sexta-feira, 15 de junho de 2012

Hering cai 4,95% e lidera perdas no Ibovespa após número de vendas no varejo

SÃO PAULO - Com queda de 4,95% e negociadas a R$ 41,30, as ações da Hering (HGTX3) lideraram as quedas no Ibovespa nesta quinta-feira (14). Enquanto isso, o índice da bolsa paulista teve queda de 0,54%, fechando aos 55.351 pontos, enfraquecido também pela forte desvalorização das ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

Possivelmente, os papéis da varejista refletiram os números abaixo do esperado das vendas do comércio - que avançaram 0,8% em abril contra março. Já o comércio de tecidos, vestuário e calçados - segmento onde a Hering atua - teve alta de 1,1%. Na comparação anual, este setor recuou 1,1%, enquanto o varejo como um todo avançou 6%.

"Esses números com certeza influenciam. O setor de varejo foi bem prejudicado na bolsa nesta sessão", afirma Filipe Portella, sócio-diretor da Monte Bravo. Nesse cenário, outros papéis de varejistas similares também tiveram queda na sessão, como os da Lojas Renner (LREN3; R$ 59,05, -1,58%) e da Lojas Americanas (LAME4, R$ 12,13, -1,14%).

Correções estão mais fortes
Na visão de Portella, o que fez com que as ações da Hering se destacassem na ponta negativa foi a forte alta das últimas sessões. Antes desta quinta-feira, os papéis da companhia haviam registrado alta em quatro das últimas cinco sessões. "Ela foi a mais prejudicada até pelo fato de ser a única a ter subido forte nos últimos dias", destacou Portella.

Vale mencionar que o mercado tem mostrado nervosismo nas últimas sessões e tem apresentado grandes variações, refletindo o desdobramento da crise na Zona do Euro. "O mercado está um pouco exagerado nas correções, até mesmo por conta da volatilidade", salienta. Assim, tanto os movimentos corretivos negativos quanto os positivos tem superado o que seria considerado como "normal" em um mercado menos nervoso.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Leblon Equities aumenta participação na Coteminas

São Paulo – A Leblon Equities aumentou a participação acionária na Coteminas (CTNM3, CTNM4), segundo mostra comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira.

Foram adquiridas 2.577.100 ações da companhia, somando assim 15.542.983 papéis – sendo 12.172.177 ações ordinárias e 3.370.806 ações preferenciais. A quantidade equivale a 13,32% do capital social da companhia.

Segundo o comunicado, o objetivo da aquisição é aumentar o investimentos dos fundos na companhia e não há intenção de modificar a composição do controle da Coteminas, nem sua estrutura administrativa.

Além disso, a Leblon Equities não pretende adquirir uma quantidade determinada de ações, mas quer subscrever no mínimo 5 milhões de ações ordinárias da Springs Global, sociedade controlada pela Coteminas.

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Cremer planeja investimento em ações de marketing em 2012

Fornecedora de suprimentos médicos lançará inovações em produtos, formatos e embalagens

Depois de um ano marcado pela expansão das atividades, com a aquisição de quatro empresas, a Cremer, fornecedora de suprimentos médicos, planeja direcionar seus investimentos para ações de marketing em 2012. A companhia deseja lançar uma inovação a cada trimestre voltada para produtos, formatos ou embalagens.

“O vendedor é o centroavante e o marketing é o meio campo; a função do marketing é tocar a bola para o vendedor fazer o gol”, explica o presidente da Cremer, Alexandre Borges. A companhia também já começou a ampliar os pontos de venda, que eram de 13 pessoas e agora são 81.

A Cremer, que busca uma agência de publicidade, também realizou estudos sobre as embalagens dos produtos. De acordo com as pesquisas, que dobraram no último ano, as mulheres reclamavam, por exemplo, dos discos de algodão, que depois de abertos ficavam expostos às impurezas. “A principal mudança é de um foco em questões técnicas e industriais para um olhar para fora, de entender o consumidor”, analisa o diretor da unidade de varejo, Leonardo Byrro.

