas até julho. Por enquanto, os distribuidores europeus e americanos ainda não sinalizaram com possíveis reduções das encomendas, mas o executivo afirma que a situação é de cautela. "A crise é um problema que se soma ao câmbio", diz.

De acordo com Schmidt, a Europa absorve cerca de 30% das exportações da empresa com sede em Ivoti (RS). Os EUA ficam com 4% dos embarques. A maior parte (48%) vai para a América Latina.

"A crise certamente terá algum impacto, porque abala a confiança dos consumidores dos países importadores", reforça Klein. Segundo ele, as empresas começarão a ter alguma ideia do tamanho do estrago a partir do mês que vem, quando começa a temporada de feiras setoriais nos EUA.

As exportações do setor nos sete primeiros meses do ano caíram 25,8% em volume, para 66,1 milhões de pares, e 13,7% em valor (US$ 777,1 milhões), em comparação com igual período de 2010. Os EUA seguem como o principal destino dos calçados brasileiros.

Fonte: Valor Econômico
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=52621

Coteminas tem prejuízo de R$ 152 milhões no trimestre


SÃO PAULO - Queda no faturamento e piora no resultado financeiro da Coteminas convergiram para que a companhia apresentasse prejuízo líquido de R$ 151,2 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 8,4 milhões.
Na comparação trimestral, a receita líquida caiu 21,4%, para 530 milhões, enquanto o prejuízo financeiro subiu de R$ 1,2 milhão para R$ 46,3 milhões.

A Coteminas teve que fazer uma baixa contábil de R$ 37 milhões em função de uma reestruturação das operações nos Estados Unidos no período , o que impactou o resultado, apesar de não ter efeito no caixa da companhia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MMartan é 100% do grupo Coteminas

Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte
17/08/2011
A "evolução excepcional" da rede de lojas de cama, mesa e banho MMartan nos dois últimos anos levou o grupo Coteminas, presidido por Josué Gomes da Silva, a comprar o restante das ações da varejista (35%) que ainda estavam nas mãos das sócias fundadoras. A aquisição foi feita por intermédio da Springs Global, controlada pela Coteminas. Agora, a intenção é mudar o sistema de logística, unificar a administração e fortalecer a empresa. Em 2009, quando a Springs comprou 65% da MMartan, a rede tinha cerca de 60 lojas. Atualmente, são mais de 170. A Springs pagará às sócias da MMartan (mãe e duas filhas) R$ 30 milhões. "Para evitar uma maior emissão de ações da Springs, combinamos que vamos pagar parte em dinheiro", disse Gomes Silva.

Tupy: 45% da receita com exportações

Empresa valoriza tecnologia nas vendas externas

16/08/2011 | 18h25



Redação AB

A Tupy, fundição especializada em ferro de Joinville (SC), encerrou o primeiro semestre de 2011 com receita operacional de R$ 1,047 bilhão, 20% superior à obtida em igual período do ano passado. O lucro líquido foi de R$ 81,4 milhões, equivalente a 8% sobre a receita operacional e 27% superior aos R$ 64 milhões dos primeiros seis meses de 2010. Outro resultado expressivo: as exportações foram responsáveis por 45% da receita.

Nos primeiros seis meses a empresa investiu R$ 104,9 milhões, do total de R$ 264 milhões previstos para 2011, ampliando a capacidade em Joinville e reconstruindo Fundição C, para blocos e cabeçotes de motores, que já funciona com uma linha e estará completa no fim do ano. Para peças automotivas, nova linha de moldagem entrou em operação na Fundição B.

Com a capacidade atual ocupada em quase 100%, em Joinville e Mauá (SP), a empresa abriu no primeiro semestre mais de 800 postos de trabalho, somando 8.890 profissionais.

Evolução

A Tupy tem ações em bolsa desde os anos 70, mas a história no País tem raízes em 1938, com a produção de conexões de ferro maleável para instalações hidráulicas. A empresa concorre com fundições de primeiro nível no mercado global de blocos e cabeçotes e atende projetos de modernização de motores brasileiros, especialmente no segmento diesel, agitada pela vigência da legislação Proconve P7 a partir de janeiro.

Na evolução para P7, que atende normas equivalentes à Euro 5, é preciso adequar o processo de fundição e o projeto de engenharia de produto, em razão de novas condições de combustão e da integração com sistemas de pós-tratamento.

Com as operações de Joinville e Mauá (instalação adquirida da Cofap) a Tupy domina cerca de 80% dos fornecimentos de blocos e cabeçotes para motores diesel no País e 45% entre os veículos leves, a gasolina. O restante das encomendas na área de blocos e cabeçotes é atendido, na maior parte, pela Teksid, do Grupo Fiat.

Para escapar dos efeitos da crise financeira deflagrada em 2008, a Tupy tratou de valorizar os negócios internacionais com a oferta de alta tecnologia. Hoje 60% da produção de blocos e cabeçotes segue para o exterior, apesar de a relação cambial minar a rentabilidade dessas operações.

Tupy investiu R$ 105 milhões e criou 800 empregos

A Tupy investiu R$ 104,9 milhões no primeiro semestre, do total de R$ 264 milhões previstos para o ano. Além dos investimentos direcionados à sustentação das operações e a melhorias na área ambiental, a Tupy também está ampliando a sua capacidade de produção na fábrica de Joinville.
Deve concluir ainda este ano a reconstrução da unidade de fundição C, que será destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores, e que hoje já funciona parcialmente com uma linha. Para peças automotivas, nova linha de moldagem entrou em operação na unidade de fundição B. Com sua capacidade atual ocupada em 100%, tanto em Joinville, quanto em Mauá (SP), a empresa abriu no primeiro semestre mais de 800 novos postos de trabalho.