A companhia registrou uma receita líquida de R$ 120 milhões no terceiro trimestre de 2011 com uma alta de 31,7% comparada com o mesmo período do ano passado. Já quanto aos lucros da Cremer, nos nove primeiros meses do ano, houve uma queda de 53% comparada a 2010. Para o presidente da companhia, as últimas quatro aquisições foram responsáveis pela retração dos lucros. “Estamos sempre avaliando oportunidades, mas estamos terminando de digerir as últimas aquisições”, conta.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Operários de Fortaleza fecham acordo sobre os dias parados e retornam ao trabalho

O impasse no acordo sobre o desconto dos dias parados da greve dos operários da construção civil de Fortaleza (CE) foi resolvido. O Sindicato Patronal encontrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores na noite de terça-feira (5) com uma nova proposta.

Pelo acordo, que será assinado nesta quarta-feira (6), os empresários se comprometeram a pagar o mês de salário deste mês – até o dia 12 – e descontar os dias parados em cinco parcelas durante o ano. Os descontos não incidem sobre participação nos lucros, 13º salário e férias.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Nestor Bezerra, essa foi uma importante conquista dos trabalhadores. “É uma vitória dos operários, foram 28 dias de greve com uma grande ofensiva por parte da empresa e da imprensa e ainda assim conseguimos fechar um acordo que não prejudicasse os trabalhadores. O reajuste, no geral de 8%, foi um dos melhores do país”, destacou Bezerra.

Esses trabalhadores conquistaram reajuste geral de 8%, cesta básica de R$ 50,00, piso do servente de R$ 639,00, a manutenção das demais clausulas previstas na CCT 2011 entre outros.

O coordenador agradece o apoio da CSP-Conlutas que, segundo ele, foi determinante para o desfecho vitorioso dessa greve. “Agradecemos o apoio que recebemos da CSP-Conlutas e dos seus sindicatos filiados. Agradecemos também a população recebeu com solidariedade a nossa greve e nos aplaudia nas ruas durante as manifestações e, por ultimo, os trabalhadores pela disposição de luta”, finalizou.

Para o membro da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, que esteve em Fortaleza dando apoio para a categoria, os trabalhadores reafirmaram a força da unidade para conquistar direitos. “A CSP-Conlutas parabeniza esses operários que mostraram sua garra e não esmoreceram diante dos ataques da patronal, lutaram até o fim por seus direitos e arrancaram a vitória”.

Com informações do Jornal O Povo

terça-feira, 5 de junho de 2012

Futuros de algodão caem para menor nível desde novembro de 2009

Forexpros – Os contratos futuros do algodão ficaram sob forte pressão de venda nesta segunda-feira, ampliando as perdas da sessão anterior, uma vez que as preocupações com o crescimento econômico vacilante dos EUA, com a crise da dívida cada vez maior na zona euro e com uma desaceleração mais profunda que o esperado da atividade econômica chinesa assustaram os investidores.

Na ICE Futures Exchange, os contratos futuros de algodão para entrega em julho foram negociados a US$ 0,6750 por libra-peso durante as negociações europeias da tarde, caindo 1,6%.

Anteriormente, os futuros caíram até 3,5%, para US$ 0,6617 por barril, a maior baixa desde novembro de 2009.

Os preços do algodão vêm apresentando tendência de baixa desde o início de maio, uma vez que os traders permaneceram agitados em meio às preocupações com as perspectivas para a zona euro e para a economia global.

A fibra perdeu quase 25% em maio, porque os grandes fundos de hedge liquidaram suas posições e os especuladores fizeram os preços cair mais ainda em às preocupações acerca das perspectivas econômicas mundiais.

A demanda por algodão, como uma commodity agrícola não alimentícia, é vista como mais intimamente associada às condições econômicas e de confiança do consumidor do que às outras safras agrícolas.

As especulações nas sessões recentes de que a China, maior consumidor mundial, pode estar vendendo algumas de suas reservas nacionais acentuou a negatividade do sentimento do mercado.

A fibra despencou quase 65% de um recorde atingido em março de 2011 uma vez que os preços mais altos fizeram os agricultores plantar mais e a demanda da China desacelerou.

Os traders de algodão aguardavam ansiosamente o relatório de progresso do plantio do Ministério da Agricultura dos EUA (USDA), após o fechamento de segunda-feira na CBOT.

O relatório da semana passada mostrou que quase 76% da safra de algodão dos EUA foi plantada, acima dos 62% da semana anterior e acima da média de cinco anos, de 70%, para esta época do ano.

No Texas, maior estado norte-americano produtor da fibra, 64% da safra foi plantada, acima da média de cinco anos – 60% – para a semana.

Quase 57% da safra de algodão dos EUA foi classificada em condição "boa" ou "excelente", ao passo que apenas 3% da safra foi classificada como "muito ruim” ou “ruim”.

Os EUA são o maior exportador mundial de algodão e o terceiro maior produtor da fibra, atrás apenas da China e da Índia.

Na ICE Futures Exchange, os futuros de café para entrega em julho caíram 0,7%, para US$ 1,5655 por libra-peso, ao passo que os futuros de açúcar para entrega em julho recuaram 0,85%, para US$ 0,1902 por libra-peso.

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Clique aqui para ver a apresentação na íntegra do Ministério da Agricultura dos EUA (USDA) sobre o Mercado Global de Agricultura.

Indústria têxtil tem expectativa de que importação da China será estancada

Medidas já adotadas pelo governo e possível adoção de salvaguardas contra a China sustentam avaliação

As medidas adotadas pelo governo para conter a invasão de produtos importados da China e melhorar a competitividade de alguns segmentos da indústria está conseguindo algo raro: arrancar comentários favoráveis de entidades ligadas ao setor têxtil, um dos mais ativos no lobby por reformas trabalhistas, redução de impostos e imposição de barreiras a importados, em especial de produtos chineses. De acordo com Alfredo Emílio Bonduki, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil), graças aos movimentos recentes e outros em fase de implantação, é possível que neste ano as importações permaneçam no patamar de 2011, depois de crescerem 38%, no caso de têxteis, e 70% em confecções, no ano passado.

Entre as medidas que mais agradaram o setor estão o convênio do Inmetro com a Receita Federal, assinado em abril. Segundo Bonduki, com o trabalho conjunto, ficou mais difícil que produtos sem especificação técnicas exigidas dos fabricantes brasileiros entrarem no país. A própria operação Maré Vermelha, que ampliou o número de cargas verificadas em detalhes nos portos e irritou muitos importadores e empresas que dependem de insumos vindos de fora, é vista com bons olhos.

Outra ação elogiada foi a desoneração da folha de pagamento, prevista no Plano Brasil Maior, lançado em abril. A partir de agosto, as empresas têxteis deixarão de recolher 20% de INSS sobre a folha de pagamento e passarão e contribuir com 1% do faturamento para a seguridade social.
Há ainda o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra). Ainda que o governo já tenha dito que ele não permanecerá em vigor em 2013, no curto prazo empresas participantes começam a receber 3% de suas exportações em créditos.

Salvaguardas
A expectativa agora é de que o governo federal adote uma série de medidas de salvaguarda à importação de produtos têxteis e de confecção chineses. Nos últimos seis meses, diz Bonduki, as entidades do setor levantaram informações que permitiram a identificação de 27 programas de subsídios que seriam fornecidos pelo governo chinês. Até o final de julho, a entidade quer protocolar o pleito para que medidas efetivas possam ser tomadas em agosto ou setembro, em tempo de evitar uma enxurrada de produtos asiáticos nas festas de final de ano.

As opções aguardadas são a imposição imediata de sobretaxas de até 50% aos produtos vindos da China – 70% das importações brasileiras de têxteis, que no ano passado totalizaram US$ 6,17 bilhões, vêm do país asiático, segundo o Sinditêxtil –, que poderiam cair a 30%, no prazo de três anos, ou a imposição de cotas por país e importador, diz Bonduki.

Insatisfação
O discurso de aprovação das medidas, porém, não é unânime. “O setor têxtil está se desindustrializando desde o governo Collor. O que complicou a situação recentemente foi o dólar”, diz Valquirio Ferreira Cabral Junior, diretor-comercial da Lupo, uma das maiores fabricantes de meias, lingeries e cuecas do país. “Mas essas são ações paliativas, que não resolvem o problema de fundo. Precisamos é de uma reforma tributária”.

Apesar das reclamações recorrentes do setor, o volume de importações permanece relativamente pequeno no conjunto da cadeia têxtil. Dos US$ 67,3 bilhões vendidos pelas cerca de 30 mil empresas formais que integram a indústria no país, as importações somaram US$ 6,17 bilhões, menos de 10% do total - números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). No ano anterior, 2010, o percentual foi ainda menor. As importações corresponderam a somente 8,2% dos US$ 60,5 bilhões movimentados.

De olho na ascensão da classe C, empresas como a Invista, hoje dona da marca Lycra - originalmente criada pela Du Pont - e a Rhodia estão investindo em ampliação da capacidade de produção de fios sintéticos no país - o projeto da Invista é de US$ 100 milhões e o da Rhodia de US$ 10 milhões.

A Universo Intimo, fabricante de moda íntima feminina que tem como garota propaganda atualmente a modelo Isabelli Fontana, também vê perspectivas favoráveis de crescimento. Mesmo com o primeiro semestre fraco até aqui (a empresa diz que aumentado as vendas em 5%), o presidente Gilberto Romanato fala em alcançar os mesmos 20% registrados no ano passado, quando a empresa inaugurou uma nova confecção em Mauá, no estado de São Paulo. "O dinheiro que os bancos federais estão liberando deve impulsionar o crédito e facilitar a renegociação de dívidas dos consumidores", avalia.

"É esse novo mercado brasileiro que sustenta nossa aposta", diz Luiza Barros, gerente de comunicação da marca Lycra. Nesse cenário, com o dólar em alta a facilitar as exportações e dificultar as importações, de fato, há menos do que reclamar.

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Leia também: Abit pedirá salvaguarda para confecção em março

Mato Grosso colherá mais da metade da safra nacional de algodão

Mato Grosso é responsável por 50,4% da produção nacional do algodão e, de acordo com o novo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve atingir 2.588.996 milhões de toneladas na atual safra, alta de 1.9% em relação à passada. A área destinada à cultura no Estado é de 690.948 hectares (- 4% no comparativo). Já o rendimento médio previsto é de 3.747 kg por hectare.

Na região Centro-Oeste, a cultura é produzida também em Goiás e Mato Grosso do Sul. No primeiro, o levantamento prevê redução de 7,5% na produção (atingindo 393,7 mil toneladas), atribuída a uma queda no rendimento médio de 1,9% (que soma 3.771 kg/ha) aliada à redução de 6.359 ha na área cultivada (estimada atualmente em 101 mil/ha) , quando comparados com 2011.

Já no segundo Estado, a expectativa é de aumento de 9,8% na produção, frente ao ano passado, atingindo 241.800 toneladas. Com isto, Mato Grosso do Sul deve contribuir apenas com 4,7% da produção nacional. Aproximadamente 2% estão colhidos (áreas cultivadas no sul do estado), e os preços estão em torno de R$17,25/arroba de algodão em caroço.

O segundo Estado maior produtor do país, segundo o IBGE, é a Bahia. Neste, é previsto o aumento de 5,1% na área plantada (436,9 mil ha), e espera uma redução de 3,3% no rendimento médio, o que resultaria num crescimento de 1,6% na produção (1.600.656 t), em relação ao ano passado.

A produção nacional estimada para a cultura é de 5,1 milhões de toneladas (+ 1,6% em relação à 2011). A área prevista é de 1.389.234 ha (- 0,8%) e o rendimento médio é de 3.699 (+ 2,4% no comparativo).

28º dia de Greve da Construção Civil em Fortaleza/CE




Nota pública dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza


Na tentativa de derrotar a greve, patrões impõem FOME às famílias dos operários

Em assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), mais de dois mil trabalhadores, aprovaram por unanimidade a manutenção da greve da categoria, e diante da intransigência do SINDUCSON-CE, a prioridade passa a ser o fechamento de acordo por “Por Empresa”.

Informamos que as primeiras construtoras já entraram em contato com o sindicato e acordos de compensação dos dias parados foram fechados. Nestas empresas, a categoria deliberou pela volta ao trabalho.

Reafirmamos que o sindicato dos trabalhadores sempre esteve aberto à negociação e que praticamente todas as nossas reivindicações já foram conquistadas e acordadas com o sindicato patronal, restando ao mesmo diminuir a sua ganância e proceder a assinatura da Convenção Coletiva de trabalho.

O motivo que leva os trabalhadores a manter a greve é a postura de arrogância, intransigência e a provocação do SINDUSCON-CE que passou a exigir, de nossa entidade sindical a assinatura de um “acordo” autorizando o desconto de todos os dias da greve.

Diante deste impasse, uma parte das construtoras, descontou dos salários dos operários, os respectivos dias. São pais e mães de família que ganham R$ 622,00 por mês, e que em alguns casos acabaram recebendo menos de dois Reais de salário.

Operários em luta por melhores condições de vida e de trabalho, condenados pelos donos do poder, a despejo e falta de comida. Mesmo assim, em grandes lições de solidariedade, união e vontade de mudança, esses mesmos operários seguem determinados em luta.

Ao contrário da postura dos patrões e da Justiça do Trabalho, que ordenou o bloqueio de R$ 200 mil Reais das contas do STICCRMF, e da criminalização sofrida pelo nosso movimento, nossa entidade com o apoio solidário do movimento sindical, realizou a distribuição de duas mil cestas-básicas para a categoria.

Aos familiares de nossos companheiros em greve, pedimos que fiquem firmes e continuem acreditando na força de nossa luta. Seguiremos enfrentando os patrões, a injustiça, a falta de envolvimento dos governantes e, apoiados na solidariedade de todos os que vivem do seu trabalho, alcançaremos a vitória.

www.vozdopeao.org.br

Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí anunciam que paralisação continuará

Categoria planeja manifestação em frente à estação das Barcas na terça-feira e também protestar em sede de sindicato no Rio. Protesto é mediado por deputada estadual
Os metalúrgicos de Niterói e Itaboraí continuam de braços cruzados. Na manhã da última segunda-feira, a categoria realizou uma assembleia, no Centro de Niterói, para definir os próximos passos do movimento. Para hoje está prevista uma manifestação a partir das 9h em que os trabalhadores irão atravessar a baía para protestar em frente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) e uma reunião de conciliação entre o patronal e a categoria às 14h no Centro do Rio de Janeiro. Os usuários estão temerosos com a quantidade de gente nas barcas hoje. “Tomara que dê tudo certo. As barcas já são cheias de filas com o movimento normal das pessoas, imagina com esses protestos”, comenta a estudante universitária Priscilla Pacheco, de 21 anos.

Na assembleia de ontem, aproximadamente mil trabalhadores ouviram as partes em carros de sons diferentes. A deputada estadual do PSOL, Janira Rocha, participou no encontro para ajudar os trabalhadores a se entenderem.

“Eu fui chamada para fazer a mediação porque hoje os trabalhadores não reconhecem a direção do sindicato. Porém, com esse dissídio coletivo é preciso que o sindicato negocie pela categoria. As duas partes estavam primando pelo processo eleitoral e garantir uma direção unificada. O mais importante é unificar o movimento para dar uma vitória ao trabalhador e pôr um fim à greve”, declara a deputada.

As reivindicações da categoria são o aumento salarial de 16%, aumento no valor do vale refeição de R$ 140 para R$ 350, maior segurança no ambiente de trabalho, plano de saúde com descontos simbólicos em folha e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“O movimento continua, hoje, amanhã e depois. Estamos realizando manifestações nas portas dos estaleiros para conscientizar o trabalhador da nossa luta”, comenta Maria de Lurdes Rodrigues, membro do Comando de Greve, que aponta que ontem havia seguranças do Sindicato que tentaram tumultuar a assembleia. Segundo ela, a categoria vai atravessar a Baía de Guanabara de barca para protestar na sede do Sinaval, na Avenida Churchill, 94, no Centro do Rio.

A conciliação prévia entre as partes está marcada na sede da Justiça do Trabalho, no Centro do Rio, às 14h. Irão integrar a comissão que vai negociar com o patronal da categoria membros da direção do Sindicato e do Comando de Greve, que faz oposição ao Sindicato. O Sinaval não vai comentar as negociações trabalhistas.

“Nós estamos com uma proposta de união. Temos que deixar a disputa eleitoral de lado e tratar da campanha salarial. É isso que o trabalhador precisa”, declara Edson Carlos Rocha da Silva, secretário-geral do sindicato dos metalúrgicos.

Memória – Em desacordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Niterói e Itaboraí (Simmerj), foi declarada greve por tempo indeterminado na quarta-feira. O comando da greve é composto, em sua maioria, por membros da Chapa 3 das eleições do sindicato. Na quinta-feira houve assembleia na porta do sindicato, no Centro de Niterói, que terminou com três homens detidos, e logo liberados, por desacato à autoridade.

O FLUMINENSE

sábado, 2 de junho de 2012

25º dia de Greve dos Operários da Construção Civil em Fortaleza

Egípcios protestam contra veredicto do julgamento de Mubarak

Milhares de egípcios se manifestavam neste sábado na Praça Tahrir, no centro do Cairo, e em várias cidades do Egito para criticar os veredictos pronunciados no processo do presidente deposto Hosni Mubarak. Os manifestantes gritavam principalmente "Fora poder militar", concentrando a sua ira nos militares que assumiram o poder no país após a queda de Mubarak, em fevereiro de 2011, sob a pressão de uma revolta que teve como epicentro a mesma Praça Tahrir.

Mubarak e seu ministro do Interior, Habib el Adli, foram condenados neste sábado à prisão perpétua pela morte de cerca de 850 manifestantes no ano passado. No entanto, seis antigas autoridades do Ministério do Interior processadas pelos mesmos motivos foram absolvidas. "Se não conseguirmos justiça para nossos mártires, nós vamos morrer como eles", gritava a multidão em Tahrir. "A prisão perpétua para o povo, e a absolvição para Mubarak", ironizava um manifestante em um cartaz, em referência ao veredicto do qual a defesa de Mubarak se prepara para recorrer.

"Se você pensa que o antigo regime caiu, você está errado. A versão original está sendo baixada", ironizava um outro manifestante em um cartaz.

A multidão se reuniu em torno de um dos candidatos eliminados no primeiro turno da eleição presidencial de 23 e 24 de maio, Hamdeen Sabbahi, candidato da esquerda que ficou em 3º.

Na cidade de Alexandria (norte), de 4 a 5 mil pessoas se manifestavam, enquanto em Ismailiya, no Canal de Suez, cerca de 1,5 mil pessoas estavam reunidas. Em Suez, à leste do Cairo, algumas centenas de pessoas protestavam e por volta de 2 mil pessoas se manifestavam em Port-Said (nordeste) exigindo "uma limpeza no sistema judiciário", de acordo com testemunhas.

Esse processo histórico chegou ao final neste sábado entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial que vai designar o sucessor de Mubarak. O islamita Mohamed Mursi e o último primeiro-ministro de Mubarak, Ahmad Shafiq, estão na disputa pelo segundo turno nos dias 16 e 17 de junho. O Exército prometeu entregar o poder antes do fim de junho depois que o nome do novo chefe de Estado for anunciado.





Rebelião de base: Greve dos metalúrgicos de Niterói continua e se fortalece com adesão de outros estaleiros

A greve nos metalúrgicos de Niterói (RJ) continua e ganha força com adesão de trabalhadores de outros estaleiros. Nesta sexta-feira (1°), os trabalhadores realizaram mais um dia de manifestação com passeata rumo ao Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí. Segundo informações do membro da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o mancha, que foi até o Rio de Janeiro, dar apoio à greve, mais uma vez a “diretoria do Sindicato se recusou a encampar uma luta junto aos trabalhadores”.

A categoria realizou uma assembleia em frente ao Sindicato e decidiram pela continuidade da greve. Na próxima terça-feira (5) está marcada uma audiência de conciliação para tratar do dissídio de greve. A nova assembleia da categoria será realizada nesta segunda- feira (4).

Metalúrgicos de Niterói atropelam diretoria do Sindicato, entram em greve – Na manhã desta quinta-feira (31), segundo informações da imprensa local, cerca de 5 mil trabalhadores da indústria metalúrgica de Niterói (RJ), em greve, realizaram uma passeata pela Campanha Salarial 2012. A categoria decidiu pela paralisação em assembleia realizada nesta quarta-feira (30).

O membro da Oposição ao Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Paulo Martins, informou que a base passou por cima da diretoria do Sindicato que não queria a greve. “O sindicato não mobilizou a categoria, e pouco fez nesse período de negociação, isso gerou a revolta dos trabalhadores, que cansaram de tanta enrolação”, enfatizou Martins.

Paulo Martins, é integrante da Chapa 3, que tem como um dos apoiadores da Chapa a CSP-Conlutas.

A passeata percorreu diversos estaleiros de Niterói com destino ao Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí para buscar uma resposta por parte de quem os representa. “Nós da oposição, pedimos carro de som para outros sindicatos, para mobilizar a categoria, passamos nos estaleiros e fizemos uma passeata até o Sindicato. Entretanto, encontramos o local fechado. Nesse momento os trabalhadores se sentiram traídos pela diretoria”, disse.

Segundo Martins, alguns membros da diretoria se encontravam no Sindicato, dois diretores chegaram a falar no carro de som, mas foram vaiados.

“Realizamos uma assembleia em frente ao local no qual decidimos montar um Comando de Greve, o Sindicato será notificado e vamos reivindicar que o Comando participe das negociações com a empresa”, disse.

Repressão: Segundo Martins, houve um começo de confusão, pois um membro do Sindicato teria feito uma provocação a um dos metalúrgicos que revidou e foi apartado por outro companheiro. A polícia agiu com truculência contra os trabalhadores. Dois deles acabaram detidos, um deles já foi solto, o segundo está aguardando para ser liberado.

Reivindicações - As reivindicações da categoria são o aumento salarial de 16%, aumento no valor do vale refeição de R$140 para R$ 350, que se igualaria ao valor pago em São Gonçalo, maior segurança no ambiente de trabalho, plano de saúde com descontos simbólicos em folha e inclusão no Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A empresa apresentou até o momento 7,5% de reajuste.

Todo apoio à greve - A CSP- Conlutas através dos seus militantes vem prestar total solidariedade à greve dos metalúrgicos de Niterói e Itaboraí e dizer que não medirá esforços para que a greve seja vitoriosa.

Os trabalhadores corretamente tomaram o caminho da luta e com certeza essa é a melhor forma de conquistar suas reivindicações.








Greve dos trabalhadores em transporte de Florianópolis derrota intransigência patronal

A greve dos trabalhadores em transporte de Santa Catarina e região terminou. A categoria decidiu, em assembleia realizada na quarta-feira (30), com a presença de mais 2.500 trabalhadores cuja base pe composta por 5 mil, voltar ao trabalho a partir das 5h da manhã de quinta-feira (31).

Segundo informações do membro da CSP-Conlutas de Santa Catarina, Daniel Silveira, essa greve conseguiu uma grande vitória: “derrotar a intransigência patronal – apoiada pela prefeitura, justiça e meios de comunicação – de não aceitar discutir a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e que foi a grande bandeira de reivindicação da greve”.

Os ganhos da greve – a) salário dos motoristas foi de R$ 1517 para R$ 1591 e dos cobradores de R$ 910,2 para R$ 954,60 representando o reajuste do INPC; b) vale refeição de R$ 380 para R$ 420 representando 10,52% de reajuste que era toda a reivindicação solicitada; c) nenhuma punição para os grevistas e nenhum desconto ou compensação dos 3 dias parados, sendo eles abonados; d) redução da jornada de trabalho sem redução de salários de 6h40 para 6h30 este ano e para 6h20 no ano que vem (representando um importante ganho real, melhor que os 2% proposto antes pela empresa), sendo que o objetivo da categoria era reduzir para 6h com a patronal não aceitando reduzir até que a greve impôs 50% do que se almejava; e) outras duas cláusulas que dizem respeito a condições de trabalho; f) não vai haver parcelamento do pagamento das conquistas da greve sendo tudo pago retroativo a maio no inicio de julho.

Apesar da repressão à greve, categoria se manteve firme na luta – Na terça-feira à tarde, com o julgamento da greve e a tentativa de conciliação da justiça, os trabalhadores acabaram negando a proposta que saiu dos tribunais e decidiram manter a greve.

A proposta do tribunal tinha alguns avanços econômicos importantes para a categoria, mas estipulava medidas repressivas: exigência de 100% de funcionamento nos horários de mais movimento e multa para o sindicato de R$ 100 mil por dia por descumprimento da decisão judicial de circulação dos ônibus caso a greve se mantivesse.

Os trabalhadores decidiram manter a greve na quarta com nenhum ônibus rodando nas ruas descumprindo a decisão judicial, avaliando que era possível arrancar mais da patronal .

Na quarta-feira, terceiro dia de greve, houve nova reunião no Tribunal Regional do Trabalho diante do não cumprimento da decisão da justiça pelos trabalhadores e se decidiu por nova decisão de repressão muito forte à greve: a) triplicou o valor da multa em R$ 300 mil a partir de quinta; b) autorização de utilização de força policial nos piquetes de greve nas garagens dos ônibus; c) autorização de demissão de 10% da categoria por dia de greve através de sorteio a partir de quinta se a greve tivesse continuado.

Diante da intensificação desses ataques a categoria decidiu por fim a greve já que haviam avançado em importantes cláusulas.

“Os trabalhadores e a direção do sindicato avaliaram que a proposta não era tudo que os trabalhadores pediram, mas era boa e representava muitos avanços e derrotas na intransigência da patronal”, informou o membro da CSP-Conlutas.

“O clima de saída greve foi muito bom, com a categoria se sentindo vitoriosa e reivindicando que deve-se sempre encher as assembleias e se somar nas greves que as conquistas vêm”, completou.